Consumidores querem promoções, saúde e conveniência

"Em 2017, as promoções voltaram a atingir valores máximos: 45% das vendas são em promoção", revela uma análise da Nielsen.

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No momento de comprar, o que mais motiva os consumidores portugueses? De acordo com a consultora Nielsen, apesar de estudos recentes indicarem que “o consumidor português está mais confiante”, os preços baixos e as promoções ainda são privilegiados.

“Em 2017, as promoções voltaram a atingir valores máximos: 45% das vendas são em promoção. Mas essa relevância do fator preço deve-se em grande parte à guerra de promoções a que temos assistido nos últimos anos”, revela uma análise da Nielsen divulgada hoje, de acordo com a qual existem ainda outros fatores que poderão fazer a diferença no momento da compra, para além do preço.

“É importante compreender que, apesar de o consumidor português procurar preços baixos, existem outras variáveis que serão valorizadas e nas quais os retalhistas e as marcas devem apostar. O consumidor atual mostra novos interesses e está disposto a pagar mais para os satisfazer”, explica em comunicado Ana Paula Barbosa, Retailer Services Director na Nielsen.

De acordo com a análise levada a cabo pela consultora, os hábitos alimentares dos consumidores são uma das tendências a ter em conta. “Hoje verificamos uma crescente procura de produtos relacionados com a saúde, como é o caso dos iogurtes biológicos (+136%), do muesli e da granola (+84%) ou dos cereais diet (+72%), diz a Nielsen. Mais: de acordo com o relatório “Health and Ingredient-Sentiment Survey”, da Nielsen, 66% dos portugueses estão dispostos a pagar mais por produtos sem ingredientes indesejáveis.

Diz ainda a consultora que um maior poder de compra, associado a um ritmo de vida mais intenso, resultou numa maior procura de categorias de conveniência, como é o caso dos frutos congelados (+30%), dos componentes refrigerados (+19%), do take away (+18%) e do bacalhau congelado (+16% com uma quebra de -14% no bacalhau seco).

Em conclusão, Ana Paula Barbosa diz que “o consumidor português procura, não só o preço, mas sim o melhor equilíbrio entre o preço, a oferta e a conveniência, tornando-se essencial um equilíbrio entre estas três variáveis que vá ao encontro das reais tendências de consumo e daquilo que procura e necessita”.

 

Fonte: Dinheiro Vivo


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