PSP

Polícia de Segurança Pública

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Categoria
Polícia, Emergência e Bombeiros

Telefone: 218111000

Morada
Largo da Penha de França, 1 Lisboa

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PSP - Falta de actuação perante sucessivas queixas de ruído

Sem resolução
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Pedro Dias apresentou a reclamação

Na sequência da atitude atípica dos vizinhos que residem na morada R. Vale do Milho, Algueirão Mem Martins, venho por este meio apresentar queixa e expressar a minha frustração perante a inércia das autoridades após inúmeras queixas e telefonemas sobre a situação em apreço.

A.S., proprietário e sócio da Empresa de Construção Civil com o mesmo nome com sede na morada indicada, onde coabita em moradia unifamiliar de piso térreo com a esposa e o filho, é detentor de dois cães de raça Pitbull Terrier que se encontram acorrentados no fundo do quintal, juntamente com um terceiro cão de grande porte (presumo que uma espécie de mastim) que anda solto na propriedade. Não foram educados, uma vez que estão presos por correntes por "fazerem muitos disparates e não serem como os outros cães". Alguns desses disparates incluem, por exemplo, saltar o muro e invadirem o meu quintal, deixando fezes nos canteiros e afoguentando os gatos, como sucedeu várias vezes.

O proprietário raramente está presente e a esposa ausenta-se da residência de manhã cedo, regressando apenas ao final da tarde. Durante este período de tempo, apenas o filho já adulto está presente na morada, ausentando-se regularmente depois das 16h, momento a partir do qual os cães não se cansam de ladrar e de ganir persistentemente durante várias horas seguidas até ao regressar dos donos. O ladrar e o ganir ocorrem igualmente ao longo da madrugada ou durante a manhã sem que os proprietários tomem qualquer tipo de iniciativa, mandando apenas os cães calarem muito pontualmente. Os animais ganem, ladram, dão saltos e puxam pela corrente e não recebem qualquer outro tipo de atenção para além de serem alimentados. Nunca os constatámos a sair da propriedade e a serem passeados e passam-se semanas sem darmos conta de eles estarem soltos (e quando estão é por períodos muito curtos de tempo)

Para além das questões relacionadas com os cães que fomentam o mau ambiente de vizinhança, também era frequente os vizinhos provocarem ruído com obras ilegais durante o fim de semana onde inclusive trespassaram propriedade, entre outros abusos, como câmeras de vigilância exteriores apontadas para a nossa propriedade (e que nos motivaram a reclamar junto da CNPD, a qual agiu em tempo útil na correcção da questão).

Os vizinhos já tinham sido alvo de queixa na polícia em meados da década de 2000 por causa de uma cadela que anteriormente possuíam e que ladrava junto da janela dos nossos quartos ao longo da noite em períodos irregulares e por vezes prolongados. Naquela altura, a polícia interveio e a situação melhorou, embora nunca se tivesse totalmente resolvido.

A minha mãe, aposentada de 65 anos de idade, que permanece na maior parte do tempo em casa ou a cuidar do quintal, é castigada com o ganir e o latir persistente e constante dos animais. Esta situação ocorre há vários meses desde 2017 e começa a afectar o seu estado emocional, que por vezes se vê obrigada a sair de casa para não ficar exposta ao ruído constante causado pelos cães sempre nas mesmas horas, que lhe geram ansiedade, nervosismo e aumentos de tensão. Pessoalmente, também já tive de me levantar entre as 2 e as 7 da manhã para tocar à porta dos vizinhos esperando que o ruído dos cães cessasse de modo a conseguir descansar durante a noite.

Quando abordada pessoalmente, a conversa com a proprietária rapidamente escalou a conflito, como seria de esperar, com as afirmações: "os cães são meus e eu faço o que quiser com eles". Outras frases foram entretanto proferidas, de forma provocatória, entre as quais: "se não os quer ouvir use tampões para os ouvidos" (esta última citada recentemente pelo filho dos proprietários). Temos inclusive conhecimento que outra vizinha já se manifestou pessoalmente por causa da mesma situação há vários meses atrás.

Mediante estas situações, a polícia foi contactada telefonicamente inúmeras vezes e chamada ao local. Apesar de termos invocado as leis acerca do Ruído de Vizinhança, presentes na alínea r) do art. 3º do Regulamento Geral de Ruído e os arts. 24º e 30º e de termos igualmente formalizado uma queixa junto da Polícia Municipal em 29.12.2017, a polícia não liga nenhuma à lei. Nenhuma medida foi tomada a nosso favor e a situação ainda permanece ao fim de tantos meses. Os agentes da esquadra da PSP do Algueirão já disseram um pouco de tudo, como: "não podemos fazer nada", "a senhora quer que façamos o quê, que mandemos calar os cães?", "se calhar ladram porque sentem o cheiro dos gatos", "a senhora tem de aguentar, temos de ser tolerantes", "nós conhecemos o filho e também os cães, eles são mansos", entre outras frases.

Com tantas campanhas de sensibilização e actualização de leis no que concerne à protecção e ao bem estar dos animais, não percebemos como é que os proprietários conseguem perturbar tanto os seus próprios animais (ao mantê-los acorrentados o tempo todo, parte do qual a ladrar e a ganir durante longos períodos) como os vizinhos, sem que nenhuma autoridade tome qualquer tipo de providência.
04 Abr 2018
Pedro Dias adicionou uma resposta

A situação parece estar moderada agora, felizmente não temos tido motivo de queixa nos últimos dias, não sabemos por que motivo. No entanto, não sabemos se é apenas momentâneo. Ainda se encontra por desenrolar a queixa apresentada pelos vizinhos, aguardando pelo contacto da PSP.

04 Abr 2018
Pedro Dias adicionou uma resposta

De reforçar que, sem a PSP se pronunciar, não pretendo dar esta queixa como resolvida porque na prática ainda não temos qualquer informação de ter sido ou não.

10 Abr 2018
Pedro Dias adicionou uma resposta

A situação continua a ocorrer. Já temos vários vídeos e gravações com os cães a ladrar e a ganir constantemente sempre que o filho dos donos sai de casa. As gravações têm entre 10 e 50 minutos mas o ladrar e ganir dos cães dura horas.

29 Abr 2018
Pedro Dias adicionou uma resposta

Apesar de haver uma lei sobre o ruído de vizinhança, a PSP recusa-se a tomar qualquer tipo de actuação, permitindo assim que os cães possam continuar acorrentados a ladrar e a ganir sempre que ninguém está em casa, e isso ocorre todos os dias a partir das 16:00 e também aos fins de semana quando deveríamos estar mais descansados. Já se tornou habitual acordar. Já perdemos a conta ao número de telefonemas e de queixas apresentadas.

