Transtejo multa utente com passe social válido

Fiscais da empresa alegam que Cristina Silva passou pelos torniquetes sem validar o passe.

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Foto Pedro Simões
Fonte: CM

 

Cristina Silva, de 45 anos, apanhou o barco da Transtejo, de Cacilhas para Lisboa, no dia 27 de abril, a exemplo do que faz todos os dias. A funcionária pública passou o passe social pelo validador, o torniquete abriu e seguiu viagem. Dentro da embarcação foi abordada por fiscais, que a multaram em 125 euros por ter ultrapassado os torniquetes sem validar o passe.

"O meu passe estava dentro do prazo e o título de transporte mensal, que custa 29,70 €, estava válido. Que necessidade tinha eu de ultrapassar o torniquete de uma forma ilegal?", afirmou ao CM.

Cristina ainda tentou explicar isto mesmo aos fiscais e aventou que poderia haver um problema com a máquina, mas estes insistiram que ela se agachou e passou de forma ilegal. "Com a minha estatura, acha que eu passava por baixo do torniquete?", questiona Cristina. O passe foi-lhe apreendido por 40 dias e teve de passar a pagar diariamente bilhetes no barco e no Metro Sul do Tejo.

A Transtejo esteve a analisar se poderia adquirir novo passe e só terça-feira teve luz verde. Cristina fez queixa no livro de reclamações da empresa, no ministério que tutela os transportes e na PSP. Pediu à Transtejo imagens das câmaras junto aos torniquetes, mas a empresa não lhas facultou.

Ao CM, a Transtejo não explica que vantagens teria a utente em passar no torniquete sem validar o passe. Afirma que a validação "é obrigatória" por lei e alega razões de "segurança" fundamentais no transporte fluvial. A Transtejo fala ainda na necessidade de punir entradas sem validação, porque suscita noutros clientes "a ideia de impunidade e injustiça".


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