Crescem as burlas com pagamentos por referência multibanco. Saiba como não cair no esquema!

Saiba como se proteger contra alegados esquemas fraudulentos nas compras online e fique a saber a quem pode recorrer para reaver o seu dinheiro.

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Todos os dias chegam ao Portal da Queixa, centenas de reclamações dirigidas às mais diversas entidades públicas e privadas, contudo são as que aparecem por consequência de uma burla, as mais difíceis de resolver por falta de identificação dos respetivos autores.

Com o aumento da oferta de produtos através do comércio eletrónico, as empresas de gestão de pagamentos online também foram evoluindo os seus sistemas, com vista a facilitar a vida ao consumidor na hora de comprar, contudo foram essas facilidades que muito potenciaram as burlas através de pagamentos por referência bancária.

Embora tenham um papel fundamental no processo de compras através da internet, as entidades de serviços de MB e pagamento são as que mais recebem reclamações neste sentido, pois além de permitirem às empresas receberem o valor das suas vendas através deste mecanismo e facilitarem em muito a vida dos consumidores, também permitem que um simples particular possa usar uma referência bancária para receber o valor de uma alegada venda fraudulenta, podendo assim ocultar os seus dados, tendo em conta que de outra forma teria de fornecer o seu NIB e dados pessoais, fazendo-se passar por uma entidade idónea, enganando o comprador.

Himedia Group, Easypay, Hipay Comprafácil e euPago são exemplos de entidades que geram métodos de pagamento, entre eles, referências multibanco.

 

Cuidado com as compras online em sites de classificados

O esquema é simples e ocorre frequentemente em sites de anúncios de classificados, mas também em falsas lojas online, em que o vendedor faculta como método de pagamento a referência bancária, para ocultar os seus dados e dar a impressão que é uma empresa.

No caso de não receber a encomenda e se o vendedor for uma empresa, o comprador tem ao seu alcance mecanismos de defesa, que lhe permitem reaver o seu dinheiro, contudo quando acontece uma burla e o comprador percebe que o vendedor era apenas um particular, tenta por todos os meios identificar a pessoa que o lesou, contudo quase sempre sem sucesso, pois o único comprovativo existente é o talão do multibanco, onde apenas é identificada a entidade prestadora do serviço de pagamento.

Nestes casos o aconselhável é apresentar uma queixa-crime contra desconhecidos, na autoridade policial mais próxima.

 

Consulte sempre mais informações acerca do vendedor, antes de comprar

Aconselha-se sempre ao consumidor a pesquisar antes de comprar, e para isso poderá usar o Portal da Queixa ou os motores de pesquisa, para consultar se o vendedor é credível e se não tem reclamações ou denúncias de alegadas burlas.

Tenha em atenção que os serviços de referências bancárias servem para facilitar os pagamentos, contudo não são garantia que receberá a encomenda. Se possível verifique se existe alternativa à modalidade de pagamento.

 

Instituições ou entidades que geram referências multibanco

Tal como mencionado, existem empresas ou até particulares que usam serviços de referência bancária como método de pagamento, no entanto muitas vezes com recurso a alegados esquemas fraudulentos. Por isso, algumas das entidades que fornecem esses serviços, como a Himedia Group, manifestam muitas vezes alertas para que os consumidores se protejam e respondem às reclamações através do Portal da Queixa, a muitos dos que se encontram insatisfeitos com o ocorrido. Num primeiro ponto esclarecem o seguinte:

 

A HPME é uma entidade financeira devidamente licenciada pelo Banco Nacional Belga e pelo Banco de Portugal que gera métodos de pagamento on-line, entre eles, referências multibanco. Estes métodos de pagamento são solicitados pelos diversos parceiros pelo que conseguimos aceder aos dados sobre o beneficiário do pagamento.

A HPME não tem forma de cancelar o pagamento efetuado, no entanto, pode iniciar um procedimento de reembolso por si desenvolvido. Este procedimento não decorre de nenhuma obrigação legal, é apenas uma liberalidade da HPME de forma a evitar que os lesados esperem pelo fim do processo-crime para se verem ressarcidos por parte do burlão em causa.

 

O que fazer numa situação de burla?

Caso o consumidor se aperceba que foi alvo de um esquema de burla, deverá no imediato contactar as autoridades policiais, pois será o único meio para identificar os alegados autores da burla, tendo em conta que as entidades que fornecem o serviço têm acesso aos mesmos, contudo não estão autorizados a fornecê-los. Assim, caso pretenda descobrir a identidade de quem o lesou, estas entidades informam as autoridades judiciais com a informação confidencial dos dados pessoais dos prevaricadores.

 

Conheça mais testemunhos e casos reais nas páginas das marcas em

 

HiMedia Group: http://portaldaqueixa.com/marcas/hi-media-portugal-lda

Easypay: http://portaldaqueixa.com/marcas/easypay

Hipay Comprafácil: http://portaldaqueixa.com/marcas/compra-facil

euPago: http://portaldaqueixa.com/marcas/eupago

 

 


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