Exmos(as), Senhores(as) ,
Eu, ALEXANDRA RODRIGUES, neta de ETELVINA PAREDES, venho, por meio deste e-mail, apresentar uma denúncia em nome da minha avó que se encontra na vossa unidade de saúde hospitalar.
Iniciando pela exposição dos factos que levam a este denúncia/reclamação, indico que, desde a entrada da minha avó na urgência do Hospital supramencionado, esta encontra-se, ainda, no serviço de Urgência com pulseira laranja com diagnóstico de um AVC de extrema gravidade. Desde então, nada aparenta ter sido feito para que exista um plano de tratamentos, bem como nenhuma informação é dada à família, em concreto, sobre o seu estado de saúde, planos de tratamentos e próximas fases sobre possível internamento ou encaminhamento para outro hospital que preste melhores cuidados de saúde à minha avó tendo em conta a sua condição clínica. Ademais, acrescento que, além da clara violação dos artigos 13.º e 15.º da Lei n.º 15/2014, os direitos do utente, na sua generalidade, estão a ser colocados em causa por parte do Centro Hospitalar em questão, já que a higiene da minha avó é precária e, ontem, no dia 20/01/2026, tive de fazer-lhe uma pequena higiene, dado que encontrava-se com os olhos secos de lágrimas que deitou e tinha a boca cheia de sangue. Após ter-me dirigido a duas enfermeiras e ter pedido auxílio no tratamento da minha avó, uma destas acompanhou-me e, ao limpar-lhe a boca, encontrou um comprimido na sua boca. O caricato da situação é que a minha avó encontra-se com sonda nasogástrica e, como será óbvio, ainda para mais para pessoas entendidas de Medicina, não consegue alimentar-se, logo não consegue, também, tomar comprimidos desta forma.
Acrescendo que, no dia 19/01/2026, falei com a Dr.ª Mónica, doutora que estava a acompanhar o processo clínico da minha avó no período da tarde (19h) e informou-me que o AVC foi de grande impacto, tendo mais de 50% do cérebro afetado, mas que "a sua avó tem 92 anos...". Ora, com isto, transmitiu-me que não estão a tratar devidamente da minha avó devido ao fator idade, algo que contraria absolutamente os direitos fundamentais da pessoa, nomeadamente o artigo 64.º, n.º 1 e n.º 2, alínea a) da Constituição da República Portuguesa.
Além disso, ontem, tentei, novamente, falar com a doutora responsável pela situação clínica da minha avó. Foi-me dito que o processo, ontem, dia 20/01/2026, encontrar-se-ia entregue à doutora Joana, no período das 18h30. Após ter procurado incansavelmente a doutora em apreço, foi-me dito que teria ido fazer uma pequena pausa para lanchar. Certo é que, por volta das 19h15, hora a que acabei por ir embora, a doutora ainda não tinha regressado ao seu posto de trabalho, impossibilitando-me de falar com a mesma.
Assim, apresento queixa junto do Gabinete por violação dos direitos do utente e por um possível caso de recusa de tratamento médico, previsto no artigo 284.º do Código Penal português, e, porventura, negligência médica, segundo os termos do artigo 150.º do Código Penal português. Exijo, deste modo, o tratamento da minha avó, ainda hoje, e que seja elaborado um plano de tratamento e/ou encaminhamento para a unidade indicada à situação clínica ou hospital com meios para procederem ao tratamento do problema de saúde indicado.
Se a situação em questão não for resolvida ainda hoje e com a maior brevidade possível, serei obrigada a acionar os meios legais ao meu dispor e entrarei em contacto com a comunicação social para dar conta da forma desumana como tratam os pacientes.
Sem outro assunto,
Alexandra Dalila Gordo Rodrigues.
Data de ocorrência: 18 de janeiro 2026
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