Ex.mos Srs.
Na sequência das já muitas missivas por mim enviadas relativas a este processo de reclamação que já há muito se arrasta sem que, a vossa empresa ou a Stellantis, me tenham sequer contactado no sentido de me dar uma qualquer resposta, revelando assim um grande desrespeito por um vosso cliente cumpridor e cordial. Venho por este meio, e por uma última vez, apresentar-vos a situação referente ao veículo Citroen C3 com o motor tricilíndrico a gasolina 1.2 de 110 cv, matrícula 58-TA-49 que foi minha propriedade até há setembro de 2024.
Após a intervenção de substituição da correia da transmissão no veículo em causa aos 102.000km, em 15/05/2024, determinada pela vossa oficina, após uma série de verificações suscitadas por um consumo anómalo de óleo e por avisos do sistema eletrónico que foram de imediato respeitados por mim, encaminhando de imediato o veículo para a vossa oficina (segundo o que me informou o vosso funcionário, o Sr. Jorge Silva, de acordo com o programa de manutenção do veículo, a referida correia deveria apenas ser substituída aos 200.000km ou 10 anos), fiquei no dia 5/11/2024 a saber pelo vosso funcionário, Sr. Jorge Silva que cerca de apenas 2 meses (em julho de 2024) após a referida substituição da correia, a Stellantis emitiu uma “special coverage” que determina que para todos os veículos nas condições que o meu definitivamente apresenta (número de motor e plano de manutenção escrupulosamente cumprido nas oficinas da marca), a correia da distribuição deve ser substituída sem qualquer custo a pagar pelo proprietário do veículo.
Assim e tendo sido proprietário do veículo em causa, que adquiri no vosso stand de vendas de Ponte de Lima em 2017, com um contrato de assistência e prolongamento da garantia por 4 anos, e, repito: tendo sempre efetuado as revisões e manutenções necessárias e preconizadas pela marca, no momento certo, e sempre nas vossas instalações, venho aqui exigir que, tendo em conta todos os fatores que referi, e ainda que esta situação é do conhecimento do grupo Stellantis há já bastante tempo, mesmo tendo só em julho de 2024 estas determinações chegado aos concessionários portugueses (penso que em França tal já tinha acontecido mais cedo), me seja restituído, senão a totalidade, pelo menos uma parte substancial do valor que despendi na substituição da correia da distribuição do veículo e demais intervenções suscitadas pelo problema (não incluindo evidentemente o custo da revisão de rotina efetuada na mesma altura), que agora, com toda a evidência, a Stellantis assume como sendo, não da responsabilidade do tipo de utilização do veículo ou de qualquer falha na manutenção do mesmo, mas sim de um defeito deste motor e que, por tal, a responsabilidade e as despesas da necessária reparação não podem de modo nenhum ser imputadas aos proprietários dos veículos.
Lembro-vos também que logo desde o momento em que o veículo começou a revelar estes problemas, insisti junto da vossa empresa na necessidade de não ser prejudicado por aquilo que, tal e qual eu suspeitei, era de facto um problema do motor.
Assim sendo, insisto, que a não consideração desta minha pretensão como pertinente e legitima, não só constituirá um grande desrespeito por um vosso cliente que sempre cumpriu zelosa e escrupulosamente todas as vossas recomendações, como prejudica gravemente o nome da vossa empresa que assim perde a confiança que os clientes depositam nela.
Sem mais de momento, fico, uma vez mais, a aguardar uma vossa resposta que espero seja favorável a uma resolução a contento de ambas as partes envolvidas. Caso tal resposta não surja, pondero acionar os meios legais ao meu dispor, bem como contactar órgãos de comunicação social, no sentido de alertar a opinião pública para esta situação que, como se sabe, é comum a muitos veículos do grupo Stellantis e, como tal, afeta muitos proprietários dos mesmos.
Com os meus melhores cumprimentos.
João Monteiro
Esta reclamação tem um anexo privado
Data de ocorrência: 15 de maio 2024
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