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MEO - O que tenho eu a ver com os negócios de futebol?


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Segundo o Jornal de Negócios, o aumento deve-se aos custos com os contratos das transmissões televisivas dos jogos de futebol, negociados entre as operadores e os clubes. E o que tenho eu a ver com os negócios de futebol? MAS a MEO Portugal Telecom faz com quem bem lhes apetece? Os contractos que se fazem servem para evitar este tipo de alterações.

Não é aceitável que quem tem um contrato assinado pelo acesso a determinados serviços por determinado preço possa ver essas condições contratuais alteradas unilateralmente (nomeadamente um aumento do preço) sem existir uma proposta de alteração. Vergonhoso, é que os clientes que desejarem cancelar o contrato devido a estas alterações, a MEO não deixa. Um autêntico roubo. Mudar as condições a meio de contrato sem obter a aceitação dos clientes e sem lhes dar o livre direito de não as aceitar sem os penalizar. é ilegal a forma como a MEO faz a notificação do aumento e existe a possibilidade de o cliente não aceitar o aumento e cancelar o serviço sem penalizações. MAS a MEO não deixa.

A forma como a comunicação foi efectuada não vai de acordo com a lei. Basicamente a MEO andou a jogar as escondidas, diz que vai haver um aumento e que se o cliente quer saber quanto – procure! Bem infelizmente é tudo "legal" - não consigo perceber como é que o cliente fica "agarrado" 24 meses mas a MEO faz o que quer...enfim...
a MEO também não cumpriu, as exigências do procedimento previsto no nº 16 do art. 48º da Lei das Comunicações Electrónicas, com vista à introdução das alterações no contrato celebrado com o cliente. Recorde-se que tal preceito estabelece que: «Sempre que a empresa proceda a uma alteração de qualquer das condições contratuais [...], deve comunicar por escrito aos assinantes a proposta de alteração, por forma adequada [...]».
o cliente não recebeu nenhuma proposta de alteração.
Ao invés da transparência utilizou a Má-Fé,

A matemática / lógica em relação dos departamentos MEO Portugal Telecom é bastante simples e direta, está ligado à forma em como cada operador / trabalhador é pago, isto é, como é avaliado o seu atendimento, algo que varia bastantes de departamento para departamento, basta olhar para os valores e compreender que tipo de atendimento será apresentado.

- A primeira linha de atendimento quer é que o cliente se cale e liberte a linha do que é a linha de atendimento com maior trabalho da MEO , a primeira linha, é por isso que são os que têm menos autonomia para o que quer que seja e tudo que não se resolva em 2 minutos é encaminhado para outro departamento, eles são, em essência, a linha de triagem, logo ganham em relação à velocidade com que se despacham de clientes, o fazerem uma ou outra venda é completamente supérfluo.

- A Retenção quer... reter o cliente, inventam tudo o que poderem para calar o cliente e fazer com que ele aceite o novo serviço ou que desista da desistência, é-lhes irrelevante para eles se o serviço que é apresentado é melhor ou pior, desde que o cliente se mantenha na MEO PT com a mínima redução na fatura o qual possível, o processo na Retenção é direto, ir gradualmente descer o preço até o cliente aceitar, começar sempre pelo valor mais alto e ir descendo até ao valor que o operador em questão pode dar ser prejudicar a sua avaliação / ergo o que vai receber no final do mês.

- A Provedoria MEO está completamente a lixar-se para isso tudo, a função deles é apenas calar o cliente, não ganham em relação a Retenções, a função deles é fechar a queixa, se isso resulta no cliente manter-se na MEO ou não, isso é completamente irrelevante para eles, eles não são pagos para isso, Cheguei à conclusão de que não vale a pena contactar a Provedoria porque falam com as pessoas como se fossem uns parvos...

Quando ligam para a MEO Portugal Telecom não estão a falar com o ISP em questão, estão a falar com uma pessoa que trabalha numa empresa que tem uma rotatividade média de 6 a 12 meses por cada operador, isto é, a pessoa com quem estão a falar ou está lá há pouco tempo ou não estará lá por muito mais tempo, e ele não está a pensar no vosso caso, não está a simpatizar com vocês, está a ouvir tudo o que dizem e a filtrar na sua mente pontos-chave muito importantes isto tudo para um simples objecto que se forma na resposta de cada operador com quem estão a falar:

- "O que que é que devo dizer que me irá permitir a mim terminar esta conversa com o melhor ganho para mim?"

