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Caravela Seguros - Quebra Isolada de Vidros: Avaliar quem se escolhe para parceiro


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A meados do mês passado (19/11/2016), cheguei ao carro e tinha o vidro para-brisas partido. Nervosa e estupefacta, dado estar num parqueamento EMEL, a escassos metros de esquadra PSP, numa das principais Avenidas de Lisboa, dirigi-me à referida esquadra e deixei o meu depoimento, todavia, o agente de serviço negou deslocar-se ao local e escreveu um texto (pareceu-me um "texto-tipo"), dizendo que tal seria suficiente, dado a apólice cobrir a "quebra isolada de vidros". Ainda no local, e de seguida, tentei o contacto com a Caravela Seguros, no sentido de resolver o problema do vidro partido, mas sem sucesso, pois só funciona nos dias úteis.

No entanto, para agir de acordo com a orientação da seguradora, apesar da chuva intensa desse fim de semana, esperei por segunda-feira e encetei as respetivas comunicações. Qual o meu espanto quando informo do sucedido que uma assistente me diz que se participei à PSP, o processo vai ser mais longo e complicado (...) e que teria que pagar uma franquia.

Ainda nervosa com a situação e a sentir-me envolvida em processo burocrático, contacto a entidade patronal, tomadora de seguro, a qual me disse que fiz bem em participar e que a franquia seria de 50€ (cinquenta euros), todavia para contatar o corretor de seguros para obter o apoio necessário.

Face à resposta obtida, contacto o corretor de seguros, enviando de seguida o formulário de "declaração amigável", o qual me foi "devolvido, pois faltavam dados que eu não sabia, mas que preenchi de acordo com o estado de espírito do momento, tentando desenhar e descrever a desgraça.

Mal eu sabia, que ainda tudo estava no princípio, pois como não tinha nenhum retorno, voltei a contactar os diferentes intervenientes no processo, não obtendo nenhuma orientação adicional. Então, a 24.11.2016, contactei o corretor de seguros que, após minha insistência, informou-me que, no dia seguinte, logo pela manhã, deveria providenciar para que a viatura estivesse nas instalações do agente reparador da marca.

Ora, como pessoa responsável, pelas sete horas da manhã, apesar da oficina ainda não estar a laborar, fiquei a aguardar a chegada do perito. Passadas cerca de duas horas, sou informada pela receção da oficina que a peritagem tinha sido no dia anterior, ao que respondi que tal não poderia ser verdade, dado que só na tarde do dia anterior fui informada para nesta data estar no local, o que observei. Então, de imediato, contacto o corretor de seguros que me responde "...só se o perito se deslocou ao local, sem informar...", disponibilizando-se para estabelecer o contacto, tendo, informado que o perito informou estar a caminho. Passadas algumas horas, como o perito não aparecia e estava próxima a hora de almoço, então a receção informou para me ir embora, que daria seguimento ao assunto, junto da peritagem.

No dia seguinte, sou informada que foram realizados dois orçamentos, ambos com uma franquia de 250€ (duzentos e cinquenta euros), de cuja situação dei conhecimento ao tomador de seguro, tendo este respondido que a franquia deveria ser de 50€, pois é o montante que está contratado e explicou-me que a franquias são entendidas como forma de, essencialmente, para responsabilizar o condutor. Ora desta forma não está a responsabilizar o condutor, mas a penalizar a empresa tomadora de seguro, a qual contratou uma apólice de "danos próprios", reforçada por "quebra isolada de vidros". Ou seja, em termos práticos, a "Caravela" não assume nenhum ónus, pois no fundo esse é o preço de venda ao público de um vidro novo e ainda agrava a apólice...

Face ao comentado, tento saber qual a fundamentação para tal franquia e sou, novamente, surpreendida, invocaram danos no tejadilho (que não existiam, aquando da entrega da viatura na oficina) e, segundo o relatório de peritagem e fotografia apresentava "pó de pedra projetada". Ora, nunca ninguém referiu que a quebra do para-brisas tenha sido provocada por pedra, nem por qualquer objeto em particular, pois seria entrarmos no capítulo das advinhas, aliás, comentário registado no relatório da PSP.

Apesar de ser leiga na matéria, contestei de imediato, pois seria impossível, pois tinha fotografias no local do sinistro e não existia qualquer dano no tejadilho e que (mesmo que fosse verdade) uma viatura sob chuva quase durante uma semana, não poderia ter nem restos de pó e muito menos "pó visível".

Face a estas incoerências, fui observar com mais atenção o relatório de peritagem e constato, mais uma série de informações erradas: que aquando da peritagem, não estavam disponíveis os documentos da viatura (ficaram à guarda da oficina reparadora) e, acima de tudo, apresentavam uma data/hora do dia seguinte, minutos após a meia noite, entre outros aspetos.

