Utentes acusam a TST de deixar passageiros em terra

Multiplicam-se queixas contra a supressão de carreiras da Transportes Sul do Tejo.

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Andreia Campos, residente em Setúbal, paga todos os meses um passe no valor de 102,75 euros para se deslocar a Lisboa para trabalhar, na carreira nº 562 da Transportes Sul do Tejo (TST), rumo à Gare do Oriente. A formadora, na área do Marketing, apresentou queixa no site da empresa na passada sexta-feira, depois de mais uma vez ter sido "deixada em terra".

"Entro às 09h00 no trabalho, em Lisboa, e só consegui apanhar o autocarro das 08h45, o motorista simplesmente não tinha autocarro para trabalhar. O primeiro autocarro ficou logo cheio e fiquei em terra. É inadmissível", disse Andreia Campos ao CM.

A Andreia Campos somam-se dezenas de utentes que reclamam a supressão inesperada de carreiras, a sobrelotação de autocarros, que provoca atrasos aos passageiros, e as más condições dos veículos. "Ar condicionado não existe. Guardam os melhores autocarros para os alugueres que nesta época são frequentes. Pagamos centenas de euros por ano", acrescenta Andreia.

Reclamações à TST no Portal da Queixa

Apesar de no Portal da Queixa existirem mais de 60 queixas sobre a transportadora desde o início do ano, a marca apresenta um Índice de Satisfação de 73,5 em 100, o que demonstra a disponibilidade para ouvir e tratar as reclamações dos clientes. Valor este bastante superior a outros operadores como a STCP com 42,2 e a Carris com apenas 6,5.

Ao CM, a TST justifica as reduções de carreiras com a entrada da época de verão, quando há "menos procura", e adianta que em relação a igual período do ano passado houve uma "redução de 61% das reclamações recebidas". A TST desenvolve a sua atividade na Península de Setúbal, servindo um milhão de habitantes.

 

Ler mais em:http://www.cmjornal.pt/portugal/cidades/detalhe/acusam-tst-de-deixar-passageiros-em-terra


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