Dia 19 de Janeiro de 2026 dirigi-me ao centro de exames supracitado para realização de prova prática de condução. Do que revela o estado de espirito do examinador: na sala de espera perguntei se me deveria dirigir ao carro, porque, não tendo experiência, não sabia se mais algum procedimento haveria que cumprir. A resposta que obtive:" Não, vá buscar os pedais e o volante e faz-se aqui na sala de espera". Toda a gente tem o direito de acordar mal. A meio da prova, quando havia que cumprir contornar o passeio, pedi-lhe se por favor poderia baixar o dispositivo (cujo nome técnico nao sei) instalado por cima do para brisas para vedar o sol (o do seu lado) que nao me permitia ver nada uma vez que o sol me incidia diretamente na cara. Obtive de resposta: "Isto 'tá tudo contra si, já viu". Toda a gente tem o direito de acordar mal. Fui reprovado com o seguinte fundamento: "O candidato não cedeu passagem ao veiculo que circulava dentro da rotunda, obrigando o condutor a reduzir a velocidade para evitar o acidente". No momento em que ocorreu (não ocorreu) o incidente que suporta a fundamentação, manifestamente agradado diz " pois é, isto é que não pode acontecer". Terminando a prova diz .você conduz bem [etc.] mas aquilo ali [o que quer que seja que aquilo ali seja] é que não pode ser". Ora tanto não pode ser que não foi: Recordemos a norma sub judice, qual seja a de cedência de passagem em rotundas constante do art. 14º-A do Código da Estrada: "Nas rotundas, o condutor deve adotar o seguinte comportamento:
a) Entrar na rotunda após ceder a passagem aos veículos que nela circulam, qualquer que seja a via por onde o façam' Ora tal norma deve ser alvo de interpretação extensiva no sentido de que deve ser cedida a passagem a todos os veículos que objetivamente o condutor consiga ver, de outra forma só poderia circular um carro na rotunda, e o condutor teria de pedir os poderes emprestados ao super-homem para poder ver o lado oposto das rotundas que a mor parte das vezes se encontram adornadas por arbustos, estatuas, instalações...Tal parece ter sido o caso de um suposto carro. Ou, circunstanciando o caso para efeitos de clareza, tal é a cadeia de acontecimentos: antes de entrar na rotunda abrandei e eventualmente parei para cumprir a norma supracitada. Deixei passar todos os veículos que conseguia ver no meu campo visual. Depois iniciei a marcha simultaneamente com o veiculo, uma carrinha ligeira branca que se encontrava na saída imediatamente anterior à que me encontrava, o qual em nada teve de alterar a sua marcha em consequência da minha conduta. Terá existido um segundo automóvel, segundo conversa que tive com a instrutora, o qual só poderá ter surgido da saída antecedente à que me antecedia e portanto do lado absolutamente oposto à minha saída o qual não terei visto devido aos objetos que adornam a rotunda e o qual se terá aproximado rapidamente devido ou à velocidade com que circulava, ou à exígua circunfrência da rotunda ou à minha velocidade moderada (cumprindo os limites), ou a qualquer outro conjunto dos três. Repare-se que o examinador não impediu a entrada na rotunda! Nem poderia, porque o carro "não existia" no momento da decisão do inicio de marcha! Aliás, não impediu a marcha nem dentro da rotunda tendo sido eu a fazê-lo instintivamente em reacção à conduta do examinador que já dentro da rotunda revolvia o pescoço por detrás dos assentos de forma a tentar encontrar o dito carro (neste momento a prova aproximava-se do final, recorde-se) que, ja largos instantes, dentro da rotunda terá encontrado, passo no qual em que dizia pois é isto é que nao pode acontecer. Finalmente, desembaraçadamente retomei a marcha para não perigar com a segurança dos demais utentes. E nada aconteceu, nenhum outro condutor reduziu a velocidade, nenhum outro condutor travou abruptamente, nenhum apito foi acionado, nenhum automóvel teve de reajustar a sua trajetória, senão porventura em consequência da minha redução de velocidade. A prova terminou com examinador e instrutora (que fiquei a saber depois de tudo que ali estava para testemunhar a prova - o que não teria consentido se o soubesse antes uma vez que durante as aulas de condução ia mostrando