Tempo de espera nas urgências chegou a ser de 13 horas

Existe uma grande afluência provocada pela gripe e pelas complicações respiratórias associadas ao frio. Hospitais de São João, Amadora-Sintra, Portimão e Vila Franca vivem situações mais complicadas.

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Há quatro unidades hospitalares com situação caótica nas urgências esta manhã, devido à grande afluência provocada pela gripe e pelas complicações respiratórias associadas ao frio. Os casos mais complicados são os hospitais de São João, no Porto, Vila Franca de Xira, Portimão e Amadora-Sintra.

Neste último, de acordo com a informação disponibilizada no portal do SNS cerca das 9:00, com atualização permanente, os doentes urgentes (aqueles a quem é atribuída pulseira amarela após passagem pela triagem) têm um período de espera de cerca de 13 horas na urgência geral.

No Porto, no hospital de São João, os doentes considerados urgentes têm de esperar uma média de sete horas. Aqueles que têm pulseira verde têm uma espera de 11 horas pela frente.

Em Vila Franca de Xira, a espera é de 7 horas e meia para os casos urgentes.

Em Portimão, a pulseira amarela tem uma espera superior a 11 horas.

Em Faro, há uma espera de três horas e meia para estes doentes.

Nas restantes unidades hospitalares a situação é menos caótica. No Hospital de Santo António, no Porto, a média de espera é inferior a duas horas; no Pedro Hispano, em Matosinhos, é de 30 minutos. Nos Hospitais Universitários de Coimbra espera-se também meia hora.

Em Lisboa, no Hospital de Santa Maria, a média de espera para doentes com pulseira amarela está numa hora, em São José em 40 minutos; no São Francisco Xavier em pouco mais de uma hora e no Garcia de Orta em 17 minutos.

Face ao aumento da atividade gripal, vários centros de saúde do país alargaram o horário dos Serviços de Atendimento de Situações Agudas (SASU) para responder à procura.

O ministro da Saúde, Adalberto Campos Fernandes, admitiu ontem que há uma "grande" afluência de pessoas aos serviços de urgências, mas garantiu "as coisas estão a correr muito bem".

"Temos dezenas de unidades hospitalares e centenas de centros de saúde e o que verificamos é que este ano as coisas estão a correr muito bem, com o esforço enorme dos profissionais de saúde", disse, frisando que sempre que alguma coisa corre menos bem há a intervenção imediata das direções dos hospitais e das administrações regionais de saúde para corrigir o que há para corrigir.

"Temos hoje o maior número de médicos no Sistema Nacional de Saúde de que há memória, temos mais enfermeiros, estamos a investir nos equipamentos e estamos a criar condições para que o inverno passe e as pessoas sejam bem acolhidas", salientou.

O objetivo do Ministério da Saúde é que a população tenha, ano após ano, mais condições, sustentou.

 

Fonte: Diário de Notícias


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