Instituto de Implantologia
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Instituto de ImplantologiaN/A
IMCF - Instituto Médico de Cirurgia Facial, S.A.

Instituto de Implantologia - Falta de clareza e falta de ética profissional (sugestão e cobrança de tratamento inviável)

Sem resolução
Lucia.C.Santos
Lucia.C.Santos apresentou a reclamação
21 de fevereiro 2021 (editada a 9 de março 2021)
A minha reclamação está relacionada com o seguinte:

1) Não marcaram uma consulta com o dentista que pretendia, mas para “compensar” me venderam uma consulta por 85,00 euros com dois especialistas em simultâneo, mas na verdade só apareceu um dentista na primeira consulta. E para falar com o segundo especialista, que não apareceu na primeira consulta, tive que agendar uma segunda consulta e pagar o dobro.

2) Na primeira consulta, o dentista Gonçalo Caramês disse que o implante que tinha feito em outra clínica era enorme e que há pelo menos 20 anos que não se colocava implantes tão grandes.

Ele acrescentou ainda que se não tivesse um implante tão grande que se encontra nas proximidades do seio maxilar que não teria tido os problemas que tive e ainda disse que a coroa do implante não estava bem e que mesmo que o implante estivesse bem eu acabaria por perdê-lo por causa da coroa.

Fiquei bastante preocupada com o que ele disse até porque já tinha tido algumas infecções na face direita num curto espaço de tempo e mesmo sem a indicação dele procurei um médico otorrinolaringologista.

No hospital, fiz alguns exames e uma tomografia da face e fui diagnosticada com uma doença que estava a causar as sucessivas infecções e que não tinham nenhuma relação com o implante.

O médico otorrinolaringologista disse que o implante não se encontra próximo ao seio maxilar e que inclusivamente existe uma camada de osso, que separa o seio maxilar do implante.

3) O dentista Gonçalo Caramês fez um diagnóstico preocupante no momento da consulta, mas no relatório que solicitei, por escrito, da consulta, o mesmo foi omisso. O relatório não contempla as situações mais graves que foram mencionadas pelo dentista, como por exemplo: o tamanho enorme do implante que causa problemas, a coroa que não tinha sido colocada correctamente e que compromete a manutenção do implante, a desvitalização mal feita por outro profissional, que ao invés de seguir o curso do canal da desvitalização foi sempre enfrente, por assim dizer, e que acabou por danificar a raiz do dente.

4) O dentista de uma conhecida clínica no Parque das Nações, o mesmo que me fez o implante, disse que me cobraria cerca de 400,00 euros para extrair o implante, remover os tecidos moles que se formaram na zona mais profunda do implante e voltar a colocá-lo no mesmo dia ou no máximo em 3 meses.

Já no Instituto de Implantologia, o dentista Gonçalo Caramês, garantiu que se extraísse este implante ficaria com um buraco tão grande que levaria muitos meses para resolver a situação, e não apenas três, como disse o dentista da outra clínica.

A proposta do dentista Gonçalo Caramês, enviada por email, para resolver esta situação do implante foi a seguinte:

a) Estudo tridimensional por tomografia computadorizada (CBCT) – 160,00 euros;

b) Explanação do implante – 480,00 euros;

c) Coroa provisória removível – 165,00 euros;

Após 6 a 8 meses (período mínimo para regeneração óssea)

d) Colocação do implante – 890,00 euros;

e) Planeamento digital e setup cirúrgico – 230,00 euros;

f) Ortopantomografia (radiografia de controle) – 45,00 euros;

g) Pilar sobre o implante – 260,00 euros;

Após 6 a 12 semanas (período mínimo necessário para a osteointegração do implante)

h) Coroa provisória fixa sobre o implante – 165,00 euros;

Coroa definitiva

i) Coroa zircónio-cerâmica – 690,00 euros.

O valor total do tratamento proposto pelo Instituto de Implantologia para resolver este problema do implante foi de 3.085,00 euros e tempo mínimo de 8 meses para sua conclusão enquanto que o tratamento proposto pela clínica do Parque das Nações custaria cerca de 400,00 euros e um período de no máximo 3 meses para ser concluído.