Entretanto a oficina pergunta-me se já tinha alguma decisão (imagino a razão, uma viatura a ocupar espaço na oficina há mais de um mês por algo que se repara em menos de duas horas), ao que respondi que aguardava uma posição da Caravela Seguros, face às anomalias processuais encontradas por mim,

Por me parecer que o caso seria merecedor de um olhar mais atento e responsável, tentei obter explicações coerentes da Caravela Seguros sem sucesso e, só após cerca de um mês, o corretor de seguros recebeu uma justificação, cuja fundamentação alegou fatos que não ocorreram, baseados em datas diferentes das presentes do relatório de peritagem, tendo então subentendido a razão pela qual apareceram danos que não existiram e que, portanto, nunca foram reclamados: "acto de vandalismo" (franquia de 250€) e não "quebra isolada de vidros" (franquia de 50€)...que se tivesse sido através da rede "recomendada", nem representaria qualquer custo...todavia, ainda este fim de semana, outro corretor informou que não entende esta posição, pois a apólice cobre o dano reclamado.

Estando a tomadora de seguro em desacordo com a leitura dos factos e enquadramentos dados, aquela perguntou se poderia proceder ao levantamento da viatura que tem estado nas instalações do agente reparador, desde o momento que comunicaram para a mesma estar disponível para que pudessem dar seguimento ao processo, ao que a Caravela Seguros respondeu que isso não lhes diz respeito (mais uma vez, até poderão ter razão, mas como ficaria a situação dado até ao momento ninguém ter apurado as contradições e os danos posteriores que apareceram?...).

Perante tudo isto, comentei com terceiros que me sugeriram que a tomadora de seguro expusesse a situação à Provedoria de Cliente Caravela, sugestão que foi observada, mas, infelizmente, hoje, dia 28.12.2016, aquele legitimou todos os artifícios criados pelos diferentes intervenientes, ignorando as diferentes anomalias do processo e recuperando uma expressão que eu usei associada a uma tipificação do sucedido, num momento de "raiva" (vandalismo), como se todos nós não tenhamos expressões relativas a políticas, desportos...etc, tendo agora sido promovida a doutora de letras...isto porque eu expliquei a situação honestamente (apesar dos comentários em surdina que nestas situações, tem que se mentir...e de facto infelizmente, só quando nos "bate à porta" é que acreditamos afinal vivemos numa sociedade..."de faz de conta").

CONCLUSÃO: Com a Caravela Seguros, quanto menos "honesto" fores, mais tens a ganhar com isso. Se contares a verdade, então mereces castigo...ao contrário de todos os presentes na cadeia de valor que todos vivem à custa de quem produz, não tendo, ao menos uma supervisão que explique aos seus colaboradores o significado de “enlightened utilitarianism” ...

Comentários


Sebastiao Magalhaes

As seguradoras existem só para sacar dinheiro aos
Segurados. Se tivermos um azar, utilizam todos os pretextos e mais alguns, para fugirem a responsabilidade. Eu já tive um caso com a Imperio
que não assumiu a responsabilidade do seu segurado, apesar de serem evidentes. Fui obrigado a
recorrer ao tribunal. Após quase cinco anos, foi lida a sentença. A Imperio foi obrigada a pagar o concerto
da minha viatura no valor de 300 contos. Foi muito tempo mas valeu a pena. As seguradoras jogam com
a morosidade da justiça e que também é cara. Muitos
segurados acabam por ficar com os prejuízos mesmo
que tenham razão. Não sei qual a função do instituto
de Seguros de Portugal. No meu caso nada fez.



Helena Peixoto


Este caso (entre tantos outros que, entretanto, tomei conhecimento) é muito, muito estranho (...), pois apresentados elementos à seguradora, à sua provedoria que os sinistro estaria coberto pela apólice subscrita (plano Vip/Gold da “Caravela”, cujo preço, apesar da viatura já ter 5 anos, apenas baixaria 11€ , devido à subscrição de cobertura complementar aos “danos próprios”, de quebra de vidros: "Em todo e qualquer sinistro na cobertura de quebra isolada de vidros, será aplicada à substituição dos vidros uma franquia absoluta de 50 euros”), aqueles rejeitaram o enquadramento devido, ensaiando cenários hipotéticos, lendo indevidamente relatórios e ignorando os dados errados na identificação dos danos, datas, ocorrências, montantes, viatura, etc…

Em rigor, nem haveria lugar à aplicação de franquia se a viatura fosse reparada na rede convencionada, mas tal não foi possível dado a que esta, na data/hora, não se encontrava a laborar, tendo sido necessário recorrer a oficina da marca que tinha serviço 24h/24h, pois, chovia intensamente (alerta amarelo), situação reportada à polícia, a qual, oportunamente, não identificou nem a origem, nem quem ou como teria acontecido, ao contrário da “Caravela” que identificou que existiu um objeto/pedra de grandes dimensões que foi projetado com muita força por um “vândalo”.

Confesso que esperava que os responsáveis dignificassem o nome, a função e a instituição, mas curiosamente, talvez moldados por alguma orientação interna, ignoraram que:
• A viatura foi “mal identificada”;
• A peritagem não ocorreu nas datas registadas;
• Os documentos da viatura foram dados como “em falta”, mas…;
• Os montantes aprovados ao reparador eram muito superiores ao preço de mercado;
• As peças orçamentadas e aprovadas para substituição estavam incorretas e consequentemente os valores;
• …

...tudo isto leva-nos a “subsumir” (expressão utilizada pela “Caravela”) que tudo isto faz parte de uma “estratégia” que importa clarificar e trazer ao debate público.




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