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Hospital de Santo André - Negligência médica durante cesariana deixando restos placentários


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Venho este meio dar conhecimento da atuação dos médicos, técnicos de saúde e auxiliares do Centro Hospitalar de Leiria Pombal, mais precisamente, da secção de Ginecologia\Obstetrícia, perante a seguinte situação.
No dia 27 de dezembro de 2017, cerca das 16h30, dirigi-me ao Hospital de Santo André (Leiria), à Urgência Ginecológica \ Obstétrica, com sintomas e sinais de início de parto, estava grávida de 40 semanas e 1 dia, para ser examinada.
Quando cheguei marquei consulta e fui chamada ao gabinete de triagem passados 10 minutos, tendo ficado com o número do processo - 1456323.
Quando fui examinada ainda não estava em trabalho de parto, no entanto a médica de serviço, achou por bem que eu deveria ficar para observação. Por volta das 18h30 rebentaram-me as águas e entrei em trabalho de parto. Ao longo do tempo fui sendo examinada pelas enfermeiras e médicos de serviço, sendo que as enfermeiras não foram nada simpáticas, quando pedíamos alguma informação sobre o processo e até mesmo sobre o momento para me ser administrada a epidural. O meu marido acompanhou-me durante todo este processo.
Por volta das 22h45 os médicos dirigiram-se à sala de partos, onde me encontrava, para me dizer que o processo não estava a avançar e que, por este motivo, era melhor realizar uma cesariana. Levaram-me para o bloco operatório e a minha filha nasceu às 23h do dia 27 de dezembro de 2016. No final levaram-me para a sala de recobro onde fiquei cerca de 2h, sendo que posteriormente me levaram para o internamento, onde permaneci 5 dias. Ao longo deste período queixei-me de fortes dores abdominais do lado direito na zona da costura, sendo que me disseram que era normal. Quando tive alta estas dores continuavam e aumentavam, sendo que eu não era capaz de me levantar da cama, subir para o carro, andar corretamente, pelo que no dia 05.01.2017 marquei uma consulta (a nível particular) para o obstetra que me seguiu durante a gravidez, que me prescrever uma ecografia, para perceber o que se passava. Realizei a ecografia no dia 06.01.2017 na CEDIL (Leiria), onde me foi dito que parecia existirem restos placentares no útero. No mesmo dia liguei para o meu médico que me disse para esperar até 3.ª feira dia 10.01.2017, para ver se os sintomas melhoravam ou se permaneciam e nesse dia ir ao hospital.
No dia 10.01.2017, dirigi-me novamente à urgência obstétrica do Hospital de Santo André (Leiria) pelas 10h30, onde me fizeram outra ecografia e confirmaram o resultado anterior, sendo que tive de ficar internada, para realizar uma cortagem e tive de levar a minha filha com 15 dias comigo, para ser amamentada.
Se não me tivesse dirigido ao médico e depois ao hospital poderia ter tido uma hemorragia e havia nada a fazer.
Com esta reclamação pretendo apenas dar conhecimento de uma situação grave, que poderia ter terminado mal, não pretendo ir para tribunal, nem estar a prejudicar ninguém, mas penso que as pessoas devem estar mais atentas ao que estão a fazer, pois tratam-se de vidas humanas que estão em jogo.

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