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Federação Portuguesa de Futebol - Comida deitada no lixo para assistir a jogo no Jamor


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É com grande tristeza, indignação e revolta que reporto o sucedido no dia 10 de junho de 2018, no Estádio do Jamor, à entrada para a Final do Campeonato de Portugal entre as equipas do Mafra e do Farense, duas equipas que já haviam garantido a subida à 2ª Liga e que apenas discutiam o título de campeão da 2ª divisão.

À entrada do Estádio, pela porta da Maratona, sou informado pelo segurança da empresa 2045 e pela senhora agente da PSP presente no local, de que não podia entrar com comida, a não ser uma sandes e um sumo, caso tivesse crianças. Fazia-me acompanhar pelo meu filho de 7 anos, a quem dei de imediato uma sandes, e por outros amigos com crianças da mesma idade. Depois questionei qual a razão de não poder entrar com comida, tendo sido informado que eram ordens da organização (o bilhete, em anexo, não faz qualquer referência à proibição de entrada de alimentos no Estádio). Depois de dar a sandes ao meu filho, que seria a que ele teria "direito" e, sem que nada o previsse, outro agente foi dizer-lhe que tinha de deitar a sandes no lixo, porque não podia entrar com ela. Enquanto isso, o segurança da empresa 2045, vasculhava-me a mochila à procura de mais comida, tendo encontrado sandes, bananas, barritas, pacotes inteiros bolachas e manhazitos, que levava maioritariamente para as crianças. Tirou tudo de dentro da minha mochila, com a supervisão da senhora agente da PSP e deitou no lixo com total desprezo, como se de lixo se tratasse, quando era apenas comida, maioritariamente para crianças de 7 anos.

Eu tenho educado o meu filho a não desperdiçar comida, pois muitas famílias e, muitas crianças como ele passam fome, assim como a respeitar as forças de segurança, que nos protegem contra roubos, assaltos e zelam pela nossa segurança, mas depois deparamo-nos com situações destas, com uma senhora agente de autoridade que deveria ter tido uma atitude bem mais pedagógica. Eu só me pergunto se é assim que as forças de segurança se querem fazer respeitar e se é este tipo de educação que estas mesmas forças de segurança e a própria organização do jogo (FPF) pretendem que se dê às crianças, que dizem tanto apoiar? O meu filho perguntou-me várias vezes, “porque é que a policia o mandou deitar a sandes dele para o lixo?”; “Porque é que o segurança deitou toda a comida que trazia para o lixo e porque é que eu deixei?” Como seria de prever, durante o jogo, o meu filho teve fome… eu sei, haviam os bares da Federação com gelados, pipocas e outras coisas… Entretanto, seguem em anexo, as fotos tiradas ao contentor do lixo cheio de comida e sumos…

Depois vamos ao website da FPF e vemos lá o chavão… Responsabilidade Social (!?!?!?!?!) Mas que responsabilidade social tem esta Federação, que dizem não permitir a entrada de comida dentro do Estádio do Jamor, obrigando a que a mesma seja deitada no lixo, quando milhares de pessoas passam fome no nosso país?

Voltando ao bilhete do jogo e às Condições de Assistência ao Jogo (que se encontram no verso do bilhete, em anexo), que nos remete para a Lei n.º 39/2009, de 30 de Julho e para a Lei n.º52/2013, que estabelece o regime jurídico do combate à violência, ao racismo, à xenofobia e à intolerância nos espetáculos desportivos, de forma a possibilitar a realização dos mesmos com segurança, eu pergunto onde é que está escrito que não se podia entrar no recinto com comida?

Na Lei referenciada no bilhete, no artigo 25º, quanto à Revista Pessoal e Proteção de Segurança, diz o Seguinte:

«1 - O assistente de recinto desportivo pode, na área definida para o controlo de acessos, efectuar revistas pessoais de prevenção e segurança aos espectadores, nos termos da legislação aplicável ao exercício da actividade de segurança privada, com o objectivo de impedir a introdução no recinto desportivo de objectos ou substâncias proibidos, susceptíveis de possibilitar ou gerar actos de violência.
2 - O assistente de recinto desportivo deve efectuar, antes da abertura das portas do recinto, uma verificação de segurança a todo o seu interior, de forma a detectar a existência de objectos ou substâncias proibidos.
3 - As forças de segurança destacadas para o espectáculo desportivo, sempre que tal se mostre necessário, podem proceder a revistas aos espectadores, por forma a evitar a existência no recinto de objectos ou substâncias proibidos ou susceptíveis de possibilitar actos de violência.»

Neste sentido, gostaria que a FPF, me enviassem a Nota Informativa, em que conste que a comida seria considerada substância proibida suscetível de possibilitar ou gerar atos de violência ou, apenas que estaria proibida a entrada de comida no recinto de jogo, conforme me foi informado à entrada. Mas o mais curioso de tudo, é que ao chegar à bancada, encontro um objeto suscetível de possibilitar atos de violência… uma pedra solta (Anexo pedra_jamor.jpg).


Comentários


Tomás Sousa

Esta gente.Nem liberdade têm




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