7 Cumes

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Startrails - Culture and Adventure for All, LDA
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7Cumes.pt - Total desconhecimento e mau planeamento

Sem resolução
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Jorge Fonte apresentou a reclamação

Carta enviada:

"Caros Nuno Curto e Teresa Jesus
Gerentes da sociedade Startrails - Culture and Adventure for All, Lda. (portal 7Cumes),

Com referência ao tema em assunto e como adiantado informalmente ao gerente Nuno Curto, que nos acompanhou na qualidade de motorista e guia (abreviadamente designaremos por Nuno), a prestação dos serviços pela sociedade que gerem ficou muito aquém do expectável e de um nível mínimo de qualidade de serviço, o que muito desagradou e insatisfez os seis participantes/formandos no curso identificado.

Referimos, aquando da mencionada exposição informal, que procederíamos a uma reclamação por escrito, a que corresponde o presente e-mail e que reflete o consenso dos seis participantes.

Esta reclamação visa obter uma plataforma de entendimento amigável, pelo que iremos apenas ressalvar os aspetos essenciais do deficiente cumprimento da prestação que pagámos.

A falha na prestação inicia-se desde logo com a falta de realização de 1h 30 de e-learning que constava no plano do curso.

Segue-se um atraso injustificado de três horas na hora acordada para o início da viagem, sem qualquer comunicação da vossa parte, desculpa ou compensação, tendo os seis participantes realizado os arranjos pessoais necessários para cumprir o horário e ficado três horas à espera. Todos estávamos prontos às 16.00 horas de dia 27.12.2013, como acordado, e o Nuno só apareceu com o veículo de transporte às 19.00 horas do mesmo dia.

O identificado atraso, para além do desconforto e quebra inicial na confiança no vosso serviço, implicou ainda que chegássemos mais tarde ao destino, determinando menos horas de repouso (algo essencial quando se realizam atividades de montanha).

A falta de organização do material e da comida no veículo destinado ao nosso transporte implicou que na viagem de ida a bagagem dos participantes, que ressalva-se era o normal de montanha (entre 50l a 70l), não tendo instruções quanto a qualquer limite de litros, fosse a pesar sobre os participantes, que sofreram uma viagem desconfortável, em esforço e desgaste físicos constantes.

A entrada em Marrocos veio a revelar-se um fiasco, pois além de o Nuno não ter conhecimento do terreno, propondo-se ser guia num local que desconhecia, não compensou a falta de experiência com a previsão necessária.

Foi assim que de Marraquexe a Imlil, em que deixou de haver placas indicativas/informativas, fomos andando com base nos diversos dizeres dos transeuntes marroquinos que passavam e que nos davam indicações muito dispares e em francês, língua que não era compreendida pelo Nuno, resultando em mais um atraso, tendo apenas chegado pelas 22h/23h da noite a Imil, cansados, exasperados e com fome (abordaremos adiante a questão da alimentação). Isto porque, devido à falta de organização da viagem, o Nuno levou seis clientes para Marrocos, território que desconhecia, sem um mapa das estradas, algo que de tão básico nem merecia ser aqui referenciado.

Em Imlil, de referir que foi acrescentado à nossa bagagem um peso extra de cerca de dois quilos de material individual, que podia ser carregado pelo mesmo preço, pela mula que carregou o material e comida coletivos, simplesmente porque o Nuno não sabia se havia ou não mulas, se iria necessitar de uma ou duas mulas e quanto peso cada mula carregava.

Chegados ao refúgio de montanha, Les Mouflons, a 3207 metros de altitude e após seis horas de percurso, com cinco de marcha, num desnível de 1400 metros de altitude com uma carga entre 11 kg a 15 kg, o Nuno impeliu-nos, já no crepúsculo e com o frio noturno a impor-se, a ir para fora do refúgio experimentar os crampons e os piolets num pedaço de gelo próximo do refúgio. Acedemos então, mas com a consciência de ser uma decisão despropositada Não é sensato experimentar pela primeira vez a utilização de crampons e piolet, com cansaço acumulado.

