Faculdade de Medicina Veterinária da Universidade Lusófona

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Faculdade de Medicina Veterinária da Universidade Lusófona - Morte de um animal doméstico, por causa de uma experiência

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João Peixeira apresentou a reclamação

No dia 31/05/2022, eu e a minha esposa dirigimo-nos ao Hospital Escolar Veterinário da Faculdade Lusófona, com o meu Porco Vietnamita (Toy) de apenas 3 anos, para uma consulta de estomatologia com o veterinário *. Marquei esta consulta pois o Toy apresentava uma espécie de "pequeno granuloma" (com menos de 1cm) na gengiva junto do primeiro pré-molar. A consulta aconteceu 3 horas após a hora marcada e na sala de espera pois, segundo o *, o veterinário de exóticos ** teve de se ausentar (o que gerou o atraso). Devido a esta situação o veterinário * não poderia sedar o Toy para remover cirurgicamente "o granuloma" uma vez que não tinha experiência com porcos. Informo prontamente o veterinário * que a consulta não se destinava a fazer qualquer procedimento ao Toy mas sim pedir apenas uma opinião sobre o que este apresentava na gengiva. Fomos então atendidos num dos consultórios, onde o veterinário * observou o "granuloma" e concluiu que na opinião dele era algo sem importância, mas que deveria ser removido, utilizando a expressão "não está aí a fazer nada".
Expressei, logo nessa consulta o meu medo relativamente, à entubação, à anestesia e a procedimentos cirúrgicos, pois tenho consciência que em Portugal é complicado encontrar alguém com conhecimento e competência técnica para realizar procedimentos em porcos. O veterinário * tranquilizou-me, dizendo que iria apenas ser necessária uma pequena sedação, seriam apenas precisos alguns minutos dado que seria um procedimento que duraria no máximo 5 ou 10 minutos, onde inclusive eu poderia assistir. Seguidamente solicitou na receção, que me fosse enviado no mesmo dia, um orçamento para o procedimento cirúrgico, onde devia constar, sedação para 66kg, sem fluidoterapia e análise histológica a amostra retirada. E tal como combinado, passadas umas horas recebi o orçamento, ficando o procedimento agendado para dia 14/06/2022.
Dia 14/06/2022, pelas 8h50, entrámos no consultório número 1, onde fomos recebidos pelo veterinário (de estomatologia), o veterinário ** (de exóticos) e por 8 a 9 estudantes equipadas a rigor. Nesse momento fui informado pelo veterinário ** que não poderia assistir ao pequeno procedimento e que iriam anestesiar o Toy e não apenas seda-lo, tal como havia sido combinado aquando da consulta. Dado os meus medos relativos a esses procedimentos questionei prontamente:
"não vão entubar o Toy certo?" e obtenho como resposta imediata do veterinário ** "claro que vamos com direito a tudo". Voltei a expressar a minha preocupação: "mas isso é um grande problema neles (porcos)!". Ao que obtenho como resposta do veterinário **: " um de muitos", tendo ainda o veterinário * acrescentado "o Toy não pode estar em melhores mãos, podem ficar descansados". E eu "fiquei" e o Toy foi para dentro do bloco.
As 11h recebo um telefonema do veterinário * referindo que o procedimento foi um sucesso e que o Toy esteve sempre estável. Refere ainda que quando este acordar me liga de novo para o ir buscar.
As 12h30 recebo novamente um telefonema do veterinário * onde me informa que posso ir buscar o Toy. Refiro que me encontro na sala de espera e passados 5 minutos o Toy é me entregue.
Quando o Toy chega junto de mim apresenta um ligeiro edema na face e pescoço, mas que eu associo a anestesia. No momento da entrega, reparo que no telefone do veterinário * está uma foto do Toy no bloco operatório, entubado COM A TRELA que lhe apertava bastante o pescoço colocada, as 8 a 9 estudantes a volta dele bom como o veterinário * e ** sorrindo para a foto. Peço imediatamente que esta me seja enviada. O veterinário * explica-me ainda que o veterinário ** (especialista em animais exóticos, que horas antes me informa que o Toy não ia ser sedado, mas sim entubado e anestesiado) não o consegui-o entubar o Toy e que foi ele * (que nunca tinha entubado um porco) que realizou o procedimento com recurso a uma vareta/guia.
