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Tranquilidade Seguros - Recusa no cumprimento da lei

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João Pacheco apresentou a reclamação

No dia 05 de Abril de 2019 recebi resposta ao meu pedido de seguro de vida, no âmbito de crédito de habitação. O mesmo vinha agravado em 7‰ (permilagem), com a seguinte descrição:

- Aplicação de um sobreprémio de 7‰ na cobertura de Morte, por Doença oncológica da tiroide;

Na realidade tive infelizmente cancro da tiroide há 3 anos atrás, no entanto e apesar de em Portugal a taxa de mortalidade ser de 1%, a Tranquilidade optou por este insultuoso agravamento. (De notar que o sobreprémio foi atribuído por cancro da tiroide e não por historial de cancro da tiróide, de notar que eu na altura já não tinha cancro da tiróide e seria impossível o reaparecimento do mesmo, uma vez que o órgão fora removido)

4 meses mais tarde, questionei a Companhia de Seguros o motivo de tal agravamento e incumprimento da lei, pois segundo o Regime jurídico do contrato de seguro, no seu artigo 15º indica:

"4 - Em caso de recusa de celebração de um contrato de seguro ou de agravamento do respetivo prémio em razão de deficiência ou de risco agravado de saúde, o segurador deve, com base nos dados obtidos nos termos do número anterior, prestar ao proponente, sem dependência de pedido nesse sentido, informação sobre o rácio entre os fatores de risco específicos e os fatores de risco de pessoa em situação comparável mas não afetada por aquela deficiência ou risco agravado de saúde, nos termos dos n.os 3 a 6 do artigo 178.º"

Nunca me foi providenciado qualquer estudo ou parecer médico/cientifico para justificar o acréscimo. Agora, com alguma insistência o mesmo foi-me providenciado:

Pasmem-se caro leitor, o estudo que me foi enviado não só tem 10 anos como é dos Estados Unidos da América.

Um pouco sobre a patologia, existe relação entre o cancro da Tiróide e radiações ionizantes, citando a Wikipedia:
" O carcinoma papilar ou papilífero é muito mais provável em indivíduos expostos a altas doses de radiação ionizante. O número de casos após testes nucleares ou acidentes como Chernobyl, é muito aumentado, particularmente em crianças...."

Ora, dando um estudo dos Estados Unidos da América que tem centrais nucleares para justificar um aumento de risco em Portugal que não tem qualquer central nuclear, parece ridículo, face à patologia e ao aparecimento/desenvolvimento da mesma. Mas foi precisamente o que a Tranquilidade fez.

Eu próprio providenciei dados que reflectem a realidade nacional e são de 2018. Ou seja, em suma não têm 10 anos e não são de um país cujo existência focos de radiação seja uma realidade. (A mesma reflecte valores inferiores a 1% de mortalidade).

A Tranquilidade continua a não dar uma resposta conclusiva a este caso que durante 4 meses, andou a receber excessivamente.

Em números são:
- 19.61 Euros / mensal (Sem agravamento)
- 88.23 Euros / mensal (Com agravamento)

Continuarei a fazer-me valer dos meus direitos, não só por mim, mas por pessoas que no futuro passem pela mesma situação que eu e que a Tranquilidade teima em avaliar o risco de forma leviana sem qualquer fundamento legal, conforme provei neste texto.
08 Ago2019
João Pacheco editou a reclamação
09 Ago2019
Tranquilidade Seguros adicionou uma resposta

Exmo. Senhor,

Acusamos a receção da sua exposição que mereceu a nossa melhor atenção.

Como é do seu conhecimento a sua reclamação está em análise por outra Entidade.

Com os melhores cumprimentos,
Unidade de Serviço ao Cliente
Seguradoras Unidas, S.A.

09 Ago2019
João Pacheco adicionou uma resposta

Outra entidade? Falamos da provedoria?

Então a vossa resposta de analisarem um risco de Portugal baseado em estudos médicos dos Estados Unidos é a vossa resposta final?

A ideia seria sempre expor publicamente, o que considero um atentado aos direitos humanos e um abuso por parte da Tranquilidade.

De qualquer forma, havendo resposta dessa "entidade" ou vossa, colocarei aqui.

09 Ago2019
João Pacheco adicionou uma resposta

Acabo de receber um contacto telefónico de um Dr. do departamento clínico da Tranquilidade a dizer que a decisão foi da "Reasseguradora" que nada tem haver com eles.

Ora... basicamente conseguem misteriosamente se ilibar do problema.

Mas afinal pagamos à Tranquilidade para ela vir agora dizer que não tem responsabilidade naquilo que envia?

23 Ago2019
João Pacheco adicionou uma resposta

Em actualização da reclamação e visto à adesão (Muito obrigado) que está a ter.
Recebi ontem um contacto de quem eu julgo ser a pessoa responsável pelo produto vida da Tranquilidade.

Indica que os "...os dados estatísticos fornecidos pelo Resseguro referem-se a taxa de mortalidade/sobrevivência, pelo que esta não varia significativamente de país para país..."

Aparentemente tudo o que sabemos sobre a variedade e probabilidade de aumento de cancros por áreas está errado, quem disse quem onde houve explosões nucleares haveria maior probabilidade de contrair cancros? Pois foram estudos. Estudos que existem e são públicos.

Ainda acrescentam que os dados de Portugal são escassos e pouco representativos face aos que o resseguro opta por ir buscar. Bem... a minha questão é... havendo os nacionais, qual o interesse de ir buscar lá fora, dados?

Por último informam-me que os dados são fornecidos pelo SEER (Surveillance Epidemiology and End Results) - que segundo a minha rápida análise implica um grau de 0.5% de mortalidade para o meu tipo de cancro.

