Burlas online geraram mais 22% de reclamações face a 2021 | Portal da Queixa

As reclamações relacionadas com burlas online aumentaram 22% entre janeiro e abril, comparativamente com o mesmo período homólogo de 2021, identificou o Portal da Queixa no âmbito do Dia Mundial da Internet assinalado esta semana. 

Dia Mundial da Internet

As reclamações relacionadas com burlas online aumentaram 22% entre janeiro e abril, comparativamente com o mesmo período homólogo de 2021, identificou o Portal da Queixa no âmbito do Dia Mundial da Internet assinalado esta semana. Os piratas informáticos, recorrem, tendencialmente, aos sites de marcas de moda para burlar, aproveitando a adesão ao comércio eletrónico e a falta de literacia digital de alguns utilizadores.

O aumento das burlas pela internet tem sido uma constante desde o início da pandemia, principalmente com o crescimento da popularidade em fazer compras online. Em 2021, a cibercriminalidade duplicou em Portugal, segundo os dados do Gabinete de Cibercrime da Procuradoria-Geral da República (PGR), que recebeu 1.160 denúncias, mais do dobro do que no ano anterior (544).

Entre as principais queixas dos consumidores registadas no Portal da Queixa, destacam-se as burlas online relacionadas com a criação de websites clonados (cópias de lojas online de marcas) e esquemas de phishing.

A liderar o ranking das reclamações por burla online, estão marcas como a Tiffosi, a Lefties e a Wizink. Relacionadas com as duas marcas do grupo têxtil espanhol Inditex estão casos de clonagem dos sites, onde os consumidores efetuam compras, não recebem o produto e perdem o dinheiro e, no caso da Wizink, o problema mais reportado refere-se às tentativas ou casos concretos de phishing.

Perante os crescentes perigos da internet, o investimento em cibersegurança deve ser uma prioridade vital para consumidores empresas, marcas e organizações. O caminho apontado pelo Portal da Queixa é o de construir uma forte literacia digital.

Antecipe as tentativas de burla online, de forma a evitar ser surpreendido, numa ótica de constante desconfiança que só trará benefícios a curto e longo prazo. Desta forma, não só está a robustecer a segurança dos seus dispositivos, como também poupa a sua carteira de encargos não desejados.

 

Sete dicas que podem ajudar:

  1. Crie palavras-passe seguras e atualize-as regularmente

Ter a mesma password para tudo é ser um alvo fácil. Hoje em dia, existem plataformas seguras – como o Lastpass ou o 1password, por exemplo – onde pode guardar as suas passwords, e assim evitar usar sempre a mesma. Pode ainda aceitar as palavras-passe geradas pelo Google e guardá-las em plataformas para o efeito.

  1. Não ignorar as atualizações de software

Demora apenas alguns minutos, e é uma importante ação que vai permitir atualizações de segurança e das configurações de privacidade. Contribui para a segurança, não só, de quem está a trabalhar remotamente, bem como, para a proteção da empresa de que faz parte.

  1. Emissor duvidoso, com mensagem de alerta

Nunca abra este tipo de mensagens de remetentes ou números desconhecidos, sobretudo se convidam a abrir um link ou a partilhar dados pessoais. As mensagens de alerta (supostas dívidas, pagamentos em atraso, alerta de cancelamentos) são uma prática comum em ataques de phishing. Apesar de intimidar ou gerar curiosidade, nunca deve abrir nenhum link suspeito e nunca partilhe dados pessoais. No caso dos emails, e tal como alerta a Autoridade Tributária, confirmar sempre o remetente de um email que receba e que pareça duvidoso.

  1. Marca ou entidade conhecida, mas com mensagem estranha

Se receber uma mensagem de alguma entidade ou marca reconhecida que convida à abertura de um link, não abra. No caso dos websites, certifique-se sempre de que são verdadeiros e não duplicados. Uma forma fácil de comprovar se o site é fidedigno e seguro é perceber se este tem Certificado SSL (se o site tem HTTPS e um cadeado na barra do endereço).  Para comprovar a sua segurança, passe o rato por cima da hiperligação para ver o URL completo, avaliando assim a confiabilidade do conteúdo.

  1. Ataques via redes sociais

A duplicação de perfis de marcas, celebridades ou influenciadores é real e cada vez mais comum. Existem perfis falsos de “Giveaways” que levam as pessoas a deixarem os seus dados pessoais ou cartão de crédito em plataformas desconhecidas. Existem perfis que enviam mensagem em massa a anunciar que foi o vencedor ou mesmo os que oferecem produtos diretamente. Em todos eles há algo que os denuncia: por norma, o discurso é duvidoso, tem erros de português, já que muitas vezes a tentativa de ataque é feita por hackers internacionais e que pedem sempre dados do cartão de crédito ou para subscrever alguma plataforma que leve à partilha de tal informação.

  1. Fraude bancária. Se foi vítima de phishing alerte o seu banco

Os bancos já estão atentos a situações de fraude, motivo pelo qual têm vindo a criar, cada vez mais, mecanismos de segurança na ativação de cartões. No entanto, a duplicação de cartões ou o extravio de dados ainda é um problema por resolver. Se foi vítima de phishing, cancele imediatamente todos os teus cartões e alerte o teu banco sobre o sucedido.

  1. À mínima dúvida, denuncie sempre e partilhe a sua experiência

A reclamação no Portal da Queixa não só alerta a marca sobre o que está a acontecer, como também ajuda outros consumidores a perceberem que podem estar prestes a ser alvo de fraude. Uma reclamação tem ainda o poder de levar a marca a pensar em soluções, por exemplo, reforçar a segurança do website, entre outras coisas, de forma a que este continue a ser seguro para os utilizadores. Aqui, as marcas também têm um papel importante, pois quando um ataque acontece, o primeiro passo a dar é no sentido de restabelecer a credibilidade e mostrar preocupação com o cliente.

 

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