As provocações continuam, com a mulher a espiar constantemente a nossa casa sempre que vem ao quintal, e quando confrontada com o porquê de nos observar com essa frequência afirmou que gosta de observar a nossa cobardia (??). O marido entretanto já me ameaçou com violência física caso se cruze comigo na rua e vi-me obrigado a apresentar queixa contra o mesmo para me salvaguardar no caso de ocorrerem futuros comportamentos violentos da sua parte. Teremos de resolver a situação pela via judicial.

24 Ago 2018
Pedro Dias adicionou uma resposta

Passados estes meses todos continua tudo na mesma e teremos de ir a tribunal. Já apresentei queixa da PSP ao IGAI mas duvido que alguem faça alguma coisa. Para haver actuação da parte da PSP a situação teria de escalar a crime de tiro ou facada.

24 Ago 2018
Pedro Dias adicionou uma resposta

Soubemos também entretanto que os vizinhos apresentaram uma queixa caluniosa contra a minha mãe, acusando-a de acções que nunca tomou e de danos que nunca provocou a pedirem uma indemnização. É o que acontece quando se lida com gente sem princípios e sem vergonha nenhuma.

01 Set 2018
Pedro Dias adicionou uma resposta

Os vizinhos estão animados com convidados em casa desde meio desta semana. Hoje, dia 01.09.2018, os vizinhos decidiram fazer serão até quase às 2 da manhã com os convidados no barracao/anexo ilegal que construíram no ano passado ao lado do meu muro. Ligar para a esquadra foi inútil porque nem o telefone atenderam.

09 Set 2018
Pedro Dias adicionou uma resposta

Da queixa do IGAI resultou um telefonema da PSP, que irá voltar a contactar-me amanhã. Estou ansioso para ouvir o tipo de desculpas que me vão apresentar. Mal posso esperar. Neste momento estou para poucas conversas.

Já percebemos que os vizinhos fazem de propósito na tentativa de provocar. Ontem, sábado dia 08.09.2018 de Setembro, começaram a ganir e a ladrar às 10 da manhã e só pararam às 21. Tiveram pausas pontuais, provavelmente enquanto estiveram a dormir, mas o resto do tempo foi maioritariamente a ladrar e ganir por intervalos. E esteve gente em casa durante alguns desses períodos.

Hoje, domingo dia 09.09.2018 a mesma coisa, mas começou às 9 e das 10 às 11 foi um autêntico festival canino. E está gente em casa também.

13 Set 2018
Pedro Dias adicionou uma resposta

O contacto telefónico que foi recebido foi bastante profissional, muito acima do tipo de atendimento que recebi na esquadra e que deixou muito a desejar. Aguardo agora por novo desenrolar.

13 Set 2018
Pedro Dias editou a reclamação
02 Out 2018
Pedro Dias adicionou uma resposta

Na última conversa, a mais recente, fui acusado pelo Agente Silva no dia 15.09.2018 de tratar mal os colegas e o agente foi claro: "A PSP não vai resolver o problema dos cães a ladrar". Com estas mesmas palavras.

Embora a nível superior já me tenham explicado o procedimento, os agentes de nível baixo contradizem e não atuam de forma nenhuma. Nem sequer querem saber. É excusado contrar com a PSP. As poucas vezes que tive de esperar na esquadra, é vê-los tirar cafés atrás de cafés da máquina, enquanto conversam sobre futebol, e ainda gozam com as reclamações das pessoas. A lei é para enfeitar papel, só se aplica a quem a cumpre.

13 Out 2018
Pedro Dias adicionou uma resposta

Mais um sábado de cães presos a ganir enquanto os donos andam a passear e a divertir-se. Nem vou ligar para a esquadra, para não incomodar os srs. agentes que preferem estar lá a falar de bola e a tirar cafés. Se ligo, acusam-me de maltratar os agentes.

13 Out 2018
Pedro Dias adicionou uma resposta

O IGAI decidiu desde então ignorar os e-mails. Era de esperar. Continua na mesma.

15 Nov 2018
Pedro Dias adicionou uma resposta

Recebi mais uma resposta da PSP via e-mail, a indicar mais uma vez que os cães estão bem tratados e mais umas patacoadas legais que eu já conhecia antes de ter falado com eles pela primeira vez. Fizeram uma visita cá a casa esta semana na sequência de queixa que a minha mãe apresentou, e foi uma recepção fantástica segundo ela descreveu. Fizeram os habituais comentários da praxe, acrescidos de insinuações em como ela era maluca por dizerem que não ouvem cães nenhuns quando cá vêm.

Uma coisa é certa. Já desisti de tentar resolver a situação por via das autoridades e vou aguardar pelos próximos anos para a natureza tratar dos cães ou dos donos porque nada dura para sempre. Os animais estão condenados a uma vida em cativeiro com corrente ao pescoço, mas já não me preocupa isso desde que algum dia me deixem de chatear. Hoje estou doente em casa e neste momento está a cadela a ladrar e a ganir como tem sido habitual todos os dias, pior ainda aos fins de semana quando as excelências vão passear e deixam os cães encarcerados nas correntes.

15 Nov 2018
Pedro Dias adicionou uma resposta

Resta portanto dar a situação como não resolvida.

29 Nov 2018
Pedro Dias adicionou uma resposta

O IGAI diz que não se passa nada de especial e por isso arquivou a minha queixa.

Vivemos numa anarquia. A PSP é uma instituição inútil. Ninguém resolve nada neste país. Não me vou indignar mais com a situação, já vi que a solução seria mudar-me para um país que não fosse do terceiro mundo.

27 Dez 2019
Pedro Dias adicionou uma resposta

E é isto que acontece até ao dia de hoje sem que ninguém faça absolutamente nadsa!
https://www.youtube.com/watch?v=vsJCK3nwZSg

31 Dez 2019
Pedro Dias adicionou uma resposta

Seguindo as indicaçōes, apresentei queixa junto do SEPNA, que por sua vez reencaminhou para o COMETLIS, a quem já apresentei queixa em fevereiro de 2018. Nada se resolveu. Não será por esta via...

