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Saúde CUF - Maus tratos no internamento e faturação incorreta

Sem resolução
Cármen Maria Rosado Dias
Cármen Dias apresentou a reclamação
11 de maio 2020 (editada a 10 de janeiro 2021)
Reclamação CUF Descobertas
O meu pai foi internado de urgência no vosso hospital CUF Descobertas, no dia, 20 de abril, de 2020, para cirurgia-laminectomia e remoção de massa epidural posterior, com o diagnóstico de um tumor maligno da coluna vertebral.
Foi operado, no dia 21 de abril, de 2020.
No entanto, existiram diversas situações inaceitáveis que merecem ser reclamadas, para que possamos entender, o porquê das mesmas, num hospital particular e de referência como o vosso. Nomeadamente, as seguintes situações:
1.Acolhimento à chegada ao hospital.
2. Tratamento enquanto internado.
3. Nota de Alta/Transferência de enfermagem.
4. Faturação.
No que diz respeito, ao acolhimento pelo vosso hospital, começou com a experiência de haver a necessidade, de nos deslocarmos à CUF Infante Santo para medirem a febre ao meu pai e levantarmos um papel de presença, para ser entregue, na CUF das Descobertas. Experiência, essa, que podia ter corrido mal, uma vez que, nos obrigaram a estar numa fila, na rua, ao frio/vento e à chuva, juntamente com algumas pessoas, com sintomas de Covid19. Sendo o meu pai um doente de alto risco, como referem as indicações das entidades de saúde – Idoso e oncológico não se deveria expor a esses perigos.
O teste do Covid19, afinal, foi feito, na CUF Descobertas. Na minha perspetiva, desorientação e má organização dos vossos serviços.
Chegados ao Hospital CUF Descobertas, estacionei o carro, no único parque coberto que encontrei, do referido Hospital. Ao sair do parque por elevador, fomos dar ao edifício 2. Desloquei o meu pai, na sua cadeira de rodas, até à porta da entrada, aí fomos impedidos de entrar, mostrei o papel que trazia da CUF Infante Santo, expliquei que ele iria ser operado de urgência, que estariam à espera dele e pedi para me indicarem, as urgências. Disseram-me que era no outro edifício, e que teria de ir por fora, perguntei se não poderia ir por dentro, pois a indicação que me tinham dado, era que havia uma passagem interior. Responderam negativamente e escorraçaram-nos para a rua, local onde estava vento e chuva. Expliquei novamente, que o meu pai iria ser operado naquele dia e não era aconselhável apanhar frio e chuva, mas não quiseram saber e indicaram-nos o caminho, pela chuva e vento.
No dia 24 de abril de 2020, dia em que fui buscar o meu pai ao internamento, enquanto esperava, no piso térreo, que mo entregassem, tive a oportunidade de ver funcionárias a indicar e a deixarem variadíssimas pessoas passarem para o outro edifício por dentro. O que pensar e dizer?????

Relativamente ao tratamento enquanto internado refiro o seguinte: Quando o meu pai me foi entregue, no dia 24 de abril, de 2020, por uma auxiliar apresentava algumas mazelas. Nomeadamente nas costas da mão esquerda com derrame acentuado de 6cms de diâmetro, o mesmo braço também com um derrame de 15cms de extensão, duas feridas, uma em cada perna (não tinham penso).
Perguntei o que se tinha passado e o meu pai referiu-me o seguinte: Num dos dias, no tuno da noite, o cateter que se encontrava colocado, nas costas da mão esquerda estava mal posto, estava a verter para fora da veia. O meu pai informou o profissional da situação, mas o profissional em questão, nem acendeu a luz, verificou às escuras e foi-se embora. De manhã retiraram o cateter e colocaram-no no braço, do mesmo lado. Analogamente, aconteceu a mesma situação que com as costas da mão. Em relação às feridas nas pernas, não sabe o que aconteceu.
Referiu, também, que algumas vezes sentiu frio, pediu um cobertor, mas esse demorou sempre muito tempo a chegar.
Ainda na área do conforto, esteve várias vezes com a roupa que tinha vestida molhada de suor, informou que estava naquele estado e a solução foi aconchegarem-no com a roupa da cama, sem lhe trocarem o que tinha vestido. Portanto, a roupa molhada de suor enxugou no corpo.
No que diz respeito à Nota de alta/transferência de enfermagem há significativos erros graves.
