COVID-19: testes aumentam, reclamações também

As queixas diretamente associadas aos testes COVID-19 assistiram a um crescimento de mais 50% entre dezembro último e 05 de janeiro de 2022.

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As reclamações registadas no Portal da Queixa, em 2021, relacionadas com a COVID-19 aumentaram 145%, face a 2020. As queixas diretamente associadas aos testes COVID-19 assistiram a um crescimento de mais 50% entre dezembro último e 05 de janeiro de 2022. O principal motivo de reclamação partilhado pelos consumidores no Portal da Queixa foi “o atraso no envio dos resultados”.

Entre o dia 01 de janeiro de 2021 e o dia 30 de novembro de 2021, foram registadas no Portal da Queixa 78 reclamações relacionadas com os testes à COVID-19. O mesmo número de queixas verificado ao longo dos onze meses do ano passado, é quase atingido no período de um mês e uns dias (entre 01 de dezembro de 2021 e 05 de janeiro de 2022), com um total de 63 reclamações partilhadas na maior rede social de consumidores em Portugal.

Apesar de a subida estar correlacionada com as obrigações legais e as recomendações das autoridades de saúde e governativas que vigoraram durante a época festiva de Natal e Ano Novo, não deixa de evidenciar um disparo de mais de 50% das experiências negativas relacionadas com a testagem.

No período de 01 de dezembro de 2021 até 05 de janeiro deste ano, os principais motivos de reclamação reportados são: o atraso no envio resultados (54%), problemas na marcação e/ou atendimento (27%), pagamento/reembolso dos testes (14%) e outros motivos (5%).

A análise feita ao total de reclamações recebidas por laboratório revela que, o maior volume de queixas pertence aos Laboratórios Germano de Sousa (40%), segue-se o laboratório Unilabs (27%), o SYNLAB (16%) e o Lumilabo (16%) - ambos em terceiro no ranking -, e com 2% das queixas, o Avelab.

Célia Ferreira é uma das utentes que recorreu ao Portal da Queixa para registar a sua reclamação dirigida aos Laboratórios Germano de Sousa: "Realizei na quarta-feira dia 29/12 eu e o meu filho teste covid no centro congressos Estoril e até este momento não obtive resposta, já passaram mais de 48h, já liguei para a linha de apoio do laboratório e a resposta é sempre a mesma temos de esperar. Esperar até quando? Não há uma explicação concreta.”

Marta Teixeira é outra consumidora que denuncia a falta de resposta/resultado ao teste realizado:

“Realizei o meu PCR, no dia 30/12, juntamente com os meus pais, foi dito que 48h tinha o resultado. Os meus pais tiveram resposta no dia 31/12, mas eu não tive qualquer resposta até agora, dia 02/01. Já entrei em contacto com eles e a resposta é sempre a mesma “já fizemos o reporte aos superiores" e mandei também um email e sem resposta. Estou à 72h sem qualquer resposta do meu PCR, em isolamento, aguardar que se lembrem de dizer a resposta do meu teste.”

A reclamação de Riccardo Fabiani é representativa de muitas das más experiências que aconteceram nos aeroportos do país: “(…) fui à Synlab no aeroporto de Lisboa para fazer um teste rápido antigénio e tomar o meu avião para a Itália da TAP das 13.05. Os funcionários da Synlab garantiram que os resultados do teste chegariam dentro de 40 minutos o mais tardar e que conseguiria chegar ao avião a tempo. Duas horas depois, quando já era tarde demais para o meu voo, voltei para a Synlab, onde descubro que os resultados do meu teste eram perdidos e ninguém conseguia encontrá-los.”

 

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