26 Jan 2020
Pedro Dias adicionou uma resposta

Contactada a COMETLIS novamente depois de queixa redireccionada pelo SEPNA, vieram à minha reisdência, indicaram que iriam falar com os donos, mas nada resolveram. Continua tudo na mesma. Hoje, Domingo 26.01.2020, os vizinhos foram passear de manhã e os cães ficaram lá no recanto acorrentados a ladrar e a ganir. Já não sei quem mais contactar nem como resolver o problema sem ficar duplamente prejudicado.

25 Fev 2020
Pedro Dias adicionou uma resposta

Hoje, vésperas de carnaval, tendo passado a tarde em casa, o canil abriu às 16:20. Saí de casa durante a tarde com a minha mãe nesse momento. Há poucos dias atrás, andaram os cães à luta uns com os outros dentro do quintal. Nem há comentários. Algum dia a situação terá de se resolver. Resta saber quantos anos mais teremos de esperar, e o que virá depois disso...

27 Fev 2020
Pedro Dias adicionou uma resposta

Hoje, recebo mensagem da minha mãe a dizer que os cães estão impossíveis, mais de 3 horas seguidas a ladrar e a ganir. Assim que tiver possibilidade terei de ir a tribunal, com custas elevadas e sem saber o desfecho. Mas vou até onde tiver de ir para defender os direitos que temos.

16 Mar 2020
Pedro Dias adicionou uma resposta

Nem quando estou eu em casa por causa do virus esta gente deixa de sair de casa para fazer a sua vidinha normal, e continuam a deixar os cães acorrentados. Esta gente não merece ter cães, deveriam ter peluches de estimação, já que não sabem a responsabilidade que implica ter animais, ainda por mais de uma raça que deve obedecer a lei específica mas que conseguiram contornar para registar como raça indeterminada...

23 Mai 2020
Pedro Dias adicionou uma resposta

Durante as últimas semanas ou meses, a situação tem sido tolerável. aliás, mesmo com gente em casa, os animais não costumam ladrar sequer. Mas agora que a proprietária voltou a trabalhar, começa tudo a voltar ao mesmo e ontem já notámos diferença. Hoje, sábado de tarde, devem ter saído e lá vão continuar os animais a ganir durante a tarde, de forma intervalada que depois se acentua. Tomámos a decisão de avançar com uma queixa para o tribunal. Assim que os serviços ficarem regularizados é isso mesmo que iremos fazer.

Há muitos cães na vizinhança, que ladram por vezes de forma quase descontrolada, mas só quando alguma coisa se passa na rua, como outros cães a passarem, e pouco depois calam-se. Até fico satisfeito quando oiço ladrar e me apercebo que não são os do vizinho, não me causa incómodo nenhum e fico mais descansado. Agora, basta ouvir o mesmo ladrar sofrido da pitbull aqui do lado uma ou duas vezes, principalmente quando estou a dormir, que a partir daí já sei o que à partida me espera e fico logo com os nervos à flor da pele, é impressionante.

26 Mai 2020
Pedro Dias adicionou uma resposta

E pronto, não tardou muito. Eu ainda estou em casa porque a minha actividade continua fechada e continuará. Acordei por volta das 8 da manhã com a banda sonora do costume só que desta vez ainda não se calaram e já é quase meio dia. Voltei a 2018 outra vez. Vamos ver quantas horas serão agora.

24 Jun 2020
Pedro Dias adicionou uma resposta

Estando a situação de calamidade a apertar na região de Lisboa, e apesar de ter voltado a actividade presencial com muitas limitações, ainda passo grande parte do tempo em casa, saíndo só a meio da tarde em alguns dos dias. Hoje, estou há quase 3 horas a ouvir a mesma cadela a ladrar/ganir, acorrentada, não se cala e não deve estar ninguém em casa. Já estamos a antever que vai ser a tarde toda. Estou ao computador e até tenho dificuldade em concentrar-me. Não oiço mais cão nenhum a ladrar nem no horizonte, apesar de haver uma data de cães na zona. Fora a cadela acorrentada, só oiço os passarinhos quando venho ao quintal. Isto é demais...

27 Jun 2020
Pedro Dias editou a reclamação
29 Jun 2020
Pedro Dias adicionou uma resposta

Vieram, há 2 dias atrás, um conjunto de agentes da PSP à minha casa na sequência de um e-mail que a minha mãe enviou. Os agentes falaram com a proprietária.

A conversa não serviu de nada. Hoje, feriado municipal, segunda feira, temos visitas em casa, já saímos e já voltámos. Os aqui do lado donos novamente voltaram a sair e a deixar os cães acorrentados a ladrar e a ganir que não se calam durante a tarde.

Mal posso esperar para levar isto para o tribunal, mas ainda vão levar anos...

29 Jun 2020
Pedro Dias adicionou uma resposta

Já percebemos que a PSP, a quem compete o atendimento a este tipo de queixas, não vai resolver o problema. Aliás, já me foi dito expressamente por telefone. Não vale a pena continuar a reclamar por aqui. Já cá só vinha por desabafo e partilha de experiências de qualquer modo, porque é evidente que nunca a PSP vai ler isto, e mesmo que leia não vai fazer nada que resolva o problema.

26 Jul 2020
Pedro Dias adicionou uma resposta

Hoje, domingo 26-07-2020 começou cedo. Ao fim de mais de 2 horas de cães a ladrar e ganir liguei para a esquadra. Perguntaram se os vizinhos estavam em casa, ao que disse que não deviam estar para os cães estarem a ladrar assim e já não ia lá tocar à campaínha. Disseram de imediato que se os vizinhos não estiverem em casa a PSP não vem ao local. A conversa correu mal, pois claro, comecei a chatear-me.

Desta vez fui à esquadra pedir o livro de reclamações e a conversa com o chefe começou logo a descambar, como aliás acontece quase sempre... Com alguma falta de paciência lá voltei a explicar a história dos cães e das queixas desde 2017. Interrompeu-me logo para dizer "mas os cães ladram...". Também perguntou se a culpa dos cães ladrarem era da PSP, entre outras coisas. Desconversa total. Terminou dizendo que não me ia responder porque senão eu reclamava era do chefe. Preenchi o livro. Não deve dar em nada, mas continua-se a tentar.

27 Ago 2020
A reclamação foi considerada "Sem Resolução" por falta de actividade
26 Nov 2020
Pedro Dias avaliou a marca

1/10

Não

Voltaria a fazer negócio?