Os antecedentes Pessoais descritos, na nota de alta refere, o seguinte em relação às doenças: “neo próstata com metástases óssea com invasão vesical e reto + adenopatias pélvicas (sob terapêutica hormonal), demência, anemia”.
Em relação à terapêutica hormonal que vem referida no relatório, os comprimidos estavam junto aos outros medicamentos do meu pai, dentro de um saco. No entanto, incompreensivelmente, não deram um único comprimido dessa medicação de quimioterapia oral (hormonal), durante os 4 dias que esteve internado. O meu pai, tinha de ter tomado 4 comprimidos desses, todos os dias ao pequeno almoço. Essa medicação estava prescrita e indicada no relatório de saída de enfermagem. Dei conta da situação quando cheguei a casa, fui retirar os comprimidos do saco que tinha levado para o hospital. Nesse mesmo instante, telefonei para o hospital piso 6, onde o meu pai tinha estado, falei com a enfermeira que assinou o relatório de saída, Enfermeira Claúdia Isabel Gomes e questionei o porquê de não terem dado um único comprimido de quimioterapia ao meu pai, todos os comprimidos que tinha levado estavam na embalagem. Referiu que não sabia ao certo, que nunca tinha estado com o meu pai.
A nota de alta refere, também, que o meu pai sofre de Demência. Gostaria de saber que exames e diagnostico foram feitos e por quem, para escreverem/afirmarem que ele sofre de demência. Pois não tenho conhecimento de tal situação, nem sequer demonstra qualquer sintoma dessa doença.
Por fim, na faturação existe erros desconcertantes. Vejamos:
Na hora de retirar os agrafos da cirurgia: Na nota de alta de Neuro-cirurgia são feitas algumas recomendações. A que interessa aqui é a “Retirar Agrafos; 4-05-2020 às 17h no piso 9 (consulta externa Hospital Cuf Infante Santo)”
No dia indicado comparecemos há hora indicada para retirada dos agrafos. Há saída tivemos de pagar, a retirada dos agrafos. Segundo fomos informados na receção, a premissa é que até ao 10° dia, posterior à intervenção cirúrgica esse cuidado não é pago, posteriormente a esse tempo, passa a ser pago, independentemente das indicações do cirurgião. Não faz sentido!!! Quem tem conhecimento para decidir o tempo em que os agrafos ficam colocados, são os especialistas no assunto, não a faturação. Não nos opomos a pagar os cuidados prestados, mas esta premissa parece-me no mínimo sem lógica.
Tenho recebido no meu telemóvel mensagens atrás de mensagem a dizer “Informamos dívida fatura CUF DESCOBERTAS…” já telefonei para a faturação do referido hospital a dizer que só pago as faturas devidas, depois de receber as faturas por correio, com o intuito de saber o que se vai pagar. Sexta-feira passada dia 8 de maio, recebemos no correio, duas faturas para pagar. Nessas duas faturas são faturadas duas diárias, uma em cada fatura referente ao mesmo dia. Para além de tentar fazer o pagamento por multibanco e não deu, dava a mensagem de referência de pagamento incorreto. Hoje telefonei para a faturação e quem me atendeu perguntou se eu podia aguardar um bocadinho, pois iria averiguar as questões. Estive em espera, com música durante 42 minutos, sem qualquer resposta. Até que tive de desligar, pois tive de ir trabalhar.
Todos os erros apontados são incompreensíveis, mas os dois referentes à medicação e rotulagem de demência, são dois erros gravíssimos. Mostrando um tratamento a um utente de muito má qualidade.
Informo que, o meu pai é enfermeiro reformado e esteve no ativo, até aos 80 anos, pelo que têm e teve, na altura dos factos, perfeita noção da falta de cuidado a que foi sujeito.
É inadmissível quando uma pessoa está mais vulnerável seja tratada desta forma, num hospital onde que se paga para receber cuidados de saúde. Tem sido desgastante, erros após erros da vossa parte, que nos obrigam a ter desgaste infindável.
Fiquem cientes que o meu pai, eu ou qualquer outro familiar nossos, só voltaremos aos vossos serviços se for uma urgência que não tenhamos outra alternativa. Bem como iremos fazer má publicidade dos vossos cuidados.
Aguardo resposta para as inexplicadas falhas, num hospital particular e de referência.
Data de ocorrência: 11 de maio 2020
Esta reclamação foi considerada sem resolução
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