O cliente não é nem tem sido, há muito tempo, o foco de cada chamada feita ou recebida da MEO , é o operador com quem estão a falar que é a pessoa que é importante para a conversa, tudo devido a um simples erro que muitos cometem ao ligar / receber uma chamada de um ISP...

O foco da chamada é a pensar no que irá beneficiar a MEO PT, nunca o cliente.

Respostas

natacha em 2016-12-16 22:58 A MEO Portugal Telecom aumentou abusiva, unilateral e arbitrariamente os preços dos serviços que contratou comigo durante 24 meses.
Contactei então os serviços da MEO PT, que me informaram que :O mesmo aumento me havia sido comunicado nos termos da lei, através de uma nota nas faturas de Agosto e Setembro.

A MEO Portugal Telecom comunicou esse aumento de forma inadequada, em frontal desrespeito pela lei. Esta “informação” foi prestada de forma discreta, na segunda página da fatura de Setembro, de forma dissimulada e dolosa.
A contratação do serviço aquando da efetivação do contrato,baseada na boa fé das partes, foi sempre feita tendo em conta um valor fixo durante os primeiros 24 meses de vigência do contrato.

Esta alteração unilateralmente decidida e implementada pela MEO colide de forma clara com o inicialmente acordado, e, para além de violar o princípio da boa fé entre as partes, viola a lei.
Acresce ainda, no que respeita ao aumento nunca me ter sido comunicado qualquer possibilidade de aumento ou de outros valores intermédios prévios ao terminus da fidelização de 24 meses.

A alegação da MEO Portugal Telecom é também falsa pois a comunicação não se processou nos termos da lei. A única "informação” que a MEO prestou, previamente ao aumento, foi colocar na Fatura de Setembro de 2016, a informação:
“A 01-11-2016 entram em vigor novos preços e condições. Saiba mais a partir de 01-10-2016 em meo.pt ou pelo 16200”. De referir que esta "informação” surge em letras pequenas.

A "informação” discreta surge no final da segunda página da fatura de Setembro e consta o seguinte:"A 01-11-2016 entram em vigor novos preços e condições. Saiba mais a partir de 01-10-2016 em meo.pt ou pelo 16 200."
Deste modo a Meo considera que cumpriu o requisito legal.
Relembro que a MEO Portugal Telecom fez dois aumentos anuais em Janeiro e agora em Novembro.

Na segunda página da fatura electrónica de Setembro consta o seguinte:“Qtd Discrição”, “Período de faturação”, “Valor em euros”e “IVA”informação surge por baixo "A 01-11-2016 entram em vigor novos preços e condições. Saiba mais a partir de 01-10-2016 em meo.pt ou pelo 16 200."

NA resposta da MEO "[...]A alteração de preços verificada foi, de facto, comunicada através da sua Fatura de Setembro acrescendo o facto de que todas as alterações, incluindo as dos preços, são igualmente divulgadas no sítio na internet www.meo.pt para consulta por parte de todos os interessados.[...]"

a MEO Portugal Telecom fez alterações contratuais, mas não cumpriu os requisitos minímos exigidos.
MEO Portugal Telecom má-fé não cumpriu requisito legal exigidos.

A "informação” discreta surge no final da segunda página da fatura, sem nada que a destaque do restante texto ou qualquer chamada de atenção para a mesma.

Segundo a ANACOM no tópico destinado às “Alterações Contratuais” “Se o operador alterar as condições do contrato, posso cancelá-lo?
O seu operador pode alterar as condições contratuais, nomeadamente os preços, os serviços fornecidos, as condições de pagamento, etc. Caso as alterações não sejam vantajosas para si, o operador deve informá-lo, por escrito e no mínimo com 30 dias de antecedência, da proposta de alteração e do seu direito de cancelar o contrato sem qualquer custo caso não aceite as novas condições.”. Uma vez mais, a expressão “sem qualquer custo” parece bastante clara.