atitudes antagónicas, antipaticas, manifestamente desadequadas com a realidade e reveladoras de inexperiência) em amena cavaqueira gozando com a severa crise de nervos que atormentava o candidato seguinte que remexia e remexia a barriga resultado de um crise intestinal que o atormentava desde de manhã perguntando por uma casa-de-banho. Um "cuidado que ele ainda se caga para aí" sorridente foram as últimas palavras que tive o desprazer de ouvir do examinador Carlos Marques. Ora nem tudo isto é resultado do exercício do direito a acordar mal, senão de inidoneidade para exercício das funções, desconhecimento das normas aplicáveis, e do puro prazer que sempre alguém haverá de ter pelo exercício de um despotismozinho que vem associado ao cabelinho de poder que o função acarreta, imoderavel porque o sistema de controlo da prova é opaco, dependente única e exclusivamente de testemunhas ou interessadas na reprovação ( o que não posso peremptoriamente afirmar a nível subjetivo dos interessadas, mas objectivamente interessadas na reprovação do candidato uma vez que novo exame acarreta novas aulas - fui informado de que repetir custa a módica quantia de €365, mais coisa menos coisa 1/3 da RMG) e num outro candidato de ,geralmente, dezoito anos, que também teve aulas com a mesma instrutora (da qual pode ser amigo, inimigo, namorado, ex-conjuge, room mate...enfim, ninguém sabe) que vai com uma carga de nervos resultante da eventualidade de ter de explicar aos pais que vão ter de desembolsar mais €365 e, todos, circulando nos bancos traseiros onde pouquíssima visibilidade há e que ninguém sabe o que vão a fazer. A instrutora in casu, ia mexer no telemóvel quando me mudei para o banco de trás por troca com o outro candidato. Finalmente, na medida em que seja relevante o examindador apontou os kms efetuados de forma aleatória (para não destoar com o resto da prova). Perguntou-me pelos km, eu disse-lhe o nr que via no painel de instrumentos, ele apontou, a instrutora apercebeu-se de que aquele era outro nr, não o dos kms, ao que o examinador respondeu "'tá bom, este numero" recusando-se a corrigir e apontar o numero correto. Terminada a prova perguntando outra vez pelos kms pergunta-me "diga-me lá o nr que tem ai' eu dei-lhe agora sim o nr dos kms, e ele disse "outro nr, esse não' tal número o correspondente aos kms nunca foi apontado tendo a coisa terminado com "não importa, este tá bom", desinteressando-se. Nunca na minha vida, em tão curto espaço de tempo vi incompetência tal. Ao efetuar a reclamação no centro de exames instrutora e pessoa junto da qual efetuei a reclamação dizem-me "sabes que isto quase de certeza não dá em nada", 'repetir custa só €40' 'se reclamares não podes fazer ja exame, tens de esperar pelo resultado da reclamação que pode demorar. A decisão de reclamar tem de ser absolutamente livre.
Data de ocorrência: 19 de janeiro 2026
O problema não é apenas a reprovação, que faz parte do processo normal de aprendizagem, mas sobretudo a forma como algumas provas são conduzidas e a qualidade dos relatórios que fundamentam essas decisões. Em vários casos, os relatórios limitam-se a assinalar normas legais sem descrever de forma clara e concreta o que realmente aconteceu, o que dificulta qualquer verificação externa e cria a sensação de que são elaborados com a convicção de que dificilmente serão postos em causa.
É também preocupante o ambiente de pressão que alguns candidatos relatam durante as provas, quando já se encontram naturalmente nervosos, bem como a falta de profissionalismo em determinadas situações descritas por diferentes utilizadores.
Outro aspeto recorrente é a mensagem transmitida a candidatos de que reclamar pode atrasar a repetição do exame e que, em regra, “não vale a pena reclamar”. A decisão de reclamar deve ser livre e informada, sem condicionamentos indiretos.
Quando surgem relatos semelhantes de diferentes candidatos, deixa de parecer um caso isolado e passa a justificar uma reflexão séria sobre os procedimentos adotados.
Todos aceitamos que reprovar pode acontecer. O que os candidatos esperam é apenas rigor, transparência e profissionalismo na avaliação.
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