A segunda consulta foi com o suposto especialista que não apareceu na primeira consulta, o dentista Jorge Martins, que não sabia o motivo pelo qual eu estava no seu consultório, a própria assistente dele veio ter comigo antes da consulta e perguntou o que eu pretendia, uma vez que o dentista Gonçalo Caramês não tinha colocado no sistema as indicações.

No gabinete, expliquei ao dentista Jorge Martins que três semanas antes havia ido em outra clínica para desvitalizar o dente, mas que o tratamento havia sido interrompido, visto que os canais estavam selados por um material que não era possível remover.

O dentista Jorge Martins, na posse da informação que lhe repassei sobre a impossibilidade de desvitalizar o dente, explicou que o quadro era reservado, mas que tínhamos duas opções:

1) Desvitalizar o dente e em 7 ou 10 dias saberíamos se seria possível salvá-lo;

2) Extrair o dente.

Acreditando que o dentista teria conhecimento de uma outra técnica onde fosse possível desvitalizar o dente concordei obviamente em fazer o tratamento, pois ninguém quer extrair dentes que podem eventualmente ser salvos.

Mas para minha surpresa, esta primeira sessão foi interrompida a meio, exactamente como havia acontecido três semanas antes na outra clínica. O dentista Jorge Martins disse que não seria possível continuar com a desvitalização, visto que havia um material ultra resistente nos canais e que não seria possível removê-lo e ainda acrescentou: “Só agora percebi o que você quis dizer”.

Queria deixar claro que assinei um termo de consentimento para fazer uma desvitalização para saber em 10 dias se conseguiria salvar o dente e não para simular uma desvitalização que o dentista sabia de antemão que não poderia ser concluída.

E só não pague 130,00 euros pela primeira sessão de “desvitalização” porque o questionei sobre o “tratamento”, mas mesmo assim tive que pagar 85,00 euros porque o dentista esteve comigo por cerca de uma hora e utilizou materiais e anestesias para um tratamento que jamais poderia ser feito.
Data de ocorrência: 21 de fevereiro 2021
Instituto de Implantologia
5 de março 2021
Exma. Senhora Lúcia Camargo Santos,

Em resposta à sua reclamação, e em nome do Instituto de Implantologia®, gostaríamos de esclarecer o seguinte:

1) Conforme transmitido previamente, o Instituto de Implantologia® enquanto unidade de saúde multidisciplinar, encontra-se organizado por áreas de especialidade;

2) Na consulta de diagnóstico realizada no Instituto de Implantologia®, verificou-se que apresentava (num dos seus dentes) sintomatologia dolorosa e uma possível lesão endodôntica;

3) Dado ter manifestado vontade em “salvar o seu dente”sic, foi encaminhada para um outro colega do nosso Instituto da área da endodontia;

4) Nesse momento, e para um diagnóstico mais preciso, foi realizado um exame clinico complementar pelo endodontista;

5) Nessa segunda consulta, foram -lhe transmitidos (oralmente) os custos associados, e foram ainda realizados atos clínicos;

6) Em suma, no caso em apreço, apenas foram efetivamente cobradas duas consultas dentárias de diagnóstico, não obstante a realização de diversos atos clínicos e exames de diagnóstico não cobrados;

7) Foi-lhe ainda comunicado que o plano de tratamento e respetivo orçamento seriam enviados, após avaliação cuidada, o que acabou por acontecer;

8) Por fim, e tal como lhe foi comunicado, dados os constrangimentos provocados pela pandemia do COVID-19, e de forma a minimizar o número de contatos físicos desnecessários, o orçamento foi-lhe enviado por email no mais curto espaço de tempo possível.

Lamentando não termos ido de encontro às suas expectativas, reiteramos que tudo fizemos para que as mesmas não fossem defraudadas.

Atentamente,

Direção Clinica do Instituto de Implantologia®
Esta reclamação foi considerada sem resolução
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