Infelizmente a situação arrasta-se há anos e não se resolve como deve ser, para mal dos meus pecados. A polícia não compreende, e os donos dos cães não só não querem saber como acham que embirramos por qualquer ladrar que os animais façam, mas a verdade é que estão mal educados, nunca são passeados, passam os dias acorrentados e já mal os posso ouvir. Assim que a cadela começa a fazer o duplo ladrar sofrido começo a meter as mãos na cabeça e a ficar com ansiedade porque nunca sei a soda que vou levar. Pior a minha mãe, que passa a maior parte do tempo em casa mesmo quando não há confinamentos...

Esta reclamação foi considerada sem resolução

Comentários (31)

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Marco Lopes

Caro Pedro, eu vivi durante quase 2 ANOS uma situação parecida. Não querendo tomar medidas drásticas, e querendo ir pela via legal, SOFRI bastante até perceber como funciona o sistema... Cheguei até ir à PSP, ao qual me foi dito que é complicado, etc etc, mas não me informaram sobre os meus direitos! Foi apenas na departamento de fiscalização da CÂMARA que fui devidamente informado.
1) A câmara é que pode ACTUAR no que toca a MULTAS (e são pesadas!) mas necessita de um AUTO da autoridade a confirmar o RUÍDO de vizinhança
2) Quando estiver a ser incomodado, CHAME A PSP para uma ocorrência de RUÍDO de VIZINHANÇA (relativa a cães / canídeos). Está explícita na LEI.
3) Identifique-se e peça que seja levantado auto da ocorrência. Certifique-se que foi testemunhado RUÍDO de VIZINHANÇA.
4) A PSP tem depois de enviar o AUTO para a CÂMARA para processamento (insista em verificar junto da PSP e câmara quando é que os autos são enviados... eu andei 1 ANO num jogo de empurra até que finalmente enviei emails e fiz telefonemas para todas as partes envolvidas, até que finalmente alguém se mexeu!)
5) REPITA O PROCESSO A CADA SITUAÇÃO de RUÍDO! NÃO DESISTA!!!

E note-se que a LEI do ruído de vizinhança (é assim apelidada) aplica-se 24 horas por dia! (ao contrário do que a crença popular quer fazer crer - apenas horários nocturnos), e TEM informação detalhada sobre incomodidades causadas por ANIMAIS: https://www.dropbox.com/s/dndbw3t5xdlfybq/Ruido_vizinhanca.pdf

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Marco Lopes

Apenas um update: não posso deixar de ficar indiferente ao voltar a ler o texto ("se não os quer ouvir use tampões para os ouvidos"). Eu ouvi estas EXACTAS AFIRMAÇÕES... e mais algumas!!! VOLTO a dizer... NÃO DESISTA! NÃO FALE COM ESSAS PESSOAS! NÃO PERCA O SEU TEMPO! Vai ser INSULTADO e ainda pode, tal como aconteceu com a sua mãe, perder a paciência, e depois a lei fica do lado dos prevaricadores!!!! NUNCA ENTRE EM CONTACTO COM ELES! CHAME A PSP. TODOS OS DIAS se for necessário! NÃO ABDIQUE de um DIREITO SEU! SEJA DE DIA OU DE NOITE! Chame a PSP nem que seja 7 dias por semana! Verifique sempre que foi constatado o ruído (por vezes quando a PSP chega pode não ouvir a barulho porque... por azar, parou!). Quantos mais autos forem levantados melhor! Não espere semanas por uma resposta até chamar a PSP novamente. Chame SEMPRE que os cães repetirem o comportamento.

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Paulo Alves

Desde há umas semanas tenho o mesmo problema. Falei a bem com os donos umas 3 vezes pelo menoa, não sendo nem pessoas razoáveis e nem sensatas, desisti de tentar resolver a bem. O problema é que quando ligo para a PSP a resposta que me dão é que esse assunto é com a polícia Municipal, lá mandam fazer uma queixa para o serviço de fiscalização que funciona durante o dia. Ou seja ninguém comparece para verificar a dita ocorrência de ruído de vizinhança, perante o tipo de respostas, fico sempre com a sensação que os estou a aborrecer com um problema insignificante.Consegui hoje que a P.Municipal aceitasse a denúncia e não faço quando ocorrerá a dita fiscalização.

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Gonçalo BRITO

Ao pe do centro saude de mem martins e o mesmo desde o proncipio deste ano os sr da vivenda a minha frente dicidiram fazer colecao de caes sao alguns 50 caes .ja foram feitas queixas na psp que ate gozam com as pessoas o sr agente ate comparou 50 caes a ladrar com o choro de bebes !e que arranjase uns tampoes para os ouvidos ...ja foi feito tambem queixa na policia municipal estes pelo menos mais prestativos mas desde marco ultimo NADA .foi feito queixa na direcao geral veterinaria NADA!pergunto onde anda a justica trabalho por turnos para piorar sera que essa gentalha nao tem sequer bom senso 50 caes a ladrar dia e noite.

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Gonçalo BRITO

Na psp nao me deixaram sequer apresentar queixa pelo que me disse o agente negligente nao havia motivo para queixa .negligentes e mal criados e sonos bos que os pagamos !so mesmo em portugal.

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Pedro Dias Autor

Paulo Alves a Polícia Municipal vai verificar a situação dos cães mas NUNCA vai resolver a questão do ruído. Passa-se exactamente o mesmo comigo e que outros membros aqui referiram: a PSP age como se os estivesse a aborrecer com um problema insignificante e ainda gozam comigo.

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Paulo Alves

Realmente não imaginava o menosprezo que as autoridades competentes dedicam a este tipo de situações. Depois de amanhã já faz 3 semanas que registei a queixa na Polícia Municipal e ainda cá não apareceu ninguém. Para a PSP já nem vale a pena ligar porque ou me dizem que não é com eles e para ligar para a Polícia Municipal ou então dizem que "já lá passam". Uma pessoa já não sabe para quem mais apelar para que seja cumprida a lei que pelos vistos só existe para inglês ver.

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Paulo Alves

Também faz hoje uma semana que fiz queixa ao Projecto Defesa Animal da PSP e Casa dos Animais da CM Lisboa, visto as condições em que o animal vive, preso 24 horas todos os dias num pequeno quintal contíguo à rua pública , ao sol ou à chuva , com uma pequena casota num canto e um chapéu de sol de praia noutro canto do quintal para ele se pôr á sombra, também, ferirem o eatatuto jurídico dos animais.

