MEO

Altice Portugal

Ranking na categoria

Categoria
Operadoras de TV, Net e Telefone

Telefone: 16200

Morada
Rua Andrade Corvo, 6
1050-009 Lisboa

Website
http://www.meo.pt

Recomenda esta marca?

845
2095

Partilhar esta página

MEO - Cancelamento de serviço

Em tratamento
44376820
70
0 gostos
António Dias apresentou a reclamação

Olá.

Chamo-me António Dias. Tenho 44 anos de idade. Morava e trabalhava em Portugal até a covid 19 aparecer. Fiquei sem trabalho e fui forçado a emigrar. Tudo aconteceu muito depressa. Vim para os Países Baixos a 14 de junho. E só aqui pude tratar do cancelamento de serviços que tinha em Portugal: ginásio, eletricidade, tv, etc. Tudo correu bem. O ginásio, com quem tinha, inclusive, contrato de fidelização, de um dia para o outro aceitaram o meu pedido. Só a MEO, com quem não tinha, contrato de fidelização, complicou.

1 - Primeiro, enviei mensagem na minha área de cliente a 3 de julho a explicar o assunto. Tal como no meu ginásio, enviei, inclusive, o meu contrato de trabalho, para dar prova do meu argumento. Na mensagem, assinada por mim, peço para cancelar o serviço de TV, net fixa, telefone fixo e router de internet móvel. Manteria o serviço de telemóvel, porque aqui nos Países Baixos, posso sempre utilizá-lo.

2 - Dias depois, garantem-me, na minha página pessoal, que resolveram o assunto. Na minha área de cliente, inclusive, não aparece, desde então, menção do serviço de televisão, net fixa ou telefone fixo. Apenas telemóvel e internet móvel. Como tinha pedido também o cancelamento da internet móvel, achei estranho, e ligo para o apoio ao cliente. Durante mais de meia hora, numa chamada paga por mim, informam-me que não, que tudo está na mesma, que não basta enviar mensagem. Seria também necessário preencher formulários e seguir uma série de passos na minha área de cliente. Faço tudo, com a assistente ao telefone a explicar-me. Envio os documentos. No entanto, como não tenho impressora nem scanner, informo pela mesma mensagem, que o documento não está assinado, porque não possuo meios para o fazer.

- Dias depois enviam-me nova mensagem: o pedido não foi aceite porque os documentos não estão assinados. Estamos a meio de julho e os dias vão passando nesta troca de mensagens. Nova mensagem para a MEO e explico, novamente, que estou a morar numa pequena localidade no sul dos Países Baixos e não tenho forma de resolver este assunto, a não ser que me queiram causar-me um transtorno.

- A MEO volta com a mesma resposta. Estou cansado. Cansado com a vida. Cansado com os problemas. Triste por estar emigrado. Revoltado pela falta de simpatia e compreensão da empresa a quem fui fiel durante seis anos. Qual o problema de não ter uma assinatura? Alguém vai processar a MEO? Sou eu, o próprio cliente, que pede para cessar os serviços. Eu até fui compreensivo e quis manter o serviço de telemóvel. Poderia ter terminado com a totalidade do contrato. Mas, não, quis manter a ligação com a MEO, manter um número que tinha já há muitos anos.

- Com tanto mails, tinha até hoje, 31 de julho, para formalizar o pedido. Caso contrário, teria que pagar nova fatura. A de julho, entretanto, já caiu no meu mail. Este mês vou pagar por serviços que não usei: televisão, internet fixa, telefone fixo, internet móvel. A MEO venceu. Hoje, depois do trabalho, peguei na bicicleta e pedalei 2 km até Gennep à procura de uma impressora e de um scanner. Hotel De Kroon, nada. Sim, neste hotel é já tudo online. Enviam-me para um dos supermercados da vila. Nada. Outro supermercado, nada. Loja de fotografia fechada. Tento uma papelaria, nada. Um oculista, também nada. Estou desesperado. Triste e revoltado com tudo. Porque me faz a MEO passar por isto? Porquê?? Estão 29ºC, estou a transpirar depois de um longo dia de trabalho, num país que me é estranho. Desço a estrada de regresso a casa. Lembro-me de uma zona industrial, com áreas de logísticas, armazéns e pequenas fábricas. A minha ideia seria tentar um dos escritórios. Pedir um favor. Sabe-se lá! Alguém com bom coração poderá querer ajudar. Está tudo fechado. É sexta-feira. Consigo entrar um pequeno restaurante de take away. Há gente dentro. O simpátio Kevin, da Smokers and Grillers, sorri, pensa um pouco e vê o meu ar de desespero. Sim, pode ajudar-me. Durante meia hora, envio-lhe um email, imprime os documentos, vê-me assinar o formulário, enquanto lhe explico a situação. Está estupefacto. Conhece pessoas em Portugal. Diz-me que fará tudo para nunca recomendar os serviços da MEO, a quem quer que seja. Estou quase em lágrimas. Há alguém que me compreende!