Por último, o facto do Legislador ter decidido eliminar da actual redacção do art.º 48.º da Lei n.º 5/2004, o disposto na parte final n.º 7 da anterior redacção do art.º 48.º, onde se podia ler “O disposto no número anterior [...] nem afasta o regime de contrapartidas previstas para a rescisão antecipada, pelos assinantes, dos contratos que estabelecem períodos contratuais mínimos.”, o Legislador pretende afastar de vez qualquer dúvida sobre a possibilidade da empresa de comunicações exigir qualquer tipo de penalização ou contrapartida ao assinante, vedando-lhe definitivamente essa possibilidade quando a rescisão antecipada decorra de uma alteração contratual realizada por iniciativa da empresa e que não traga qualquer vantagem objectiva para o assinante.

Como é estipulado no n.º 16 do art.º 48.º da Lei n.º 5/2004, de 10 de Fevereiro (Lei das Comunicações Eletrónicas), com as alterações introduzidas pela Lei nº 15/2016, de 17 de junho
“Sempre que a empresa proceda por sua iniciativa a uma alteração de qualquer das condições contratuais [...] deve comunicar por escrito aos assinantes a proposta de alteração, por forma adequada, [...] devendo simultaneamente informar os assinantes do seu direito de rescindir o contrato sem qualquer encargo, no caso de não aceitação das novas condições, no prazo fixado no contrato, [...]”.
Este preceito tem natureza imperativa, no sentido do mínimo exigível para o procedimento a realizar pelo profissional que pretende introduzir alterações no contrato de prestação de serviços de comunicações electrónicas, pelo que não poderão validamente as cláusulas do contrato estabelecer procedimento com menor exigência (designadamente, quanto à forma, prazo de antecedência e conteúdo da comunicação do profissional).

Ora, na situação descrita:
• a MEO Portugal Telecom não me apresentou verdadeiramente uma “proposta” de alteração contratual, mas apenas prestou a “informação” de que "A 01-09-2016 entram em vigor novos preços e condições. Saiba mais a partir de 01-08-2016 em meo.pt ou pelo 16 200, opção 2."». A “informação” prestada ao cliente, deste modo, nem sequer permite compreender, de forma clara e inequívoca, qual é a actualização de preço em causa nos produtos/serviços objecto do respectivo contrato com a MEO.
• a MEO PT não me informou de forma clara. Ao invés, colocou uma informação em letras pequenas, no final da segunda página da fatura, sem nada que a destaque do restante texto ou qualquer chamada de atenção para a mesma. Dir-se-ia que a mesma foi lá colocada de forma a que passasse completamente despercebida.
• A MEO Portugal Telecom, nesta informação prestada na Fatura de Setembro, não me informou do meu direito de rescindir o contrato sem qualquer encargo, no caso de não aceitação das novas condições, no prazo fixado no contrato.

Em acréscimo, reportando-nos ao art. 4º da Lei nº 23/96 (Lei dos Serviços Públicos), o mesmo estabelece que:
«1– O prestador do serviço deve informar, de forma clara e conveniente, a outra parte das condições em que o serviço é fornecido e prestar-lhe todos os esclarecimentos que se justifiquem, de acordo com as circunstâncias.»;
«2 – O prestador do serviço informa directamente, de forma atempada e eficaz, os utentes sobre as tarifas aplicáveis pelos serviços prestados, disponibilizando-lhes informação clara e completa sobre essas tarifas».
Pelo exposto acima, claramente a MEO Portugal Telecom falhou em ambos os pontos descritos.
Por último, tomamos em consideração a Lei nº 24/96, de 31 de Julho de 1996 (Lei de Defesa do Consumidor), artigo 9º. - Direito à proteção dos interesses económicos:
”O consumidor tem direito à protecção dos seus interesses económicos, impondo-se nas relações jurídicas de consumo a igualdade material dos intervenientes, a lealdade e a boa fé, nos preliminares, na formação e ainda na vigência dos contratos. ”

O contrato foi celebrado entre um profissional (MEO Portugal Telecom) e um consumidor, e, consequentemente, constitui um contrato de prestação de serviço de consumo, fonte de uma relação jurídica de consumo, e, como tal, também sujeito às regras da Lei nº 24/96, de 31 de Julho de 1996 (Lei de Defesa do Consumidor).

É notório que, por tudo o exposto acima, a MEO violou a lealdade e boa fé invocadas neste artigo.

