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Escola Básica E.B.1 da Bandeira - Reclamação de funcionamento


Resolvida
15329617

Ex.mos Senhores,

Desejo apresentar uma queixa de várias situações que ocorrem na Escola Básica da Bandeira, em Vila nova de Gaia.

Primeiro, relativamente ao funcionamento da escola em si:
Lamentavelmente, as ocorrências de violência entre alunos, é recorrente , desde há muitos anos, segundo relatos de encarregados de educação, de crianças que lá andaram em anos anteriores.
Desde que a minha filha, a frequenta,entrou no ano lectivo 2016/2017 já ocorreram:
- agressões físicas, que deixaram marcas; nos recreios; sem que não haja qualquer intervenção ou posterior informação aos encarregados de educação; nomeadamente, crianças a serem arrastadas pelo chão, a serem pontapeadas, a serem esbofeteadas, e uma criança ameaçada com uma faca durante o período de almoço. 
- agressões verbais graves, a deixarem as crianças com receio de voltarem à escola, e mais uma vez, há uma desvalorização, por parte dos responsáveis da escola.

Há uma completa desconsideração pela segurança das crianças, existindo várias áreas, à volta do recreio e do edifício, que não têm qualquer vedação ou algum tipo de protecção para impedir que as crianças subam para essas áreas e caiam, tendo já acontecido várias quedas, que causaram lesões, tendo a última criança uma lesão aberta na cabeça...mas classificado, como "acidente pequeno"!

O período de almoço, sempre foi pautado por completo caos a nível organizacional, quer pela forma como as crianças entravam no refeitório, quer pela forma como se sentavam, quer pela forma como eram "não" supervisionadas. 
Foi um aluno da nossa turma, que identificou, a ocorrência de várias colegas faltarem à hora de almoço para ficarem a brincar, sem que ninguém desse conta.
Sendo que após confrontada com essa realidade, a respectiva autoridade da escola, admitiu, ser uma situação recorrente com outros alunos, chegando ao ponto de haverem "caçadinhas"entre os alunos e os funcionários à hora de almoço, para os levar a comer, demonstrando, uma completa falta de organização, bom senso,capacidade de liderança e desajuste para com o quê é a realidade de lidar com crianças.
Neste momento, após queixa desta situação, e dada a sugestão das turmas almoçarem organizadas entre si e não misturadas, parece ter sido implementado esse sistema, tendo a vir-se verificar, até à data, uma comparência dos alunos à refeição.

Também, durante a refeição, são vários os relatos de crianças, sobre não terem obrigatoriedade de comerem tudo, ou pelo menos grande parte. 
Bem como, relatos, de elementos; que não pretendendo comer; divertem-se a virar os pratos das outras crianças, atirando-lhe comida e quando as crianças reagem, acabam por ser castigadas ou por terem gritado, ou por elas próprias terem reagido fisicamente contra o colega que não os deixa comer...há crianças a relatar aos pais que ficam com fome, pois após isso ter acontecido, ninguém verificou se comeram, ou substituíram o almoço perdido.

Nesta escola funciona da parte da manhã, a C.A.F., para crianças cujos pais necessitam de deixar as crianças, mais cedo que as 9h. A direção da escola deu instruções expressas, para que as funcionárias da C.A.F. não aceitem nenhum recado, mesmo relativamente a medicação das crianças; ou seja, crianças de 6 anos entram para a escola com o medicamento nas mochilas, e assim andam com ele todo o dia...com livre acesso. 
No caso, da minha filha, no primeiro dia, tendo eu um dia de trabalho imenso, não liguei a tempo de dar o recado, o que levou a que ela tomasse mais tarde...porque lembrou-se ela, e ligaram-me da escola; mas no segundo dia, voltando a estar com o medicamento na mochila, e como ficou sozinha na sala, decidiu tomar sozinha, pelo que tomou o dobro da dose prescrita, e correndo o risco de mais alguma criança ter pedido para tomar, sendo alérgica e podendo causar graves complicações sem que se descobrisse sobre o quê!

Aliás, são vários os relatos, que ficam sozinhas na sala, levando a desacatos, agressões e confusão total, e como se verificou, naquele caso, situações de potencial risco.