- A MEO venceu. Enviei os formulários assinados, depois de um mês de troca de mensagens e dezenas de euros em chamadas para o serviço de apoio ao cliente. Parte de uma das chamadas a tentar vender-me um novo pacote de internet e TV, quando tinha explicado já diversas vezes que tinha que cancelar o serviço por estar fora do país. Um absurdo. Na segunda ou terceira chamada para o apoio ao cliente, o assistente atira-me com a bela frase: "tente imprimir em alguma papelaria, sei lá". É isto o serviço de apoio ao cliente da MEO: um encolher de um ombros e um "desenrasque-se!"

É isto o que é a MEO. Péssimo serviço. Péssima compreensão para com o cliente. Péssimos assistentes de call center. Péssima gente. Somos um número. É óbvio que a MEO quis atrasar tudo isto. Nenhuma outra empresa me pediu documentos assinados. Isto nada tem que ver com regras ou o cumprimento da lei. Trata-se, simplesmente, de mesquinhez. De falta de compreensão. Pensava manter, pelo menos, o serviço de telemóvel e, quem sabe, se voltasse a Portugal, poderia ser novamente cliente MEO de TV, internet fixa e telefone. Mas não. Não serei mais cliente da MEO. Jamais. Hoje terminei com tudo. A MEO venceu.

Cheguei a casa, hoje, às 17h30. Perdi o resto do dia a resolver este assunto. São 21h30. Foram mais umas belas horas gastas com a MEO. Uma coisa tão simples, transformada num pesadelo. É incrível como uma empresa nos pode causar tanto ódio e frustração.

Seria simpático, obviamente, a MEO:

- compensar-me financeiramente pelo transtorno;
- rever a forma como tratou do meu assunto;
- e, claro, pedir desculpa pelo transtorno causado.

Mas não vou exigir. Vou só expor a minha história. Porque nada melhor que a minha história para mostrar o péssimo serviço e atendimento da MEO. Na minha primeira casa, em Lisboa, entre 2007 e 2014, tive Zon. Fui sempre bem atendido. Nunca tive falhas no serviço. Quando cancelei, foi super fácil. Na minha segunda casa, decidi experimentar a MEO. Como me arrependo! Falhas constantes no serviço. Péssimo atendimento. Cheguei a estar dias sem internet em casa. Nunca me compensaram pela perda de serviço prestado. Nada melhor que tudo isto para fazer má publicidade a uma empresa que gasta milhões em campanhas publicitárias. E fica aqui a garantia de que eu, e o meu bom amigo Kevin, tudo faremos para passar a má imagem da MEO. Obrigado, Kevin. E adeu, MEO. Até nunca.
31 Jul2020
MEO adicionou uma resposta

Boa noite,

Registamos a sua insatisfação. No entanto, para que possamos ajudar, agradecemos que apresente as suas questões através dos canais oficiais de suporte indicados em https://www.meo.pt/contactos.

Obrigado.

01 Ago2020
António Dias adicionou uma resposta

Foi exatamente isso que fiz. Desde 3 de julho. Hoje é 1 de agosto. Nada na vossa área de cliente ajuda o utilizador. O espaço para escrever a mensagem, por exemplo, é limitada a 800 carateres. O que é ridículo. Estou cansado. A MEO ultrapassou os limites. Os casos idênticos ao meu acumulam-se.

- Liguei para a ANACOM e a operadora conta-me que uns familiares passaram pelo mesmo. Conseguiram assinar os documentos mas o processo foi indeferido porque as assinaturas não eram idênticas.

- Um amigo a quem desabafei tudo isto hoje, e que mora também fora do país, contou-me que passou pelo mesmo. E que a MEO não aceitou os documentos porque o contrato de trabalho não incluía o número de cartão de cidadão de Portugal.

Isto é brincar com os clientes. E as pessoas precisam de saber isto. Farei tudo para fazer valer os meus direitos. E farei tudo para mostrar a minha indignação. E a única forma de retirar as queixas que apresentei é, obviamente, compensar-me.

António Dias está a aguardar resolução da marca

Comentários (0)