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Carris - Pedido de identificação de fiscais por abuso de "autoridade"

Sem resolução
3872816
1997
ana sousa apresentou a reclamação

Mensagem enviada à Carris:
.... A minha mãe foi fiscalizada, tendo sido conduzida à esquadra apesar de possuir um título de transporte válido, neste caso um passe mensal. Por ter havido abuso de "autoridade" destes fiscais, que não se identificaram apesar de lhes ter sido solicitado, e por um deles ter faltado à verdade, pois havia feito a leitura do passe dentro do autocarro na máquina de fiscalização, mas negou o facto e mentiu na esquadra, solicito a identificação para apresentação de queixa e averiguação dos reais objectivos destes fiscais.
Pretendo que a acção destes indivíduos seja averiguada, para apurar se usaram a fiscalização, e a tal "autoridade" que disseram ter-lhes sido concedida, com outros fins que não a verificação dos bilhetes dos passageiros, pois em conjunto com a minha mãe levaram uma outra passageira para a esquadra, também com um bilhete válido, a quem empurraram e puxaram cabelos. Não podem os clientes da Carris aceitar que os fiscais dessa empresa sirvam hipoteticamente interesses externos à própria Carris usando actos ditos de fiscalização....

Acrescento à mensagem enviada para a Carris:
Nem podem os clientes da Carris aceitar o vale tudo e a cegueira destes fiscais na sua gula, na sua caça à multa. A multa é muito lucrativa, mas há limites. Nem a Carris deveria fiscalizar nestes moldes uma vez que é uma empresa que lesa com frequência os direitos de consumo dos passageiros com bilhetes pré-comprados ( e que são a maioria dos passageiros nesta empresa de transportes).
 

12 mai 2016
CARRIS adicionou uma resposta

Exma. Senhora
D. Ana Paula Miranda

Na sequência do e-mail que nos endereçou, começamos por informar que a identificação de qualquer funcionário da Empresa apenas é dada às entidades oficias e Judiciais (Policia de Segurança Pública, Policia Judiciária, Tribunais, etc.), e a pedido destas.

Confirmamos ainda que no dia referido efectivamente entrou uma equipa de Fiscalização na carreira 742 que detectou duas Clientes que se recusaram a apresentar o título de transporte e posterior identificação.

Acresce que esta equipa de fiscalização comercial fazia-se acompanhar por uma equipa da P.S.P./DIC (Divisão de Investigação Criminal) que tomou conta da Ocorrência e que deu indicações para se deslocarem para a Esquadra do Calvário onde se precedeu à identificação das Clientes, sendo uma destas, reincidente na situação descrita.

Por último, informamos que a interacção dos Fiscais com as Clientes ficou restringida apenas à solicitação do título de transporte e posterior identificação para efetivação do auto, pelo que a este respeito nada mais há a acrescentar.

Cumprimentos,


Lígia Querido
Técnico superior


reclamacoes@transporteslisboa.pt

Provedoria do Cliente www.transporteslisboa.pt

Gabinete de Comunicação e Marketing Tel: (+351) 213 500 115
Fax: (+351) 217980605
Av. Fontes Pereira de Melo, nº 28
1069-095 Lisboa - Portugal

P Por favor pense no Ambiente antes de imprimir este e-mail.
Este e-mail e quaisquer ficheiros em anexo são confidenciais. Esta informação destina-se apenas a ser utilizada pelo indivíduo ou indivíduos referidos acima. Caso não seja um dos destinatários referidos, é favor avisar de imediato o remetente, não divulgar o conteúdo deste e-mail a terceiros, não o utilizar para qualquer fim, nem gravar ou manter uma cópia da informação em qualquer tipo de suporte.

28 jun 2018
CARRIS alterou o estado para Sem resolução
Esta reclamação foi considerada sem resolução

Comentários (6)

Ver perfil de Pedro

Pedro

Na minha opinião deve de haver aí qualquer coisa que não bate certo.

Não se leva 2 senhoras, ainda por cima com bilhete/passe válido para a esquadra e ainda por cima puxando uma pelos cabelos...

Mas contudo...

Ver perfil de Fernando Lourenço Gomes

Fernando Lourenço Gomes

Mas este TIGER (anónimo, pois claro...) não tem mais nada que fazer que em todos os tópicos se armar em defensor das empresas e acusador dos "malditos" portugueses que não se comportam... isto há cada um...

Ver perfil de Pedro

Pedro

Oh Sr. Fernando, se procurar bem, há-de encontrar algumas queixas que eu defendo o cliente... :P

Mas que existem aqui muitas queixas "descabidas" sim existem... E vai ver que eu não comento todas as queixas.

Vai-me dizer que concorda plenamente com o que foi escrito pela queixosa?

Com jeitinho até vai concordar, se calhar até conhece a queixosa pessoalmente...

Não ofendi ninguém, pois não?

Então siga marinha...

Ver perfil de ana sousa

ana sousa Autor

Sr. Tiger,

Na sua opinião "deve haver aí qualquer coisa que não bate certo". Na minha opinião também, mas talvez em sentido oposto ao seu. Veremos se a acção destes fiscais não foi armada, se não teve como objectivo usar a ocorrência com outras finalidades em curso. O tempo o dirá e comprovará ou não esse uso.
Esta forma de tratamento dos clientes é no mínimo estranha, apenas compreensível em Portugal, e no que tem sido a prática de algumas empresas públicas de serviços que operam sem concorrência. A referir também a interacção dos fiscais e a forma como desperdiçam energias, valentias e autoridades, descarregando sobre idosos. A missão foi fraca porque um bilhete custa apenas 1,80 euros e as passageiras tinham títulos de transporte válidos.
O método de fiscalização pelo qual a Carris optou transparece para os seus clientes o decréscimo da qualidade do seu serviço, a juntar à redução de carreiras e horários.

Cumprimentos,

Ver perfil de Pedro

Pedro

Bem a resposta da CARRIS é diferente ao da queixa...

Ver perfil de ana sousa

ana sousa Autor

Sr. Tiger,

Sobre o seu comentário "a resposta da Carris é diferente ao da queixa...", não entendo a que diferença se refere. Mal seria se a queixa se reportasse a um assunto e a Carris respondesse sobre um assunto diverso. A resposta foi elaborada por um departamento de marketing, com as informações que terão sido provavelmente transmitidas pelos próprios fiscais.
Se a equipa de fiscalização se fazia acompanhar por uma equipa da PSP, estes agentes estariam à paisana, portanto sem se identificarem como tal. Nesta circunstância não podem pedir identificação nem revistar ( quanto ao revistar e pedir identificação, mesmo que fardados, só o podem fazer nas situações previstas e identificando-se). Talvez a diferença esteja aqui.
Por outro lado, como deve ser do seu conhecimento, os autocarros da Carris possuem câmaras de vídeo, pelo que a vigilância saberá perfeitamente quais são os passageiros que têm passe e aqueles que o não têm, quais os que pagam bilhete e os que se furtam a fazê-lo. E saberão também como os autocarros andam cheios.
"...qualquer coisa não bate certo...", a meu ver os objectivos destes fiscais na sua acção, o que será apurado.

Cumprimentos,