Venho por este meio mostrar o meu descontentamento para com a medica Dr. Carmen do serviço de Medicina Interna , 1-C.
O meu pai esteve internado todo o mês de Dezembro de 2025 neste serviço, no qual foi diagnosticado com uma Metástase Pulmonar derivado do problema oncológico que tinha tido há 5 anos atrás. Durante o mês de Dezembro tudo correu minimamente bem até ao dia em que decidiram mandá-lo para casa. Saiu no dia 2 de Janeiro de 2026 com um pedido de consulta de oncologia "urgente" feito pela mesma Drª, que também ficou encarregue de pedir o transporte para a mesma consulta, o que não aconteceu. Fiz um telefonema para a mesma Drª a confirmar o dia e hora para esse mesmo transporte, no qual me disse para ficar descansada. Acreditei. Sabendo do grave problema do meu pai, deixarem-no sair foi a pior coisa que fizeram, acredito que estivessem a precisar de camas. Pois no momento da alta disseram que não o tinham posto na lista de cuidados paliativos pois ele ainda era autónomo - mentira!!!
No dia da dita consulta qual o meu espanto quando chego ao hospital e após muito custo, pois já estava na hora marcada da consulta, quando descobri que a Srª Drº Carmen não tinha feito o pedido de transporte. Teria que ser eu a pagar do meu bolso, o que nem isso consegui, pois não havia ambulâncias disponíveis em lado nenhum. Consegui falar com o Dr. que o ia atender, e com o que lhe contei a resposta dele foi direta "nem sequer devia de ter tido alta, tem que ser internado e JÁ!!!".
Em relação á consulta e funcionários do Hospital dos Capuchos, nada a apontar. Foram todos muito prestáveis e só tenho a agradecer toda a empatia que tiveram para comigo e para com a minha família.
Conseguimos que isso fosse possível no dia seguinte a esta consulta feita por mim - dia 23/1/2026 - sexta-feira. Infelizmente já nada havia a fazer, somente o conforto para uma partida mais aconchegante. O que acabou por acontecer no dia 28/1/2026. Poderia ter prolongado mais um tempo de vida, se tivesse sido acompanhado da forma mais correta. O que me leva a pensar que o mandaram para casa mesmo para morrer. Foram os piores dias que qualquer pessoa pode ter. Ver as pessoas que mais amamos a definhar de uma forma horrível, as alterações físicas eram diárias ao ponto de ficar em pele e osso.
Faço deste assunto uma queixa para que outras pessoas não passem pelo que o meu pai passou, e nós também como família.
Aqui fica o meu descontentamento e desabafo também.
Carla Martins
Data de ocorrência: 22 de janeiro 2026
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