Fraude em Espanha com cartas de condução portuguesas

Espanhóis quase a ficarem sem pontos na carta trocam o título por um português. Esta é uma nova tentativa para além da compra de pontos realizada ilegalmente no mercado espanhol.

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Algumas centenas de automobilistas espanhóis estabeleceram residência em Portugal para poderem trocar a carta de condução espanhola por uma portuguesa. De acordo com o JN, esta prática surge devido ao facto destes estarem na iminência de ficarem sem o respetivo título pela perda de pontos.

Esta prática, no entanto, é ilegal, pois os condutores, caso fiquem sem pontos na carta, ficam na mesma proibidos de conduzir no país de origem.

Ainda de acordo com o JN, no passado mês de dezembro um condutor foi intercetado em Badajoz, junto à fronteira portuguesa, e teve de cumprir 31 dias de trabalho comunitário.

 

Compra de pontos em Espanha

Em 2015, a RTP online descobriu a prática de venda ilegal de pontos. Esta até pode não estar provada pelas autoridades espanholas, mas através de uma lista interminável de contactos disponível na Internet foi possível ao online da RTP falar com uma das “vendedoras”, residente em Madrid.

“Aqui não há possibilidade de você ter problemas. Não somos só nós que fazemos isto. Imensa gente o faz. O mercado de pontos está aí. E foram os meus primos polícias que me disseram”, salientou a mesma “vendedora” de pontos espanhola.

“Eu apresento a minha carta, dou a minha morada, o meu nome, a minha identificação. Você nunca aparece. É impossível. Este Governo não persegue gente que vende pontos. Não acontece nada. Há coisas mais importantes do que perseguir quem vende pontos”, concluiu.

Em Espanha, há quem chegue a vender pontos a mil euros cada um. Na Internet estão disponíveis milhares de resultados e contactos telefónicos para fazer a “transação”.

Comprar ou vender pontos é um crime que, segundo a moldura penal espanhola, pode ir de seis meses a três anos de prisão e valer uma multa de seis a 12 meses.

A RTP contactou o gabinete de imprensa da Direção Geral de Trânsito de Espanha, segundo o qual “a venda de pontos não está provada e nunca houve nenhuma detenção”.


Fonte: Diário de Notícias

           RTP


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