Após deixar o Toy para fazer o procedimento, e tendo sido apanhado de surpresa com a mudança de planos (sedação que passou a anestesia), só quando este o entrega é que me questiono relativamente a algumas questões. Interpelo o veterinário *, sobre o facto de não me ter sido informado que o Toy tinha de fazer jejum de 12 horas mas não obtendo qualquer resposta. Questiono também se o Toy já fez alguma necessidade, dado que levou anestesia geral, não obtendo novamente qualquer resposta. Por fim, questiono ainda se o Toy pode comer, ao que o veterinário * mais uma vez não sabe dar resposta e fica de questionar o veterinário **. Resposta que nunca me foi dada, pois o Toy depois de ter levado uma anestesia geral desnecessária não fez qualquer tempo de recobro. Seguimos para casa cerca das 13:00h.
O Toy, quando chega a casa não se deita durante praticamente a tarde toda, e por volta das 17:30h come a sua primeira refeição leve. Pelas 18h inicia um quadro dificuldade respiratória grave e edema acentuado no pescoço. Ligo para o veterinário * que me atende à quinta chamada, informo sobre o quadro que o Toy apresenta e que em 30 minutos chego ao Hospital.
Quando chego ao hospital sou recebido pelo veterinário * (especialista em estomatologia) completamente perdido, sem saber o que fazer perante aquela situa de urgência. Administrou-lhe medicação para uma suposta reação alérgica grave, nomeadamente adrenalina, corticoide, entre outros, que não lhe fizeram qualquer efeito. Dado que o estado do Toy começava a agravar e nada lhe estava a ser feito para melhorar a dificuldade respiratória, cada vez mais acentuada, peço ao veterinário * para lhe ser administrado oxigénio. Só ao fim do quinto pedido é trazido um concentrador de oxigénio. Estou duas horas de joelhos a dar oxigénio a um animal a entrar em estado de agonia, e vendo o seu sofrimento, digo ao veterinário * que agora sim precisamos de o entubar ao que este me responde espantado que não podemos "escalar procedimentos".....
Cerca das 21h, o Toy entra em convulsão, com edema generalizado e cai para o chão morto. O meu animal que no início do dia era completamente saudável e vinha a este hospital fazer um pequeno procedimento(quase estético), com grau de complexidade mínimo e previamente combinado e orçamentado com recurso a uma pequena sedação, estava agora morto e completamente desfigurado. O veterinário * sem qualquer compaixão diz-me quase no mesmo instante que uma colega tem dois porcos bebes e se eu quero um deles. Diz-me ainda que não posso levar o corpo do Toy, porque a faculdade não permite. Situação que não aceitei e acabei por trazer o seu corpo comigo.
O veterinário ** (especialista em animais exóticos, responsável pela primeira tentativa de entubação mal sucedida e pela anestesia) não aparece durante todo o episodio de urgência.
Foi combinado e orçamentado, com o veterinário *, que o procedimento de retirada do pequeno granuloma da gengiva do Toy, seria com recurso a uma pequena sedação de 5 a 10 minutos suficiente para o procedimento em questão. No entanto o veterinário * e o veterinário ** deliberadamente no momento do procedimento e com uma seringa já na mão, informaram-me que o mesmo não iria de acordo ao planeado inicialmente, mas sim, seria feito com recurso a uma anestesia e que para isso o Toy iria ser entubado. Expressei como expliquei anteriormente a minha desaprovação quanto a esse facto e fui corrigido pelos dois veterinários.
Como resultado de uma entubação e anestesia completamente desnecessárias, realizadas neste hospital, o Toy morreu com varias perfurações internas graves, num sofrimento atroz e sem a assistência adequada dado o quadro clínico grave com que entrou posteriormente. Estes procedimentos foram feitos por dois veterinários que não sabiam o que estavam a fazer, e demonstram desprezo pela vida e bem-estar deste animal. Não me foi indicada a realização de jejum que é obrigatório na aplicação de anestesia geral. Foi entubado e anestesiado sem qualquer justificação clínica (a meu ver, apenas para dar uma aula e tentar adquirir, através da experimentação, capacidades técnicas que não possuem). A realização da entubação, ainda com a trela colocada que lhe pressionava o pescoço, demonstra um claro desprezo pela sua condição, e falta de conhecimento sobre a correta realização da técnica. Não lhe foi feito um recobro de 4 a 5h após a cirurgia, não lhe foi prestada assistência adequada pelo veterinário * que o recebeu na situação de urgência, não permeabilizou a via respiratória, não puncionou qualquer acesso venoso. Como já referi, o veterinário de exóticos **, suposto especialista e responsável por toda aquela situação não compareceu para dar assistência.