E esta foi a parte que mais falhou na viagem e que nos fez correr riscos e sofrer penalizações físicas desnecessárias.

De início, o Nuno contava que existisse cerca de quarenta centímetros de neve à porta do refúgio, mas não havendo neve, revelou-se que não havia planificação de alternativas para cumprir os objetivos da viagem. Quanto ao curso de alpinismo, dada a pouca neve existente no local em que praticámos as técnicas de progressão, pouco se aprendeu e praticou.

As demais aventuras na montanha, com a subida aos dois picos acima dos 4000 metros e ao monte Jbel-Toubkal foram realizadas sem guia marroquino, quando este estava supostamente pago e garantido, e sem que o Nuno, por limitações físicas evidentes, assumisse qualquer papel de Guia. O Nuno enganou-se várias vezes no caminho, interpretou mal o GPS e a própria montanha. Foi coadjuvado por alguns dos participantes, que faziam o reconhecimento prévio do caminho, para eliminar desvios desnecessários. Além disso tomou más decisões em locais que desconhecia, fazendo-nos correr riscos de lesões, ignorando as cautelas de um guia e deixando cada participante por si, tendo na ascensão ao Toubkal ficado completamente sozinhos.

Em todos os dias de montanha tivemos que fazer parte do percurso de noite, por total desconhecimento e mau planeamento dos tempos de duração das atividades.

Todos os participantes, sem exceção, e independentemente da preparação física (em alguns casos muito boa), fizeram a descensão do refúgio para Imlil num estado próximo da exaustão, pela acumulação das situações precedentes que tornaram as atividades realizadas física e psicologicamente mais exigentes.

Acrescendo que a alimentação foi mal planeada para as atividades realizadas, não tendo havido nenhum reforço alimentício em face do esforço acrescido da ascensão ao Toubkal e aos demais cumes.

Por tudo o exposto e pelo demais que é do conhecimento do Nuno e que nos inibimos, por ora, de referir, a viagem foi algo próximo de uma prova de sobrevivência e no importante foi realizado pelos participantes sozinhos, não tendo o Nuno assumido o papel e funções a que se propôs e que seriam de esperar de um guia de montanha.

Assim, é claro que nós cumprimos a nossa obrigação procedendo ao pagamento do preço devido, no montante global de 740,00 € (curso, mais transporte, excluindo-se destas contas o aluguer do material), sem receber a devida contraprestação, tendo assim cada um dos participantes direito à redução da sua prestação, no montante equitativo ao incumprimento/cumprimento defeituoso da vossa parte e que se estima para cada um, no montante de 250,00 €, saldo destinado à remuneração da vossa prestação e do acompanhamento do Nuno enquanto guia, que se revelou inexistente e quando existente com riscos para os participantes.

Na expetativa de que esta questão se resolva de forma amigável, solicitamos a devolução a cada um dos participantes do montante de 250,00 €, para o que concedemos o prazo de uma semana.

A título adicional solicitamos ainda o envio da fatura/recibo de cada um.

Ficamos a aguardar as vossas notícias.

Até hoje sem resposta....

27 ago 2020
A reclamação foi considerada "Sem Resolução" por falta de atividade
Esta reclamação foi considerada sem resolução

Comentários (1)

Ver perfil de Tiago Carlos

Tiago Carlos

Nada de extraordinária esta queixa. Uma empresa em que se fazem passar por guias de montanha, que nem sequer têm formação profissional na área de escalada nem de montanhismo certificada, só podia dar nisto. Aliás apenas um elemento é monitor de pedestrianismo, que salvo erro são as caminhadas de percursos de pedestres. Se fosse só esta situação, ainda no ano passado promoveram uma ascensão do monte branco e o próprio guia nem sequer subiu, deixando os clientes subirem sozinhos, tendo uma pessoa caído e teve que ser transportada de helicóptero para Chamonix. Está tudo na própria página deles no facebook em Agosto de 2014.