Em resumo:
1. A MEO aumentou abusiva, unilateral e arbitrariamente os preços dos serviços que contratou comigo durante 24 meses.
2. A MEO Portugal Telecom comunicou esse aumento de forma inadequada, em frontal desrespeito pela lei. Esta “informação” foi prestada de forma discreta, na segunda página da fatura de Setembro, de forma dissimulada e dolosa.
3. A MEO não me informou quais os valores do aumento e qual o novo valor que pretendia cobrar pelos serviços prestados.
4. A MEO, à data da comunicação da alteração não me informou do meu direito a rescindir o contrato.

As violações gritantes acima descritas, tendo a MEO falhado em cumprir os diveros deveres que lhe são impostos pela regulação jurídica nacional, venho por este meio requerer que uma das seguintes hipóteses seja levada à prática imediatamente:
• Seja reposta a situação contratual prévia.
• Me seja concedido o direito previsto na lei de proceder à rescisão imediata do contrato por incumprimento contratual por parte da MEO, sem quaisquer encargos adicionais.

Tudo isto é obrigatório na nova lei, mas a MEO pelos vistos não está interessada em cumprir a mesma.
A MEO Portugal Telecom recusa o direito (tal como diz a Lei) de rescindir sem custos

Em resposta recebi uma carta da PT enviada pela Sra. Agostinha Oliveira (serviço ao cliente) completamente inócua com 3 parágrafos
"...a MEO se tem pautado pelo rigor e transparência na divulgação dos produtos e serviços MEO, pelo que a opção de um ou outro tarifário depende das necessidades específicas de cada cliente.

De referir que a MEO - Serviços de Comunicações e Multimédia, S.A exige dos seus colaboradores uma atitude profissional, de acordo com os padrões instituídos, preservando-se o nível de qualidade de serviço que esta Empresa lhe pretende garantir."

As respostas que obtive por escrito, dadas por Agostinha Oliveira, revela novamente esta pratica de "ausência de respostas". dadas por Agostinha Oliveira MEO Portugal Telecom.

Tudo isto é obrigatório na nova lei, mas a MEO pelos vistos não está interessada em cumprir a mesma.A MEO Portugal Telecom recusa rescindir sem custos

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natacha

A MEO Portugal Telecom aumentou abusiva, unilateral e arbitrariamente os preços dos serviços que contratou comigo durante 24 meses.
Contactei então os serviços da MEO PT, que me informaram que :O mesmo aumento me havia sido comunicado nos termos da lei, através de uma nota nas faturas de Agosto e Setembro.

A MEO Portugal Telecom comunicou esse aumento de forma inadequada, em frontal desrespeito pela lei. Esta “informação” foi prestada de forma discreta, na segunda página da fatura de Setembro, de forma dissimulada e dolosa.

A contratação do serviço aquando da efetivação do contrato,baseada na boa fé das partes, foi sempre feita tendo em conta um valor fixo durante os primeiros 24 meses de vigência do contrato.

Esta alteração unilateralmente decidida e implementada pela MEO colide de forma clara com o inicialmente acordado, e, para além de violar o princípio da boa fé entre as partes, viola a lei.
Acresce ainda, no que respeita ao aumento nunca me ter sido comunicado qualquer possibilidade de aumento ou de outros valores intermédios prévios ao terminus da fidelização de 24 meses.

A alegação da MEO Portugal Telecom é também falsa pois a comunicação não se processou nos termos da lei. A única "informação” que a MEO prestou, previamente ao aumento, foi colocar na Fatura de Setembro de 2016, a informação:
“A 01-11-2016 entram em vigor novos preços e condições. Saiba mais a partir de 01-10-2016 em meo.pt ou pelo 16200”. De referir que esta "informação” surge em letras pequenas.

A "informação” discreta surge no final da segunda página da fatura de Setembro e consta o seguinte:"A 01-11-2016 entram em vigor novos preços e condições. Saiba mais a partir de 01-10-2016 em meo.pt ou pelo 16 200."
Deste modo a Meo considera que cumpriu o requisito legal.
Relembro que a MEO Portugal Telecom fez dois aumentos anuais em Janeiro e agora em Novembro.

