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OTIS - Apresentar uma queixa crime contra a empresa!

Resolvida
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Fernando inacio apresentou a reclamação

Exmos. Srs.

Ao dia 25 de Maio de 2011pelas 20h00, eu a minha esposa e outro casal, ficamos fechados dentro do elevador por avaria do mesmo, fizemos soar o alarme, o qual dirigiu a chamada para a central da empresa OTIS, onde um funcionário que se deu pelo nome de TIAGO nos respondeu " vocês já não tem contrato connosco, por esse motivo não temos de ai ir". Ora sem rede de telemóvel (dentro da cabine do elevador) e sem qualquer tipo de contacto para o exterior, sendo este o único meio de comunicação, e sendo este funcionário desta companhia a única pessoa que sabia da ocorrência não teria ele cometido o crime previsto no código penal por Omissão de auxilio? Que diz no seu artigo 200º " Omissão de auxílio

1 - Quem, em caso de grave necessidade, nomeadamente provocada por desastre, acidente, calamidade pública ou situação de perigo comum, que ponha em perigo a vida, a integridade física ou a liberdade de outra pessoa, deixar de lhe prestar o auxílio necessário ao afastamento do perigo, seja por acção pessoal, seja promovendo o socorro, é punido com pena de prisão até 1 ano ou com pena de multa até 120 dias.
2 - Se a situação referida no número anterior tiver sido criada por aquele que omite o auxílio devido, o omitente é punido com pena de prisão até 2 anos ou com pena de multa até 240 dias.
3 - A omissão de auxílio não é punível quando se verificar grave risco para a vida ou integridade física do omitente ou quando, por outro motivo relevante, o auxílio lhe não for exigível. "

Mesmo tendo contrato com outra companhia e desconhecendo o facto de a linha ainda não ter sido trocada, não funcionará também a parte humana? Nem sequer se designou a perguntar se pagaríamos a deslocação, que o faríamos com a melhor vontade, nem no mínimo ligar para o 112, visto ser a única pessoa que tinha conhecimento de 4 pessoas fechadas dentro de elevador sem qualquer tipo de recurso a sair. Estou seriamente a pensar apresentar uma queixa crime contra a empresa OTIS, para que seja punida nos modos previstos na lei.
Esta ocorrência passou-se na Rua António Garibaldi, nº20. Sta Marta do pinhal, Corroios

  Fernando Inácio

18 dez 2012
OTIS Elevadores adicionou uma resposta

Em primeiro lugar gostaríamos de afirmar que compreendemos perfeitamente que ficar bloqueado dentro de um ascensor, apesar de não representar nenhum risco para a segurança dos passageiros, pode constituir uma experiência bastante desagradável. De facto, e numa tentativa de minimizar o impacto negativo de tal experiência, é nossa politica identificar os passageiros bloqueados em elevadores da nossa carteira de assistência e proceder em seu nome a um donativo a uma instituição de utilidade social. Trata-se de transformar uma recordação negativa em algo de positivo.

A nossa resposta em caso de passageiros bloqueados em equipamentos cuja assistência está entregue a outras firmas, obedece a determinados pressupostos baseados na cortesia profissional e no respeito.

Desse modo, a Otis informará a firma responsável pelo equipamento desde que tenha conhecimento de qual é a firma e o passageiro bloqueado afirme não ter possibilidade de efectuar por si próprio o contacto.

Na situação em análise, tal não sucedeu pois durante a comunicação nunca foi referido pelo passageiro estar incapacitado de comunicar com o exterior.
Em qualquer momento poderia voltar a entrar em contacto com a Otis para nos informar de tal facto, o que não sucedeu.

Há realmente situações em que a Otis decide realizar ela própria o resgate dos passageiros, nomeadamente quando o facto de estarmos presentes na totalidade do território nacional possibilite um resgate significativamente mais rápido ou quando a firma em questão não disponibilizar atendimento permanente. No entanto, evitamos qualquer tipo de intervenção em equipamentos cuja assistência esteja entregue a outras firmas.

Como será facilmente compreensível, será necessário que a nossa intervenção seja solicitada por quem de direito. Não será licito esperar que o técnico da Otis entre num edifício sem ser esperado, para efectuar uma intervenção num equipamento entregue à responsabilidade de terceiros, o que poderá até constituir uma violação ao disposto contratualmente e ao legalmente prescrito. Existem também problemas de ordem prática, como por exemplo a localização da chave da casa das máquinas, e cuja solução não dependerá de nós.

Para terminar, lamentamos o sucedido, mas estranhamos a reclamação apresentada. Os passageiros aparentavam estar perfeitamente calmos durante toda a comunicação, despedindo-se cordialmente do operador do nosso Centro de Atendimento Permanente e nunca referindo a circunstância de estarem privados de meio de comunicação com o exterior.

Aproveitamos para informar que não costumamos cobrar pelo resgate de passageiros.
Entendemos que faz parte da manutenção da merecida imagem do elevador como o meio de transporte mais seguro do Mundo.
Acima de tudo, esta empresa também é constituída por pessoas.
E gostamos de ajudar quem precisa.

18 dez 2012
Fernando inacio adicionou uma resposta

Bom dia
Quanto a empresa em questão, devo a utilizar a expressão " venceu mas não convenceu", talvez, e acredito, que o autor da resposta não é possuidor de todos os dados da ocorrência, mas desejo as melhores felicidades para todos os funcionários da firma OTIS, não é de todo minha intenção manchar o bom nome da empresa, será mais uma chamada de atenção ao funcionário de serviço, no dia e hora referida, um pouco de humanidade é e será sempre bem vinda, deixando de lado os termos contratuais.
Quanto ao cidadão que não se identifica e se esconde por traz do nick "Observadora", dispenso a sua opinião, devo dizer que alem de o pseudo-problema ser entre a minha pessoa e a firma OTIS, não costumo alimentar conversas com pessoas que utilizam expressões de baixo nível assim como " E ainda tem a lata", realmente não faz parte do meu vocabulário.

Com os melhores cumprimentos (para a OTIS)

Fernando Inácio

Esta reclamação foi considerada resolvida

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