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Seat - Altea e Leon: carros homicidas

(editada a 15 de fevereiro 2018)

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No dia 04/12/2017, entreguei a minha viatura (SEAT ALTEA XL) no SEAT Service – M. Coutinho Porto para efetuarem a revisão dos 90.000km. Fui informado que a SEAT Portugal estava a oferecer um teste gratuito ao Ar Condicionado, mas que de momento não dispunham do aparelho para realizar o respetivo teste. Se até ao momento da entrega do veículo não tivessem o aparelho, seria contactado posteriormente para entregar novamente a viatura na oficina, algo que se verificou passados uns dias. No dia 21/12/2017, entreguei novamente a viatura no SEAT Service – M. Coutinho Porto para realizar o teste gratuito ao Ar Condicionado que demoraria cerca de 1h30. No final desse mesmo dia, fui informado que não me entregariam a viatura porque detetaram um problema no ABS e iriam substituir uma peça. Tratava-se de uma reparação indicada e oferecida pela SEAT Portugal. Conforme podemos verificar no documento entregue aquando da entrega do veículo na oficina, fui enganado deste o primeiro momento pelo SEAT Service – M. Coutinho Porto, pois na realidade, a minha viatura não iria realizar um teste ao Ar Condicionado, mas sim, a “Acção 45G5 (Unidade ABS / ESP)”. Após pesquisa, verifiquei que a Comissão Europeia publicou através do Sistema de Alerta rápido para produtos não alimentares perigosos, um alerta que indica que “A conexão à terra da unidade de controle do sistema ABS / ESP pode ser interrompida devido a uma sobrecarga termo-mecânica. Se isso acontecer, o sistema ABS / ESP falhará, levando ao risco de um acidente.”. Ao contrário de outros proprietários de viaturas da marca SEAT, eu nunca fui notificado por carta registada para fazer a respetiva verificação do sistema de ABS. Se eu não efetuasse as manutenções da minha viatura num SEAT Service, nunca seria informado desta necessidade, correndo o risco iminente de ter um acidente provocado pela falha do sistema ABS. Acontece que hoje, dia 14/02/2018, passados 56 dias, ainda não possuo a minha viatura, pois após a Acção 45G5, a minha viatura deixou de travar. Após 3 e-mails enviados para a SEAT Portugal com vista à resolução do meu problema, só recebi duas SMS que em nada me esclareceram. No dia 31/01/2018, após contacto com o SEAT Service M. Coutinho Porto, fui informado que o carro não estava pronto para entrega porque continuava a não travar. Perante esta informação e pela ausência de respostas da SEAT Portugal, informei que entregaria em definitivo o caso ao meu advogado, pois a falta de respostas às minhas exposições via e-mail demonstram a tremenda falta de consideração para comigo enquanto cliente e são manifestamente violadoras do dever de informação. Surpreendentemente, logo no dia seguinte, 01/02/2018, fui contactado pelo SEAT Service M. Coutinho Porto a indicar que a minha viatura se encontrava pronta a ser levantada. Veja-se que em menos de 24 horas conseguiram resolver o que não conseguiram em 43 dias. Dirigi-me à oficina e limitei-me a solicitar, para proceder ao levantamento da viatura, que fosse emitida uma declaração/termo de responsabilidade por via da qual atestassem a conformidade do veículo a circular na via pública, designadamente que haviam solucionado integralmente o problema identificado no sistema de travagem e, assim, que assumiam a responsabilidade por qualquer falha do sistema ABS se algum sinistro ocorresse, o que poderia até, apresentar mesmo um risco para a minha vida e integridade física, ao que, perentoriamente se recusaram emitir qualquer declaração nesse sentido, demonstrando desta forma a não conformidade do veículo em questão. Entregaram-me apenas um documento com as peças aplicadas na viatura, visto terem dois anos de garantia, documento esse, datado de 30/01/2018 e no qual podemos ler “Exam. Causa pedal ficar esponjoso (Após acao serviço 45G5”). Este documento é manifestamente revelador que desde o dia 30/01/2018 até ao dia 01/02/2018, não efetuaram qualquer procedimento para resolver o problema, indicando desta forma que o carro continua a não travar. Como é possível o SEAT Service M. Coutinho Porto ter a coragem de entregar uma viatura que não trava a um cliente, podendo provocar um acidente e até causar a morte ao condutor e/ou restantes pessoas na via pública?! Mais grave que isso é a SEAT Portugal ser conivente com toda esta situação, pois após as minhas comunicações e após o fax e carta registada enviada pelo meu advogado, manteve a mesma postura, não respondeu. No fundo, esta postura não me surpreende, porque pelo que podemos verificar no Portal da Queixa, das 76 Reclamações apresentadas, só 9,3% obteve resposta… Ou seja, 90,7% dos lesados nunca obtiveram qualquer resposta da SEAT Portugal. Como é obvio, o facto de não ter carro, tem provocado imensos transtornos na minha vida profissional e pessoal, originando também gastos supérfluos em deslocações. Até ao momento, o SEAT Service M. Coutinho Porto e a SEAT Portugal não se mostraram disponíveis para resolver o meu problema, problema esse causado por eles. Não obstante, questiono: Quantas viaturas homicidas existem em Portugal? Quantas viaturas da marca SEAT, modelos Leon e Altea foram comercializadas em Portugal e em quantas viaturas a SEAT resolveu o problema do sistema ABS? Relembro que nunca fui contactado pela SEAT Portugal para proceder à verificação do referido sistema, pelo que se não efetuasse as manutenções num SEAT Service, andaria a conduzir uma viatura homicida…

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