Na segunda página da fatura electrónica de Setembro consta o seguinte:“Qtd Discrição”, “Período de faturação”, “Valor em euros”e “IVA”informação surge por baixo "A 01-11-2016 entram em vigor novos preços e condições. Saiba mais a partir de 01-10-2016 em meo.pt ou pelo 16 200."

NA resposta da MEO "[...]A alteração de preços verificada foi, de facto, comunicada através da sua Fatura de Setembro acrescendo o facto de que todas as alterações, incluindo as dos preços, são igualmente divulgadas no sítio na internet www.meo.pt para consulta por parte de todos os interessados.[...]"

a MEO Portugal Telecom fez alterações contratuais, mas não cumpriu os requisitos minímos exigidos.
MEO Portugal Telecom má-fé não cumpriu requisito legal exigidos.

A "informação” discreta surge no final da segunda página da fatura, sem nada que a destaque do restante texto ou qualquer chamada de atenção para a mesma.

Segundo a ANACOM no tópico destinado às “Alterações Contratuais” “Se o operador alterar as condições do contrato, posso cancelá-lo?
O seu operador pode alterar as condições contratuais, nomeadamente os preços, os serviços fornecidos, as condições de pagamento, etc. Caso as alterações não sejam vantajosas para si, o operador deve informá-lo, por escrito e no mínimo com 30 dias de antecedência, da proposta de alteração e do seu direito de cancelar o contrato sem qualquer custo caso não aceite as novas condições.”. Uma vez mais, a expressão “sem qualquer custo” parece bastante clara.

Por último, o facto do Legislador ter decidido eliminar da actual redacção do art.º 48.º da Lei n.º 5/2004, o disposto na parte final n.º 7 da anterior redacção do art.º 48.º, onde se podia ler “O disposto no número anterior [...] nem afasta o regime de contrapartidas previstas para a rescisão antecipada, pelos assinantes, dos contratos que estabelecem períodos contratuais mínimos.”, o Legislador pretende afastar de vez qualquer dúvida sobre a possibilidade da empresa de comunicações exigir qualquer tipo de penalização ou contrapartida ao assinante, vedando-lhe definitivamente essa possibilidade quando a rescisão antecipada decorra de uma alteração contratual realizada por iniciativa da empresa e que não traga qualquer vantagem objectiva para o assinante.

Como é estipulado no n.º 16 do art.º 48.º da Lei n.º 5/2004, de 10 de Fevereiro (Lei das Comunicações Eletrónicas), com as alterações introduzidas pela Lei nº 15/2016, de 17 de junho
“Sempre que a empresa proceda por sua iniciativa a uma alteração de qualquer das condições contratuais [...] deve comunicar por escrito aos assinantes a proposta de alteração, por forma adequada, [...] devendo simultaneamente informar os assinantes do seu direito de rescindir o contrato sem qualquer encargo, no caso de não aceitação das novas condições, no prazo fixado no contrato, [...]”.
Este preceito tem natureza imperativa, no sentido do mínimo exigível para o procedimento a realizar pelo profissional que pretende introduzir alterações no contrato de prestação de serviços de comunicações electrónicas, pelo que não poderão validamente as cláusulas do contrato estabelecer procedimento com menor exigência (designadamente, quanto à forma, prazo de antecedência e conteúdo da comunicação do profissional).

Ora, na situação descrita:
• a MEO Portugal Telecom não me apresentou verdadeiramente uma “proposta” de alteração contratual, mas apenas prestou a “informação” de que "A 01-09-2016 entram em vigor novos preços e condições. Saiba mais a partir de 01-08-2016 em meo.pt ou pelo 16 200, opção 2."». A “informação” prestada ao cliente, deste modo, nem sequer permite compreender, de forma clara e inequívoca, qual é a actualização de preço em causa nos produtos/serviços objecto do respectivo contrato com a MEO.
• a MEO PT não me informou de forma clara. Ao invés, colocou uma informação em letras pequenas, no final da segunda página da fatura, sem nada que a destaque do restante texto ou qualquer chamada de atenção para a mesma. Dir-se-ia que a mesma foi lá colocada de forma a que passasse completamente despercebida.
• A MEO Portugal Telecom, nesta informação prestada na Fatura de Setembro, não me informou do meu direito de rescindir o contrato sem qualquer encargo, no caso de não aceitação das novas condições, no prazo fixado no contrato.

