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EMEL - Pré-aviso de reboque de automóvel


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No dia 04/10/2018, começo a manhã com uma multa da EMEL porque a consulta médica demorou mais do que o previsto e a aplicação e-PARK ainda não funciona bem. Tentei extender o tempo de parqueamento em vão. Nesse mesmo dia, chego à zona da minha residência (Largo do Leão) depois das aulas de música do meu filho na Escola de Música do Conservatório Nacional. Estas aulas terminam sempre tarde. Dou várias voltas aos quarteirões vizinhos com um miúdo esfomeado e cansado dentro do carro. Abro a janela do lado do “pendura”, em frente ao parqueamento da embaixada, com os 8 lugares reservados vazios. Preparo-me para desabafar com o segurança, mas fiquei-me por um levantar de sobrolho e olhar de desespero. Pensei para comigo “pobre senhor, também não tem culpa!” Continuo à procura de estacionamento sempre com o vidro aberto. Passo mais 2 vezes em frente à embaixada e abrando. Já sem paciência, comento: “uma mãe exausta anda aqui às voltas há 30 minutos com uma criança que ainda não jantou e já deveria estar deitada e estes 8 lugares aqui sem carros...”. O senhor, sempre gentil e educado, responde “estes lugares pertencem à embaixada!” Retorqui, “eu sei que foram cedidos à embaixada quando os residentes ficaram sem estacionamento, lembro-me disso todas as noites em que o meu filho tem aulas no Conservatório que terminam à noite (que é apenas nesses dias em que utilizo automóvel em Lisboa). Já protestei por escrito à CML, mas não fizeram nada”. O senhor olhou para mim com ar compassivo. Respondo “eu sei que não pode fazer nada, mas, obrigada por me ter dado a oportunidade de desabafar sem se zangar comigo”. Sorri, arranquei e dei mais meia dúzia de voltas ao quarteirão até conseguir o lugarzinho tão desejado. Chego a casa já arrasada. Nos 3 dias seguintes não precisei de utilizar o carro. No dia 04, dirigi-me para o local onde tinha deixado o carro e reparo que não está lá. Não me apercebi que havia um lugar reservado, que creio que é novo na zona. Deduzi logo que o carro tinha sido rebocado pela EMEL. Accionei o serviço de localização e obtive a resposta do parque de reboques da EMEL onde o meu carro estava retido. A coima foi de mais de 200 Euros. Sou mãe na monoparentalidade (totalmente e em todos os sentidos, incluindo financeiramente). Já não tenho pais e não tenho familiares próximos. O parqueamento ao chegar tarde nos dias de aulas de Conservatório tornou-se um pesadelo. Considero totalmente abusivo a forma como a EMEL leva à revelia os automóveis sem avisar do que o que lhes acontece. No meu caso particular, como não utilizo o automóvel diariamente, fiquei a pagar dias extra, pensando que o automóvel estava bem estacionado. Não tenho salário para coimas da EMEL. E acho que a EMEL não tem competência moral para fazer este tipo de assalto a residentes que até lhes pagam anualmente para de vez em quando arranjarem um lugarzinho. Acho também abusivo o número de lugares cedido à embaixada. É uma percentagem muito elevada de lugares para um edifício com garagem comparativamente com a percentagem de residentes na zona, muitos deles com crianças pequenas que precisam mesmo de automóvel. Acho também ridículo que, com passeios tão largos tenham plantados várias árvores em locais de estacionamento. Gostaria de ver revista a coima que me aplicaram à revelia, sem qualquer aviso. É um serviço feio, que nada dignifica a CML e a EMEL.

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