O que se passou neste hospital tem uma GRAVIDADE de carater nacional, pois os dois veterinários em questão que pertencem à faculdade Lusófona onde dão aulas, utilizaram um animal saudável, que fazia parte de uma família com um valor sentimental e ligação incalculável, como experiência para aquisição de conhecimento e capacidades técnicas, sem o conhecimento e autorização para tal. Este é um ato hediondo, uma prática de crueldade animal sem precedentes e que deve ser criminalizada.

Aguardo uma ação/resposta rápida deste hospital/faculdade tendo em conta a gravidade da situação. Estes dois veterinários não podem continuar a contatar com qualquer tipo de animal ou tão pouco exercer qualquer atividade ligada a esta área.


Aguardo a suspensão imediata dos dois intervenientes bem como um processo disciplinar

15 jul 2022
João Peixeira adicionou uma resposta

Continuamos a aguardar feedback da instituição relativamente a instauração de um inquérito interno bem como a suspensão imediata dos dois veterinários em questão.

Até ao momento apenas nos foi fornecida uma explicação técnica sem qualquer data nem informação de quem a elaborou pois nao está assinada por ninguém. Contém explicações clinicamente mais bizarras do que os próprios acontecimentos.

Aguardamos

29 jul 2022
João Peixeira adicionou uma resposta

Continuamos a aguardar feedback da instituição relativamente a instauração de um inquérito interno bem como a suspensão imediata dos dois veterinários em questão.

Até ao momento apenas nos foi fornecida uma explicação técnica sem qualquer data nem informação de quem a elaborou pois nao está assinada por ninguém. Contém explicações clinicamente mais bizarras do que os próprios acontecimentos.

Aguardamos

João Peixeira está a aguardar resolução da marca

Comentários (10)

Ver perfil de Ana Saramago

Ana Saramago

OS NOMES DOS MÉDICOS EM QUESTÃO SÃO:
VETERNÁRIO BRUNO TAVARES (ESTOMATOLOGIA) - CLINICA BOANOVA LEÇA DA PALMEIRA;
VETERNÁRIO RUI PATRICIO (ESPECILISTA EM ANIMAIS EXÓTICOS) - CLINICA ALL PET TIRES ;

Ver perfil de Maria Lucilia

Maria Lucilia

História exatamente triste, para quem nunca viveu com animais, é difícil perceber esse sentimento. Se houve incompetência médica têm que haver responsabilidade sobre os fatos ocorridos.
Quanto ao Sr. Jocelino, aconselho a crescer como ser humano, já que se trata de um comentário primitivo, calculo que a sua esposa tambem leve porrada em casa, assim como faziam os homens primitivos no Paleolítico.

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Leonor vaz

@jocelino realmente cada vez vejo mais pessoas sem noção neste mundo tao cruel … TU dizes o que dizes porque nunca passaste por isto ou por alguma coisa parecida cada pessoa tem a sua ligação com animais mas devemos respeitar nos uns aos outros é fácil se o senhor morrer abre - se um buraco e Ta tudo bem pensa nas tuas atitudes porque antes de apontar o dedo a alguém tem se dois a apontar para si próprio

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JL

Surpreende-me, já que o veterinário Rui Patricio tem muito nome no que toca a cuidados de animais exóticos. Dito isto, leve a queixa até às últimas instâncias. Lamento pelo Toy.

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João Peixeira Autor

JL se for consultar os comentarios no google da clinica ALL Pets Tires, onde o veterinário Rui Patrício é diretor clinico, garanto que vai deixar de estar surpreendido, não é normal tantas avaliações negativas ou se calhar até é!

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Isabel Maria

Desde quando um suíno é um animal exótico!?!?!
Eu sou engenheira Zootécnica e para mim os exóticos são, por exemplo, iguanas!!!
Cambada de incompetentes!!!🤬🤬🤬

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Susana Almeida

Infelizmente para nós os animais são família mas para eles é mais um dia de trabalho.

Faz muito bem em reclamar e tem o livro vermelho onde poderá apresentar a sua queixa.

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Maria José Rodrigues

Lamento muito pelo toy. Há que apurar responsabilidades e a clínica terá de se retratar. Muita força para todos,

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Flor Correia

Li tudo e fiquei indignada, revoltada e triste pela forma como este animal de estimação foi tão mal tratado. Erros humanos podem acontecer mas neste caso foi mesmo negligência e ausência de profissionalismo, afeto e respeito pelos animais. A provar-se tais factos devem estes veterinários ser afastados do exercício clínico . Lamento mto o que aconteceu e deixo um abraço aos protetores do animal . Sei o que custa perder um nosso amigo de forma abrupta e irresponsável . Já sofri a perda de um cão adorado num atropelamento que poderia ter sido evitado caso o motorista profissional fosse atento e não estivesse sobre efeito de álcool. Sofri muito. Devemos exigir mais respeito e profissionalismo pelos nossos animais e Amor!!

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Elisabete

João Peixeira, isso foi uma tragédia resultado de uma grande irresponsabilidade por parte desses veterinários. Faça queixa na Ordem dos Veterinários, esses médicos têm de ser responsabilizados. Sei o que é ter animais de estimação, cães e gatos, desde sempre e sei o que custa qdo eles ficam doentes e morrem. O João perdeu um membro da sua família porque os animais são família para nós que os amamos e cuidamos deles.
Pela foto o problema na gengiva se calhar poderia ser tratado com antibiótico sem necessidade de intervenção nenhuma. Não sei porque não sou veterinária. Se não estavam à altura da situação deveriam ter recorrido a colegas deles com experiência em porcos. Deve haver médicos especialistas em suínos pq esses que o atenderam não o são.