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Eugénia Guerreiro

Este país, infelizmente, está pejado de cidadãos que não sabem viver em sociedade e não respeitam os direitos dos outros.
E por vezes, a autoridade é cúmplice, pois não atua de acordo com o previsto na Lei.
Para a questão do ruído envolvendo animais, pode-se fazer queixa à SEPNA (Serviço de Proteção da Natureza e do Ambiente). Pode ser que resulte. Ter os cães acorrentados configura maus tratos. Pode ser que, se forem obrigados a libertar os cães e estes começarem a fazer disparates e a causar prejuízos sérios no quintal deles, eles atinem.

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Pedro Dias Autor

Um exemplo daquilo que temos de aturar quase diariamente:
https://www.youtube.com/watch?v=vsJCK3nwZSg

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InÊs Martins

Depois aparecem notícias nos telejornais que vizinho mata vizinho por barulho excessívo e ficam chocados. Pois fiquem sabendo Sris Agentes que nao dormir e stress excessívo leva qualquer um á loucura e a activar o instinto de sobrevivencia. Dormir é essensial para sobreviver. Levam as pessoas á loucura sem as deixar dormir e a psp nao cumpre a lei e o seu serviço. A minha mae vive uma situação semelhante no Algueirao. A vizinha da frente tem 2 caes de raça gigante que passam a noite e dia inteiros la fora no quintal a ladrar, mesmo quando ja nao passa ninguem na rua ha algum tempo. A minha mae tem 68 anos e um problema cardíaco , toma medicaçao para o mesmo, o problema é grave e só esta a piorar com as noites sem dormir, stress e ansiedade. A dona dos animais ja foi alertada mas está-se nas tintas e foi extramamente desagradável e de baixo nível, para além de completamente insensível e indiferente ao problema cardíaco de uma pessoa idosa. Esta gente para mim está ao mesmo nível que assasínos, pois só levam as pessoas para a sua morte prematura. E as autoridades que nada fazem sao cúmplices de homicídio involuntário.

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Mila Godinho

Verdade,sei muito bem o que custa,passei por isso,,com estudantes que ocupavam o apartamento por cima do meu

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Luís Manuel Braga

Bom, o problema aqui não é o barulho, nem o vizinho. O problema é muito mais grave. Gravíssimo. Estamos presente perante uma situação que não é excepcional. Não é a excepção, é a regra. E como dizia o problema não é o barulho nem o vizinho é a ausência do Estado de Direito. Pior, existem entidades que devem proteger o referido estado de direito, nomeadamente protegendo os cidadãos através da fiscalização do cumprimento das leis. Sim porque as leis são feitas em nome e em prol dos cidadãos. O problema é que essas entidades, as polícias, infelizmente, desconhecem esse pormenor. Para eles só se fiscaliza o cumprimento da lei quando há lugar a multa, de preferência de origem rodoviária. Depois há o problema da pequena corrupção ou compadrio. Se, como se diz, não há almoços grátis, porque razão se fecham os olhos a actos ilegais tão perniciosas de algum cidadão para com outros cidadãos? Se não existem contrapartidas monetárias ou outras, não existe explicação. O grande problema é que isto é uma realidade e demonstra claramente que este país está entregue a pequenos corruptos cuja pequena corrupção que praticam, mina toda uma sociedade e dá azo a que tudo o resto aconteça e torne a vida de todos nós uma miséria, porque é a uma vivência medíocre que a corrupção endémica conduz. Eu já vivi e vivo actualmente problemas semelhantes. Se calhar toda a gente os vive ou já viveu, o problema é que a resignação, também endémica dos portugueses, tudo permite. Português resignado que foge da discussão dos verdadeiros problemas do país e sublima as suas frustrações a comportar-se como um animal nos estádios do país.

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Luís Manuel Braga

O caso que a Inês aqui traz é uma gota no oceano das queixas na internet. Nos mais variados sites, não propriamente de reclamações, o "Fórum da casa" por exemplo, vêem-se lá "resmas, palletes" de situações semelhantes. A diferênça são os comentários. Aqui, os utilizadores não são à partida resignados, pelo contrário, nesses outros sites, como as discussões são de outra índole, não crítica, os comentários, invariavelmente, incitam os queixosos à resignação, à desistência, tipo "mude de casa, para não se chatear".
É triste.
Eu acho que nestes fóruns de reclamações se podiam constituir grupos de acção cidadã no sentido de, juntos, poderem se constituir como forças de pressão junto do estado para que estas entidades não sejam só inúteis, como muitas vezes, com a sua inacção, muito prejudiciais à comunidade que deviam servir. Temos de definitivamente deixar de recear criticar as polícias pela sua inacção, principalmente quando dessa inacção resultam danos para a sociedade. Não é só o custo que essas forças constituem para o erário público que está em causa, é o estado de direito que fica irremediavelmente aniquilado.
Nós que nos damos ao trabalho de reclamar e de reflectir através dos nossos comentários, devíamos ser mais pro activos.

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Maria

Eu também tenho sofrido há mais de 2 anos, pior, é que o barulho provem do apartamento de baixo que pertence a um PSP que trabalha na nossa área de residência. É dias a fio de gritaria constante sem nunca falhar um único dia da semana, é de domingo a domingo, festas e mais festas, mete a família toda la dentro todos os dias, e gritam em vez de falarem normalmente e TV ligadas em alto som ate as 2h da manhã. Agora pergunto como é que sendo o chefe de família PSP é o pior a cumprir a lei. E pergunto como vou eu chamar a PSP se são amigos e colegas dele? é uma vergonha, para alem de saberem perfeitamente que fazem barulho! Ja tiveram desavenças com os antigos donos do meu apartamento e os mesmos tiveram de vender, infelizmente comprei sem saber disto e agora sou eu que terei de achar uma solução e sair daqui, porque o enfrentar é estar sujeita a levar com um tiro ou ser agredida fisicamente, porque a pessoa em questão é uma besta quadrada! é natural que quando são chamados para defender quem sofre, gozam e ignoram, porque fazem o mesmo com os próprios vizinhos. Vivemos num mundo miserável, com Polícias vergonhosos!! E ninguém para nos defender! Se alguém souber a quem me posso dirigir para fazer queixa de um Agente de Autoridade, de forma a não levar retaliações agradeço.