Em acréscimo, reportando-nos ao art. 4º da Lei nº 23/96 (Lei dos Serviços Públicos), o mesmo estabelece que:
«1– O prestador do serviço deve informar, de forma clara e conveniente, a outra parte das condições em que o serviço é fornecido e prestar-lhe todos os esclarecimentos que se justifiquem, de acordo com as circunstâncias.»;
«2 – O prestador do serviço informa directamente, de forma atempada e eficaz, os utentes sobre as tarifas aplicáveis pelos serviços prestados, disponibilizando-lhes informação clara e completa sobre essas tarifas».
Pelo exposto acima, claramente a MEO Portugal Telecom falhou em ambos os pontos descritos.
Por último, tomamos em consideração a Lei nº 24/96, de 31 de Julho de 1996 (Lei de Defesa do Consumidor), artigo 9º. - Direito à proteção dos interesses económicos:
”O consumidor tem direito à protecção dos seus interesses económicos, impondo-se nas relações jurídicas de consumo a igualdade material dos intervenientes, a lealdade e a boa fé, nos preliminares, na formação e ainda na vigência dos contratos. ”

O contrato foi celebrado entre um profissional (MEO Portugal Telecom) e um consumidor, e, consequentemente, constitui um contrato de prestação de serviço de consumo, fonte de uma relação jurídica de consumo, e, como tal, também sujeito às regras da Lei nº 24/96, de 31 de Julho de 1996 (Lei de Defesa do Consumidor).

É notório que, por tudo o exposto acima, a MEO violou a lealdade e boa fé invocadas neste artigo.

Em resumo:
1. A MEO aumentou abusiva, unilateral e arbitrariamente os preços dos serviços que contratou comigo durante 24 meses.
2. A MEO Portugal Telecom comunicou esse aumento de forma inadequada, em frontal desrespeito pela lei. Esta “informação” foi prestada de forma discreta, na segunda página da fatura de Setembro, de forma dissimulada e dolosa.
3. A MEO não me informou quais os valores do aumento e qual o novo valor que pretendia cobrar pelos serviços prestados.
4. A MEO, à data da comunicação da alteração não me informou do meu direito a rescindir o contrato.

As violações gritantes acima descritas, tendo a MEO falhado em cumprir os diveros deveres que lhe são impostos pela regulação jurídica nacional, venho por este meio requerer que uma das seguintes hipóteses seja levada à prática imediatamente:
• Seja reposta a situação contratual prévia.
• Me seja concedido o direito previsto na lei de proceder à rescisão imediata do contrato por incumprimento contratual por parte da MEO, sem quaisquer encargos adicionais.

Tudo isto é obrigatório na nova lei, mas a MEO pelos vistos não está interessada em cumprir a mesma.
A MEO Portugal Telecom recusa o direito (tal como diz a Lei) de rescindir sem custos

Em resposta recebi uma carta da PT enviada pela Sra. Agostinha Oliveira (serviço ao cliente) completamente inócua com 3 parágrafos
"...a MEO se tem pautado pelo rigor e transparência na divulgação dos produtos e serviços MEO, pelo que a opção de um ou outro tarifário depende das necessidades específicas de cada cliente.

De referir que a MEO - Serviços de Comunicações e Multimédia, S.A exige dos seus colaboradores uma atitude profissional, de acordo com os padrões instituídos, preservando-se o nível de qualidade de serviço que esta Empresa lhe pretende garantir."

As respostas que obtive por escrito, dadas por Agostinha Oliveira, revela novamente esta pratica de "ausência de respostas". dadas por Agostinha Oliveira Meo.

Tudo isto é obrigatório na nova lei, mas a MEO pelos vistos não está interessada em cumprir a mesma.A MEO Portugal Telecom recusa rescindir sem custos



Guilherme Rodrigues

Cicap diz que devia ter reclamado em 15 dias ,quando recebi a informação do aumento,e eu expliquei a maneira que a meo informa os clientes e questionei essa forma se legal, numa linha no mês de Setembro na 3 pagina da factura a dizer que vão ser actualizados os preços em Novembro,resposta do cicap que entidade reguladora ANACOM sabe desse estratagema e nada faz quem são eles para questionar??? uma vergonha so mesmo em portugal estes gatunos de gravata num ano 2 aumentos quando nos prometem durante 2 anos....




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