A questão coloca-se 0.5% de mortalidade implica mais de 60 Euros de diferença por mês?

Continuarei a manter-vos informados.
Continuem pf a divulgar.

23 Ago2019
João Pacheco adicionou uma resposta

Fica o link dos dados que a companhia de seguros tranquilidade alega ter-se baseado:
- https://seer.cancer.gov/statfacts/html/thyro.html

Devo também acrescentar que existem pelo menos duas seguradores que não agravam o risco ou seja ignoram completamente o risco e atribuem-me um prémio (valor a pagar) mensal como se nunca tivesse tido esta patologia. Não contactem com mais seguradoras, mas duas, creio que já faz exemplo.

23 Ago2019
João Pacheco adicionou uma resposta

Em resposta ao meu comentário anterior que aproveito para corrigir.
Na última frase deve ler-se "contactei" em vez de "contactem".

Adiciono os dados pelos quais me foram indicados que a Tranquilidade se baseou para atribuir o meu risco de mortalidade.

Para a baliza de anos tanto de captura de dados como a minha data de nascimento, a mortalidade é de zero.
A questão mantém-se - se é zero, fui penalizado (prémio agravado) porque?


João Pacheco está a aguardar resolução da marca

Comentários (15)

Ver perfil de Ana Silva

Ana Silva

Faz muito bem em reclamar! Eu mesma estive em tribunal com uma seguradora porque não me queriam dizer porque é que não me faziam o seguro. Ganhei e ainda tiveram que me indemnizar por danos morais.

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Ana Silva

Partilhado

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João Pacheco Autor

Obrigado pela partilha Ana, também estou a fazer o mesmo. Cada contacto cada história, parece tirado dum filme.

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Pedro Tavares

É normal essa companhia fazer isso. Eu tive o meu seguro recusado e não me queriam dizer porque
Quando escrevi no livro de reclamações mudaram de opinião, tente fazer o mesmo Sr. João

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Carlos Ribeiro

Vi esta reclamação através de uma partilha de uma amiga no Facebook, achei por bem vir comentar. Eu já trabalhei muitos anos numa seguradora e isto é mesmo assim, eles para se defenderem vão buscar os pareceres que lhes são mais favoráveis, posso dizer-te que em tribunal não valem de nada e você ganha esta acção. É pena não teres colocado o nome do médico que falou consigo. Vou partilhar.

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Armanda Cardoso Leitão

Que vergonha, espero que tenha decidido isso assim nunca tenham que passar por uma situação assim. Vi isto no facebook e não consegui deixar de comentar. Agora a culpa já não é deles.

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Joaquim Souto

Ladrões

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Carlos Anderson

A seguradora falha logo quando tem que legalmente esclarecer o segurado face ao acréscimo ou uma recusa, sustentada com exames médicos. Não o fez. Quando foi solicitado que o fizesse, envia um de um país estrangeiro.
O Sr. João só faz bem reclamar, até digo que devia transmitir à comunicação social.
Tal como diz, não se percebe face ao que indicam a opção pelos Estados Unidos em detrimento de outro país qualquer. Mesmo quando o Sr. lhes apresentou dados do nosso país mantiveram a opinião.
Só neste país é que uma situação assim sai impune, vou remeter esta reclamação para a Assembleia da Republica porque quem sabe quantos estão a ser penalizados assim como o senhor.

Ver perfil de Carlos Augusto

Carlos Augusto

Estes tipos agora só estão preocupados com a venda à Generali, querem lá saber dos clientes.
Já pedi á minha mediadora para tirar de lá os seguros por incrivel que pareça até tenho melhores preços noutras marcas.

Ver perfil de Carlos Augusto

Carlos Augusto

Mandei email para lá, disseram que estavam a tratar, são uma anedota. Desde 8 de agosto, fez bem em partilhar isto

Ver perfil de Carla Lima

Carla Lima

O sistema das seguradoras está montado para aldrabarem as pessoas. Onde já se viu, uma situação como esta, isto está claro que eles manobraram os resultados para conseguirem dar a voltar e fazer com que o cliente pague mais. É uma vergonha! A tranquilidade está à venda pelos vistos é a generalli que vai comprar, vou enviar email para eles.

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António Silva

Já trabalhei em três seguradoras diferentes, em duas no ramo vida e é uma autêntica anarquia que ali reina, do ponto de vista ético é uma rebaldaria, não se regem por nada nem nenhum padrão, podem mencionar estudos, mas na prática é como o médico estiver, bem disposto ou mal disposto.
Recordo de ter denunciado essa situação ao sindicado, a titulo de desabafo e claro é que nada podiam fazer, até porque era fora do âmbito dos mesmos. Se fossem fazer uma análise ao que se passa em termos de subscrição era um caos. Continue a sua luta, vá até ao fim, talvez consiga abrir os olhos de algumas entidades para investigar casos como o seu.

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João Pacheco Autor

Obrigado pelo apoio e ajuda, são muito importantes, não só para desmascarar esta situação e prevenir que atentados como estes aconteçam, como para me fazer ter forças de continuar nesta luta que em cada conversa trocada, cada vez mais sinto que tenho razão.

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Cátia Felix

E quando uma pessoa pensa que já viu tudo.... ainda há algo que surpreende.
O meu marido é mediador de seguros e faz sentido quando diz que parece que trabalha para o diabo. Ando a seguir este caso e comentei com ele e só me disse "é normal" e que "normalmente nestes casos ninguém reclama". Isto é de uma desumanidade pura, esperemos que quem esteja do outro lado nunca tenha que sofrer algo na pele.

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Pedro Travassos

Já experimentou mandar este caso para a comunicação social?