Uma outra situação verificada,são os interrogatórios e admoestações por parte das autoridades da escola à crianças, sobre situações ligadas aos encarregados de educação. Nomeadamente, quando se colocou a situação dos encarregados de educação estarem insatisfeitos com o comportamento e método de ensino da Professora, não foram estes convocados à escola para serem elucidados, ou esclarecidos ou até mesmo admoestados, pelo que estariam a instigar nas crianças...foram as crianças colocadas perante um interrogatório´rio na sala sobre o que se passava em casa.
Verificasse o mesmo método, quando uma criança faz uma asneira na escola, é-lhe dado a ela o "recado" sobre o comportamento e educação dada em casa e nunca é enviado um recado na caderneta do aluno a avisar os pais sobre o sucedido.

Na sala de aula, o método de humilhação parece ser o eleito para "endireitar" as crianças, desde mostrar testes, em que a criança faz bastantes erros, a toda a turma, levando a ser gozada pelos outros e desfazer-se em lágrimas no recreio, chegando a casa e recusar ir à escola. Ou como, no caso da minha filha, ser obrigada a limpar o que sujou( parte que eu concordo e aplico em casa) mas de joelhos, com a turma a rir-se dela e a Professora a usar palavras depreciativas. 
Gostava de ser elucidada sobre o método de avaliação dos testes:
- É na sala de aulas que os professores devem corrigir os testes? Ou esse período é destinado apenas a lecionar? 
- E ao corrigir os testes, é permitido a Professora chamar os alunos, para corrigirem as respostas dos testes?

Mais, é permitido às professoras filmarem os alunos na sala de aula, sem a autorização dos encarregados de educação? E não estou a falar de festividades ou actividades curriculares.

E porque, razão, quando se verifica que uma criança adormece, na sala de aula, o procedimento recomendado é não acordar a criança, enquanto prossegue a aula e não avisar o encarregado de educação?

Quando uma criança, em pleno Dezembro; numa semana, com aviso do IPMA para forte descidas de temperaturas; anda num recreio apenas de camisola interior, volta à sala de aula e novamente ao recreio; sempre só de camisola interior; fenómeno presenciado por várias crianças, e alguns encarregados de educação, e não há nenhuma intervenção da parte da escola, negando-se de seguida a assumir responsabilidades e imputando para a criança e para a "estranheza" do fato, mas indo de seguida pedir justificações e ameaçar a criança em questão.

Há uma directiva ministerial para a criação de Biblioteca nas escolas, porque razão; existindo um espaço assim designado; o mesmo é utilizado para outros fins e há uma demora a criar uma alternativa nas próprias salas, sendo que após um encarregado de educação ter tentado colmatar essa falta, é desconsiderado e a criança vê os seus livros serem marginalizados, levando as outras crianças a gozarem com a situação?

Pode um director duma escola recusar-se a ter uma reunião com um encarregado de educação? Basear a marcação num mal-entendido por telefone, e recusando-se que "não há outra maneira", de receber o encarregado de educação?

De quem é a responsabilidade criminal, pela falta de supervisão, no caso do medicamento, da exposição ao frio extremo, das lesões físicas e psicológicas?
Das funcionárias, da directora da escola, do director do agrupamento, do secretário de educação ou do ministério da educação...não pretendo entupir os tribunais com processos burocráticos, por falta de informação.

Fico a aguardar resposta em tempo útil. Muito obrigada.

Cumprimentos,

Gisela Martins


Avaliação final do consumidor

2018-01-22
Não
Resolvido?
3
Recomenda? (entre 0 e 10)

Respostas

em 2018-01-04 14:45 Exmos. (as) Senhores (as)

Acusando a receção da vossa comunicação com a referência n.º 15329617, informamos que procedemos ao um contacto direto com o cidadão signatário, para que através desse atendimento personalizado lhe sejam prestadas as adequadas informações e/ou orientação para os serviços competentes.

Gratos pelo vosso serviço.


Com os melhores cumprimentos




Centro de Informação e Relações Públicas - CIREP
Av.ª 5 de Outubro, 107, 1069-018 Lisboa
Tel: 21 781 16 90
Fax:21 797 80 20
cirep@sec-geral.mec.pt
Sousa Martins em 2018-01-05 10:09 Bom dia,

Lamentavelmente, a única informação que obtive é que foi encaminhado para o Agrupamento Dr. Costa Matos, o qual ainda está em absoluto silêncio sobre toda a situação!

Muito obrigada, com os meus melhores cumprimentos,

Gisela Martins
em 2018-01-21 20:02 Exmo. (a). Senhor(a)

Acusando a receção da vossa comunicação com a referência n.º 15329617 informamos que procedemos a um contacto direto com o cidadão signatário, para que através desse atendimento personalizado lhe sejam prestadas as adequadas informações e/ou orientação para os serviços competentes.

Gratos pelo vosso serviço.


Com os melhores cumprimentos




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