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Sérgio Roque

Venho juntar-me ao grupo... sofro à 1 ano com 3 cães presos num canil, gaiolas com pombos, galinhas e galos, tudo a muitos poucos metros do meu quarto. É impossível descansar. Ando todos os dias enervado e ansioso. A GNR por mais queixas que apresente, não fazem absolutamente nada, a Câmara Municipal de Almeirim também nada faz. Já fui ter ao hospital uma vez por falta de descanso! Desde então tenho usado tampões para os ouvidos mas os cães fazem tanto barulho que até assim os consigo ouvir. A resposta que me dão da parte da GNR é que nunca presenciam o ruído. Já contactei vários advogados e todos me dizem a mesma coisa: A polícia nunca vai fazer nada porque é um caso de âmbito privado e não publico, assim só em tribunal é que pode acontecer alguma coisa. Isto para dizer que estamos entregues ao destino... Depois admiram-se de ver nas noticias uns crimes cometidos entre vizinhos.

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Roberta Fagundes

Passo por algo semelhante e acabei de fazer uma queixa. Inacreditável que a PSP não resolva um problema como este.

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José Miguel

Moro em camarate, e também estou a passar por um problema parecido. Num terreno vedado em frente da minha casa, está um contentor onde um homem dorme e faz a sua vida, o problema é que ele tem 5 cães a ladrar de dia à noite e que não me deixam descansar. Por inúmeras vezes telefonei para a PSP de camarate e eles dizem que não podem fazer nada, e que isso é da responsabilidade da polícia municipal de loures. Quando telefonei para a polícia municipal eles disseram que era da responsabilidade da PSP.
Ninguém quer saber e já ando nisto à mais de um ano.

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Carlos Santos

Ouvi dizer que existem uns aparelhos que sempre que o cao ladrar ele envia uns ultrasons que eles detestam e que se calam.

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Pedro Dias Autor

Carlos Santos aqui não funciona porque os cães estão por detrás de uns muros e anexos,e os ultrasons não têm efeito suficiente. É como se não fizessem nada até. Já tentei.

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Fabio Oliveira

Boa tarde meus car@s,
A situação de animais a fazer ruído é pouco explícita na Lei, pelo que criei a petição apresentada para que seja criada uma Lei específica que facilite o tratamento destas situações.

https://peticaopublica.com/pview.aspx?pi=PT90368

Se concordarem assinem e partilhem. :)

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Pedro Dias Autor

Assinado. Não há praticamente nada mais que possa fazer dentro da lei a não ser mudar de casa. Mas continuarei a reclamar junto dos órgãos municipais. PSP, é inútil.

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Marco Lopes

Ainda não está resolvido???

Mas tem AUTOS de RUIDO de vizinhança constatados pela PSP ou não???

Se não tem, deveria ter!!!

Se a PSP levantou os autos, TEM de os comunicar à CÂMARA! E a CÂMARA TEM DE AGIR, MULTANDO os proprietários! É tão simples quando isso!!!

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Marco Lopes

Decreto-Lei n.º 9/2007de 17 de Janeiro
Publicado no DR 12, Série I de 2007-01-17

Artigo 1.º
Objecto
O presente Regulamento estabelece o regime de prevenção e controlo da poluição sonora, visando a salvaguarda da saúde humana e o bem-estar das populações.

Artigo 2.º
Âmbito
1 - O presente Regulamento aplica-se às actividades ruidosas permanentes e temporárias e a outras fontes de ruído susceptíveis de causar incomodidade, designadamente:
...
2 - O Regulamento é igualmente aplicável ao ruído de vizinhança.
...

Artigo 3.º
Definições
Para efeitos do presente Regulamento, entende-se por:
...
r) «Ruído de vizinhança» o ruído associado ao uso habitacional e às actividades que lhe são inerentes, produzido directamente por alguém ou por intermédio de outrem, por coisa à sua guarda ou animal colocado sob a sua responsabilidade, que, pela sua duração, repetição ou intensidade, seja susceptível de afectar a saúde pública ou a tranquilidade da vizinhança;
...

Artigo 24.º
Ruído de vizinhança
1 - As autoridades policiais podem ordenar ao produtor de ruído de vizinhança, produzido entre as 23 e as 7 horas, a adopção das medidas adequadas para fazer cessar imediatamente a incomodidade.
2 - As autoridades policiais podem fixar ao produtor de ruído de vizinhança produzido entre as 7 e as 23 horas um prazo para fazer cessar a incomodidade.

Artigo 26.º
Fiscalização
A fiscalização do cumprimento das normas previstas no presente Regulamento compete:
...
e) Às autoridades policiais e polícia municipal relativamente a actividades ruidosas temporárias, no âmbito das respectivas atribuições e competências;
f) Às autoridades policiais relativamente a veículos rodoviários a motor, sistemas sonoros de alarme e ruído de vizinhança.

Artigo 28.º
Sanções
1 - Constitui contra-ordenação ambiental leve:
...
h) O não cumprimento da ordem de cessação da incomodidade emitida pela autoridade policial nos termos do n.º 1 do artigo 24.º;
i) O não cumprimento da ordem de cessação da incomodidade emitida pela autoridade policial nos termos do n.º 2 do artigo 24.º


Artigo 29.º
Apreensão cautelar e sanções acessórias
A entidade competente para aplicação da coima pode proceder a apreensões cautelares e aplicar as sanções acessórias que se mostrem adequadas, nos termos do disposto na Lei n.º 50/2006, de 29 de Agosto.

Artigo 30.º
Processamento e aplicação de coimas
1 - O processamento das contra-ordenações e a aplicação das respectivas coimas e sanções acessórias é da competência da entidade autuante, sem prejuízo do disposto nos números seguintes.
2 - Compete à câmara municipal o processamento das contra-ordenações e a aplicação das coimas e sanções acessórias em matéria de actividades ruidosas temporárias e de ruído de vizinhança.



Decreto-Lei n.º 50/2006 de 29 de Agosto
(redacção dada pelo Decreto-Lei n.º 89/2009 de 31 de Agosto)
Aprova a lei quadro das contra-ordenações ambientais

Artigo 21.º
Classificação das contra-ordenações
Para determinação da coima aplicável e tendo em conta a relevância dos direitos e interesses violados, as contra-ordenações classificam-se em leves, graves e muito graves.

