Mercado Imobiliário

Hermipredial - Conduta de má fé e falta de ética profissional


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Vimos por este meio, apos devida queixa na entidade reguladora, Instituto dos mercados públicos do imobiliário e da construção, apresentar uma reclamação contra a Hermipredial Imobiliária – licença nº 5434, contribuinte numero 504712578 sita em Rua das Comunidades 3B, 4540-123 Arouca.

É nossa convicção que a Hermipredial, por intermédio do sr. JFA, agiu de má fé para connosco no que se refere ao processo de negociação de um terreno sito em Espiunca, freguesia de Arouca, publicitado no local e com a referência numero HI430 no respectivo site da imobiliária.
No dia 15 de Julho de 2016, após vermos o dito anúncio de que o terreno estaria à venda efetuámos uma visita ao mesmo com o próprio Sr. JFA. Solicitámos no local e, posteriormente, por email, no dia 18 de Julho de 2016, várias informações sendo que a única que não foi fornecida foi, precisamente, a do nº do artigo para que pudéssemos averiguar junto da Câmara Municipal se as restantes informações estavam de facto corretas.
Nessa mesma semana apresentámos uma proposta por telefone e, até Fevereiro de 2017, foi-nos sempre dito que" a dona estava a ponderar" ," que ainda não tinha dado resposta", que em breve saberíamos algo, insistimos continuamente e ininterruptamente entre julho de 2016 e fevereiro de 2017, via telefone, email e presencialmente nas próprias instalações da imobiliária reforçando o nosso interesse pelo terreno.
No dia 27 de Fevereiro de 2017 o Sr. JFA, contactou-nos por email, alegando que a proprietária queria que fizéssemos uma proposta por escrito, proposta essa efetuada logo no dia seguinte conforme requerido por email , contudo a solicitar mais dados concretos do terreno (artigo do mesmo) para que pudéssemos averiguar a veracidade dos dados (área total do terreno, área de construção, etc.), mais uma vez tal informação nunca nos foi dada.
Novamente foram inúmeros os contactos telefónicos que efetuámos a seguir à proposta por escrito, esclarecendo sempre que estaríamos dispostos a negociar o valor da oferta. Foi-nos sempre dada a resposta de que a dona que estaria no Brasil se encontrava a ponderar e até ao Verão decidiria.

No dia 14 de Março 2017 recebemos um email do Sr. JFA citando;

"Muito Boa Tarde
Ex.mo Senhor:

Venho informar V. Ex.a que ainda não tenho resposta sobre o palheiro.
Enviei um email ao proprietário que reside fora de Portugal, mas ele ainda não me respondeu.
Logo que obtiver resposta, entrarei de imediato em contacto com o senhor.
Não está esquecido.
Cumprimentos
JFA"

No dia 4 de Abril 2017 reforçamos novamente por email o nosso interesse pelo mesmo sempre com intuito de negociar a proposta mas mais uma vez sem qualquer resposta.
Em Julho de 2017, apercebemo-nos de que o anúncio da venda já não se encontrava no site. Deslocámo-nos ao local e a placa de venda já lá não estava. O sr. JFA mostrou-se muito admirado e disse que algum erro havia (a placa tinha caído, o site tinha um lapso, …) mas que tudo se mantinha igual e o terreno continuava à venda. A partir deste contacto o discurso do sr JFA tornou-se cada vez mais hesitante, balbuciando explicações muitas vezes incoerentes umas com as outras.

Entretanto, foi-nos sendo dito pelas pessoas da aldeia que o terreno tinha sido alegadamente vendido ao proprietário da agência, ao seu filho ou a alguém seu familiar direto.

Voltámos a indagar sobre o artigo do terreno uma vez que até dia 1 de Agosto de 2017, a agência manteve a versão de que o terreno ainda estava à venda.

No dia 2 de Agosto, já um pouco saturados de tanto aparato e incoerência por parte da agência enviámos o último email a solicitar mais uma vez o ponto de situação, fizemos uma chamada telefónica e quando mencionámos que iríamos apresentar queixa, o filho do sr. JFA, o sr FA, enviou-nos um email onde constava o seguinte:

Bom Dia
Estimado Cliente,
Em resposta ao vosso email infracitado, tenho a informar que de momento o imóvel não se encontra disponível para venda.
Entraremos em contato com V. Exª assim que esta posição se alterar.
Cumprimentos
A Gerência,

Entendemos ter havido um conjunto significativo de faltas por parte da Agência (como a não cedência de documentos solicitados) mas mais grave que isso uma má fé enorme, uma vez que a nossa proposta poderá ter servido para uma negociação que nos passou ao lado e que terminou com a alegada venda do terreno a alguém lesando-nos por todas as deslocações, pelo tempo dispendido com o assunto e pelo sentimento de incredulidade e frustração face a uma agência que devia mediar uma negociação com credibilidade e seriedade e que , a nosso ver, não o fez.

Entretanto já nos foi confirmado, telefonicamente, pela próprio sr. FA, que sim ele próprio tinha adquirido o terreno em causa.
 

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