Inscrevi-me na formação 0786 - Instalação e configuração de sistemas de gestão de bases de
dados, em abril do corrente ano (2024) e cuja data previsto de início seria maio do mesmo ano. Uma semana antes da data de início prevista, devido à falta de informação por parte do centro de formação, questionei os mesmos, via e-mail, acerca do ponto de situação. Fui então informada que, devido ao elevado número de inscrições, a turma de maio já estaria fechada (sem eu estar incluída na mesma) e que não haveria data prevista para nova turma.
Em setembro, recebo um e-mail para realizar nova pré-inscrição - procedimento que já havia realizado em abril - para a turma que iniciaria a 15/10/2024. Voltei então a realizar todo o processo e no próprio dia 15/10/2024, pelas 18h, recebi uma comunicação via e-mail a informar que a formação não iniciaria nesse e que no decorrer dos dias seguintes a receberia informação quanto à nova data de início. Curiosamente, no mesmo dia, pelas 21h, é que recebo a confirmação de que estava inscrita nesta turma (de notar que, se tivesse de facto iniciado na data prevista de 15/10, a sessão teria iniciado às 19h45, ou seja, a confirmação de inscrição foi recebida após data do suposto início da primeira aula).
A 25/10/2024 recebo a comunicação de que a formação seria então iniciada a 29/10/2024 e informação sobre todos os procedimentos a seguir para aceder aos conteúdos.
Ao iniciar a formação, fomos informados relativamente à questão das faltas e demais direitos e deveres, sendo que, faltas injustificadas, só poderíamos ter o equivalente a 5% das horas totais da formação (50h), ou seja, 2h e meia (sendo que cada sessão era de 3h).
Infelizmente, por motivos familiares de força maior e não suscetíveis de justificação
formal, não pude estar presente numa sessão completa. Informei antecipadamente o centro de formação de
que iria faltar naquela data, acusaram a receção do alerta e informaram-me que ficariam então a aguardar a respetiva justificação, pelo que informei de que não existiria justificação devido à natureza do motivo e não recebi qualquer resposta de volta. Uma semana depois, tendo percebido que correria o risco de não poder obter o certificado da formação devido à falta injustificada, questionei, novamente via e-mail, o centro de formação sobre o tema. Não obtive qualquer resposta durante as duas semanas que se seguiram pelo que contactei o centro via telefone. A colaboradora que atendeu, e a quem expus toda a situação, acrescentando que, sem possibilidade de obtenção do certificado, iria acabar por desistir da formação, informou-me que o tema não era da sua responsabilidade, pelo que iria verificar
com a colega, Helena Dias (a quem já haviam sido enviados os e-mail’s) e que me retornaria a chamada. Quando me devolveu a chamada, a colaboradora informou que, de acordo com a colega, Helena Dias, não havendo uma justificação "formal", ou seja, declaração médica ou da entidade patronal, não me seria possível obter o certificado final, independentemente
do resultado da avaliação, pois excedia o limite de faltas injustificadas e que a mesma tinha ainda acrescentado, e passo a citar, “se quer desistir que desista e que se inscreva numa próxima turma”.
Compreendo que haja um rigor no cumprimentos das regras definidas, até porque se tratam de formações financiadas e nas quais os formandos usufruem de uma pequena retribuição monetária, no entanto, este rigor só existe no que favorece a entidade e não se estende aos restantes parâmetros, nomeadamente, processos de admissão
e respetiva passagem de informação aos interessados e próprios formandos, o que deixa bastante a desejar a forma como tudo é gerido neste centro de formação. Até porque, a referida retribuição monetária que mencionei anteriormente, deveria ser auferida pelos formandos com base nas sessões assistidas e até à data de hoje, um mês após a minha desistência formal da formação, não auferi de nenhum valor a que teria direito.
Posto isto, só me resta supor que a entidade se aproveita de situações como a minha e outras semelhantes, para lucrar desses mesmos fundos de financiamento, visto que não tem qualquer tipo de interesse ou sensibilidade em tentar compreender situações particulares dos formandos.
Data de ocorrência: 14 de dezembro 2024
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