Artigo 22.º
Montantes das coimas
1—A cada escalão classificativo de gravidade das contra-ordenações ambientais corresponde uma coima variável consoante seja aplicada a uma pessoa singular ou colectiva e em função do grau de culpa, salvo o disposto no artigo seguinte.
2 — Às contra-ordenações leves correspondem as seguintes coimas:
a) Se praticadas por pessoas singulares, de € 200 a € 1000 em caso de negligência e de € 400 a € 2000 em caso de dolo;
b) Se praticadas por pessoas colectivas, de € 3000 a € 13 000 em caso de negligência e de € 6000 a € 22 500 em caso de dolo.
3 — Às contra-ordenações graves correspondem as seguintes coimas:
a) Se praticadas por pessoas singulares, de € 2000 a € 10 000 em caso de negligência e de € 6000 a € 20 000 em caso de dolo;
b) Se praticadas por pessoas colectivas, de € 15 000 a € 30 000 em caso de negligência e de € 30 000 a € 48 000 em caso de dolo.
4 — Às contra-ordenações muito graves correspondem as seguintes coimas:
a) Se praticadas por pessoas singulares, de € 20 000 a € 30 000 em caso de negligência e de € 30 000 a € 37 500 em caso de dolo;
b) Se praticadas por pessoas colectivas, de € 38 500 a € 70 000 em caso de negligência e de € 200 000 a € 2 500 000 em caso de dolo.

Artigo 25.º
Ordens da autoridade administrativa
1 — Constitui contra-ordenação leve o incumprimento de ordens ou mandados legítimos da autoridade administrativa transmitidos por escrito aos seus destinatários.
2 — Verificado o incumprimento a que se refere o número anterior, a autoridade administrativa notifica o destinatário para cumprir a ordem ou o mandado e se aquele continuar a não os cumprir é aplicável a coima correspondente às contra-ordenações graves, desde que a notificação da autoridade administrativa contenha a indicação expressa de que ao incumprimento se aplica esta sanção.
3 — Os documentos, nomeadamente mapas, guias de transporte, relatórios e boletins que o agente ou o arguido
esteja obrigado a enviar por força da lei ou a solicitação da autoridade administrativa, são tidos, para todos os efeitos legais, como não enviados quando omitam dados ou sejam remetidos incorrectamente.

PDF para download: https://www.dropbox.com/s/dndbw3t5xdlfybq/Ruido-vizinhanca.pdf?dl=0

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Pedro Dias Autor

Ainda não está resolvido mas houve uma alteração significativa de rotinas. Não tenho autos absolutamente nenhuns nem sei se existem. Para ser sincero, duvido muito.

Actualmente, talvez desde há poucos meses para cá, houve uma mudança significativa de rotinas da parte dos vizinhos e do ladrar dos cães que não sei se são temporárias ou não. Parece que deixou de estar mesmo gente em casa durante o dia todo até mais tarde do que o habitual, tipo 20.00h ou 21:00h, sendo sexta feira o pior dia, por norma.

Os cães deixaram de começar a ladrar e a ganir a partir de meio da tarde quando o filho saía e começaram a fazer isso a partir mais do final da tarde (18:00) até bastante mais tarde, depois das 20:00 ou das 21.00 conforme os dias, ou seja, durante duas ou três horas. Nuns dias ladram de forma mais intervalada, mas noutros, essas duas ou três horas continuam insuportáveis. Nos últimos meses não tive mais problemas a acordar cedo a horas pornográficas (6 ou 7 da manhã) nem de madrugada. Felizmente, também não aos sábados e domingos de manhã, até ver... Durante o fim de semana tanto eu como a minha mãe saímos sempre de tarde e voltamos depois de jantar, mas não tenho reparado em problemas fora dos horários já referidos. Aliás, nos períodos em que há silêncio, nem damos conta que há cães ali ao lado. O pior é quando começam a ganir e a ladrar sem donos em casa.

Já chegámos a um ponto de intolerãncia em que aquele duplo ladrar seguido angustiado e agudo de uma das cadelas ficou gravado nos ouvidos de tal forma que uma pessoa começa a entrar em "parafuso" assim que houve esse ladrar uma ou duas vezes, mesmo que depois não seja nada. Fica sempre um desconforto de pensar se é momentâneo ou se se vai prolongar durante várias horas e perco logo o foco naquilo que estiver a fazer.

A minha mãe ainda reclamou por escrito para a PSP há pouco tempo atrás, vieram cá a casa e não fui capaz de ter uma conversa civilizada. Voltaram a surgir os argumentos do costume, que é normal os cães ladrarem, gatos miarem etc, ao que respondi que essas afirmações eram o mesmo que me passarem um atestado de estupidez. Alegaram que os cães estavam registados pelo vet. municipal como raça indeterminada e por isso não se colocava nenhuma questão como eu devia compreender (disse que não compreendia, tratando-se de pitbulls). Explicaram-me os procedimentos, que era ligar para a esquadra aquando da ocorrência, e perguntei qual era a lógica nisso se da última vez que o fiz disseram que não vinham porque os vizinhos não estavam em casa. Em suma, fiquei na mesma. Só que no último e-mail a minha mãe indicou testemunhas (um par de amigos ou amigas da minha mãe que costumam passar cá algumas tardes de visita e testemunharam o ruído) e vieram obter informações sobre elas, nomeadamente os contactos, só que tanto quanto sei ninguém foi contactado.

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Marco Lopes

"Já chegámos a um ponto de intolerãncia em que aquele duplo ladrar seguido angustiado e agudo de uma das cadelas ficou gravado nos ouvidos de tal forma que uma pessoa começa a entrar em "parafuso" assim que houve esse ladrar uma ou duas vezes, mesmo que depois não seja nada. Fica sempre um desconforto de pensar se é momentâneo ou se se vai prolongar durante várias horas e perco logo o foco naquilo que estiver a fazer."

Percebo MUITO BEM o que quer dizer com isso. Conheço a sensação! Há quem menospreze os barulhos "continuados", mas são eles os causadores de problemas graves na saúde das pessoas, não pela própria intensidade em si, mas exactamente pelo que descreve, porque é um MASSACRE psicológico, e quem sofre com isso vive em agonia e ansiedade permanentes!!!

UMA NOTA: a PSP TEM DE ELABORAR UM AUTO!!! Se não elabora, é porque NÃO CONSIDERA que existe RUÍDO de vizinhança, e isso é grave! Cabe-lhe a SI perguntar ao agente "Está constatado Ruído de Vizinhança?" Se ele responder que sim, tem de falar com quem está a causar o ruído para, dependendo da hora do dia, o fazer CESSAR IMEDIATAMENTE o ruído, ou dar um prazo para o que mesmo cesse (e isto aplica-se 24 HORAS POR DIA!!! Não há aqui horas em que se pode fazer o que se quer, nem mesmo durante o dia!!!). Se existir RUÍDO, a PSP tem de elaborar AUTO! Ponto!! Depois, a PSP TEM DE ENVIAR o AUTO à CÂMARA MUNICIPAL para análise, e em caso de reincidência, a Câmara tem de aplicar COIMA.

