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Cuf São Domingos de Rana - Aconselhamento enganoso e abusivo


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No passado dia 8 de Maio fui a uma consulta de Medicina Geral e Familiar na Clínica Cuf de São Domingos de Rana. Expus a minha sintomatologia de dores de garganta crescentes e ouvidos, dificuldade em engolir e arrepios. Diagnóstico que me foi feito: amigdalite com pus. Prescrição um rol de medicação, entre outras, antibiótico. A primeira preocupação que manifestei perante a prescrição de necessidade de antibiótico foi estar a amamentar a minha bebé de 10 meses e a Dra. não se inibiu a tecer-me um conjunto de críticas destrutivas ao facto de ainda amamentar. Disse-me que já não faz bem nem a mim, nem à bebé, que causa dependência, que pode trazer outros problemas psicológicos, etc, etc. Fez questão de me falar da sua experiência enquanto mãe e filha relativamente a este tópico. À minha resposta, fazendo alusão às orientações de pediatria e da OMS sobre os benefícios de amamentar até aos 2 anos, respondeu com ironia "então e se lhe dissessem que era bom até aos 20 anos, também dava era?" Perante a insistência no assunto acabei por lhe pedir que se cingisse ao motivo que me levou à consulta, que não havia sido para ouvir a sua história pessoal, opiniões ou muito menos pedir aconselhamento sobre amamentação. Continuou a insistir nos malefícios psicológicos de dependência da amamentação prolongada depois de 1 ano de idade. Como já estava muito irritada com o rumo da conversa acabei por dizer que sou psicóloga e estou bem atenta aos problemas de dependência psicológica, que ficasse descansada relativamente a isso. Foi pior ainda, que a Dra. disse-me também perceber muito de psicologia, que teve cadeiras na faculdade e tem amigas psicólogas (ao que parece dá equivalência) e sabe do que está a falar que tem muitos anos de prática. Considerei completamente abusiva esta situação. A Dra. fez uso do seu papel de médica para me fazer "aconselhamento" enganoso sobre amamentação, contra a minha vontade. Deu indicações com base nas suas opiniões, que vão contra todas as orientações da OMS e pediatria, fundamentadas cientificamente. Qualquer outra pessoa menos informada e convicta de estar a fazer o melhor, poderia ter sido erradamente influenciada. Como profissionais de saúde temos responsabilidades acrescidas em relação ao que dizemos e às orientações que damos às pessoas que nos procuram, normalmente num momento de maior fragilidade. Não é claramente assim que se faz!

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