Claro que tudo isto pode morrer logo na PSP, mas cabe-lhe a SI inquirir a PSP (chefe de polícia) e a Câmara sobre os autos, se foram elaborados e enviados. É uma burocracia? É!!! Mas se não fizer pressão nunca saberá se os autos foram efectivamente elaborados, se chegaram à câmara, QUANTOS é que lá chegaram, e depois e a câmara ACTUOU em conformidade!!!

Mas tem de pedir esses esclarecimentos e ter conhecimento do que se passa, caso contrário, vai arrastar isso eternamente.

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Pedro Dias Autor

Hoje ao final da manhã, os energúmenos lembraram-se de começar a fazer obras outra vez ao fim de semana, a colocar pavimento no quintal. Marteladas que ecoavam pelo quarteirão e eu confinado em casa mesmo ao lado a aturá-los. Chamámos a polícia quando começaram com a rebarbadora de tarde, provavelmente a cortar as lajetas. A PSP veio ao local, esteve uns bons 10 minutos a falar com eles, provavelmente a contar toda a espécie de aldrabices. Como se não bastasse a casa vazia e os cães a ganirem de tarde (felizmente na última semana não aconteceu), o homem ainda se lembra que quer fazer obras ao fim de semana na casa dele porque durante a semana já faz noutros lados, e os vizinhos que aturem. Ouvi a vizinha do outro lado muito amiga deles a perguntar se estavam a construir uma ciclovia.........

Não posso com esta gente nem de longe, se alguma vez as minhas condições financeiras melhorarem tenho de sair daqui.

Lado positivo, ao menos na esquadra têm recebido bem as chamadas da minha mãe e têm sido atenciosos com ela.

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Marco Lopes

A actividade de OBRAS em habitações ao fim de semana dá direito IMEDIATO a contra-ordenação!!! Viu o que foi feito pela polícia? Passe na esquadra e peça CÓPIA do AUTO (por vezes a polícia não quer ter trabalho e acaba por não fazer nada oficiosamente).

Basta não existir AVISO afixado, já é suficiente, nem falo das obras ao fim de semana!

Dec-Lei 9/2007 - Lei Geral do Ruído

Artigo 16.o - Obras no interior de edifícios
1—As obras de recuperação, remodelação ou conservação realizadas no interior de edifícios destinados a habitação, comércio ou serviços que constituam fonte de ruído apenas podem ser realizadas em dias úteis, entre as 8 e as 20 horas, não se encontrando sujeitas à emissão de licença especial de ruído.
2—O responsável pela execução das obras afixa em local acessível aos utilizadores do edifício a duração prevista das obras e, quando possível, o período horário no qual se prevê que ocorra a maior intensidade de ruído.

Artigo 18.o - Suspensão da actividade ruidosa
As actividades ruidosas temporárias e obras no interior de edifícios realizadas em violação do disposto nos artigos 14.o a 16.o do presente Regulamento são suspensas por ordem das autoridades policiais, oficiosamente ou a pedido do interessado, devendo ser lavrado auto da ocorrência a remeter ao presidente da câmara municipal para instauração do respectivo procedimento de contra-ordenação.

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Marco Lopes

Fico sensibilizado com estes casos... NÃO desista!!

Una-se outro vizinho que sofra com o mesmo problema, e faça valer os seus direitos!

Já lhe disse o que podia ser feito.

Para além disso, só mesmo colocando um processo em TRIBUNAL (mas meta a PSP e a CAMARA no meio do processo, pois se os problemas não estão resolvidos, a CULPA É DELES! Alguém não fez as devidas participações ou não as enviou para a câmara, ou a câmara não actuou)

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Pedro Dias Autor

Infelizmente mais ninguém se queixa. A pessoa que se queixava também já não mora cá, e já precisei dela para testemunhar outra situação mas fugiu dessa responsabilidade por todos os meios... As outras vizinhas são amigas dessa pessoa, pelo menos falam bem com ela. Uma é quase surda e pode o mundo acabar à volta dela que não se queixa de nada, e a outra também não vai com a nossa cara, nem eu com a dela. E pensar que em todas estas casas viviam vizinhos espectaculares que faleceram ou mudaram-se e deram lugar a pessoas que nem sequer sabem viver em sociedade...

Para piorar a situação, desde quinta feira que alguém anda com uma espécie de compressor ou gerador muito potente que faz uma ressonância estúpida no interior da casa pelo chão e pelas paredes por ser uma frequência muito baixa e ouve-se ao longo do quarteirão a partir das 8 da manhã. No sábado foi hora e meia disso.

Já me convenci que quem está mal sou eu, apesar de estar aqui há 37 anos e o resto das pessoas há 2 ou 3 no máximo, fora o dos cães que estão há 16 ou 17... Tenho de me ir embora assim que conseguir, provavelmente para um país de pessoas civilizadas, mais uns dois anos com sorte e vou tentar ir embora. Aqui não vale a pena. Pelos comportamentos que vejo, mudo.me para outro lado e com a sorte que tenho ainda arranjo vizinhos piores. Depois ou o mau da fita, o embirrento, o complicado que reclama por tudo e por nada. Os outros, os que quebram as leis para produzir ruídos e fazer obras até aos domingos às 8 da noite, esses é que têm a razão toda.... enfim.

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Marco Lopes

Como eu o entendo!!! Na verdade aconteceu-me o mesmo... as pessoas "civilizadas" e com voz activa que viviam na minha urbanização foram-se embora... os anos foram passando, e essas pessoas quiseram "melhor" para a vida delas, e fizeram muito bem!!!

Um dos poucos vizinhos proactivos faleceu recentemente. Ficaram os "neutros" que não se querem "chatear" com ninguém...

Repense a sua vida... infelizmente vamos "vivendo" e quando damos por isso, a vida passou... e vivemos num "sufoco" intermitente.

Dou-lhe 2 conselhos que mudaram um pouco a minha vida:

1) Tampões de silicone para dormir (apenas no ouvido que não está no travesseiro, para não fazer pressão). Esqueça os outros. SILICONE (usados para natação).

2) Música ambiente, com ruídos brancos, que lhe causem uma boa sensação (tem de ir experimentando, até mesmo com APP's que existem para telemóvel, por exemplo).

Pelo menos nas horas de descanso pode fazer TODA a diferença!

Já durante as outras, e principalmente com cães a ladrar, terá de fazer valer os seus direitos!!!